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Lição 02 – A Atuação do Espírito Santo no Plano da Redenção

Comentário Pr. Jairo Teixeira Rodrigues.

Publicado em 09 jan 2021

Joao 16:7-13

Introdução: A atuação do Espírito é contínua e dinâmica na Igreja, na vida dos crentes e os conduz desde a conversão até ao final da jornada cristã. A lição desta semana mostra o papel glorioso do Espírito Santo no plano de salvação. É um papel ativo, em que o Santo Espírito atua como Aquele que convence o mundo, ensina o crente e consola o discípulo de Cristo. O Espírito Santo atua como o “paracleto”, o que defende, protege e mentoria nossa vida. Ele está ao lado do seguidor de Jesus. (Atos 9:31)”

I – O ESPÍRITO SANTO COMO PROMESSA

A salvação da humanidade foi um projeto do Deus Trino e Uno, planejado antes da fundação do mundo. Cada Pessoa da Trindade exerce função específica no plano da salvação, e o Espírito é parte dessa história salvívica juntamente com o Pai e o Filho.

1. A promessa messiânica. A promessa existe porque existe um plano, e não é um plano qualquer. Isso envolve as três Pessoas da Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (1 Pe 1.2). Deus anunciou diversas vezes e de diversas maneiras, pelos profetas, a vinda de seu Filho como Salvador do mundo (Rm 1.2). Isso significa a participação do Espírito Santo de modo que a promessa messiânica é acompanhada da promessa do Espírito (Is 32.15; 42.1,2; Is 61.1), confirmada no Novo Testamento (Mt 12.18; Lc 4.18-21). A salvação e a plenitude do Espírito são anunciadas de antemão no Antigo Testamento para todo o povo (Is 44.3; Jl 2.28-32).

2. Na antiga aliança. Há uma diferença da atuação do Espírito Santo antes e depois do Pentecostes. As múltiplas manifestações do Espírito são conhecidas desde o Antigo Testamento, e uma delas era a capacitação de pessoas para obras específicas, como a de profeta (Nm 12.6) ou a de liderança (Jz 6.34; 1 Sm 16.13). Essas habilitações eram espirituais: profecias (Nm 11.25), revelações (Ez 8.3) e milagres (1 Rs 18.12); também aptidões individuais, artísticas (Êx 31.3) e habilidades para liderança militar e política (Jz 3.10; Zc 4.6,7).

3. A promessa do Consolador. A vinda do Consolador estava associada à volta de Jesus ao céu: “convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós” (v. 7). Isso porque o cumprimento dessa promessa estava vinculado à obra expiatória do Calvário (At 2.32,33). Jesus disse também que tinha muita coisa para ensinar aos seus discípulos, mas eles ainda não estavam preparados para ouvir, não poderiam suportar a mensagem sem a ação do Espírito (v.12). Jesus precisava voltar ao Pai para possibilitar a vinda do Consolador.

II – A PROMESSA DO ESPÍRITO SANTO.

    -(Atos 1:5)”Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.

Uma das mais belas definições acerca da palavra “promessa” é “esperança que se fundamenta em algo concreto e aparente”.

A promessa do Espírito Santo foi concretizada nas Escrituras e ao longo da história da Igreja. Ainda hoje, milhares de pessoas experimentam dia após dia a doce presença do Santo Espírito.

Há razões de sobra para que o crente deposite a sua inteira confiança na promessa do Espírito Santo. Por isso, ao final da exposição deste tópico, auxiliado pelas informações acima, ou nas que o Espírito Santo lhe impulsionar, faça uma aplicação no sentido de que seus alunos se conscientizem de que a promessa do Espírito Santo ainda é real e está disponível a quem crer e buscá-la. Talvez haja alguém na sua classe que ainda não experimentou o batismo no Espírito Santo. Quem sabe não chegou a hora de Jesus batizar? Você é o instrumento disponível para conscientizar seu aluno, e aluna, acerca dessa preciosa promessa(Atos 2:39).

III – A ATUAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NO PLANO DA REDENÇÃO

Com exceção da segunda e terceira epístola de João, todos os livros do NT contém referências à pessoa e obra do Espírito Santo, onde podemos ler entre outras coisas, a sua atuação na vida de Cristo, dos pecadores e, principalmente dos servos de Deus. O NT descreve diversas atividades do Espírito Santo na experiência humana, vejamos algumas:

3.1 Convence o ser humano do pecado (Jo 16.7-11) Jesus descreve a obra do Consolador em relação ao mundo, convencendo-o do pecado, da justiça e do juízo. Convencer, nesse texto, significa: “levar ao conhecimento verdades que, de outra maneira, seriam postas em dúvida ou rejeitadas”. Quando o pecador ouve a palavra de Deus e crer ele é salvo (Rm 5.2; 10.17), de modo que, em paralelo à palavra da fé, está a operação do Espírito Santo, convencendo o pecador do seu real estado diante de Deus (Jo 16.8). Portanto, esse é o Seu primeiro trabalho na vida do ser humano: convencê-lo que é pecador. A luz da Bíblia, podemos afirmar que seria impossível o homem ser salvo, sem a ação do Espírito em sua vida.

3.2 Regenera o pecador arrependido (Jo 3.6-8). A regeneração é o mesmo que “nascer de novo”, “nascer do Espírito” (Jo 3.6) ou seja, o milagre que ocorre na vida de todo aquele que teve um encontro com Cristo, tornando-o participante da natureza divina. Quem efetua a regeneração é o Espírito Santo, o qual, em certo sentido, funciona como alguém que traz à luz divina o pecador arrependido, introduzindo-o ao Reino de Deus (Jo 3.5,8). Através da regeneração, o homem passa a desfrutar de uma nova realidade espiritual, tornando-se uma nova criatura em Cristo (Tt 3.5; 2Co 5.17). A regeneração é a entrada do pecador arrependido para uma nova vida em Jesus, como ação do Espírito Santo (1Pd 1.3,23; 1Co 6.11).

3.3 Participa da justificação do homem pecador (1Co 6.11). No NT encontramos evidências de que a obra do Espírito Santo também se faz sentir nesse estágio da redenção. Em 1 Coríntios 6.11, Paulo afirma: “[…] mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus”. Todas as obras citadas neste versículo podem ser aplicadas também ao Espírito Santo. A Justificação é indissociável da obra do Espírito Santo.

3.4 Atua na adoção do homem que se arrepende (Rm 8.15). O Espírito Santo é chamado de “Espírito de Adoção” (Rm 8.15). O Espírito guia os que verdadeiramente, são filhos de Deus (Rm 8.14). Paulo em Gálatas 4.4-6 nos informa que fomos adotados por Deus, e no versículo 6, ele afirma: “E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de Seu Filho, que clama: Aba, Pai!”. Assim sendo, podemos concluir que a adoção é também uma obra do Espírito Santo.

3.5 Age na santificação. A Santificação é obra graciosa do Espírito Santo no crente, durante toda a sua vida terrena transformado sua mente, seu coração e sua vida, segundo a imagem do Senhor Jesus Cristo: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2Co 3.18; Cl 3.10)”. Na Santificação os nossos pecados são mortificados, por meio do Espírito Santo: “[…] mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis” (Rm 8.13). Paulo ainda diz: “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados […] pelo Espírito do nosso Deus” (1Co 6.11).

3.6 Insere o novo crente no corpo de Cristo (1Co 12.12,13). Trata-se daquele ato divino do Espírito Santo pelo qual Ele batiza, ou seja, insere, coloca, o novo convertido no corpo de Cristo, identificando-o assim com a cabeça, o próprio Cristo e o Seu corpo que consiste de todos os cristãos salvos (Rm 6.2-4; Ef 2.22; 4.3-6; 5.30).

3.7 Sela o crente como propriedade de Cristo (2Co 1.21,22; Ef 1.13). Todos os crentes salvos são selados pelo Espírito Santo no momento da sua conversão. O que não deve ser confundido com o batismo com o Espírito Santo. O selo é sinal de posse, propriedade: “Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus […]” (2Tm 2.19), nós o recebemos no dia da nossa salvação como uma garantia para nossa redenção: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção” (Ef 4.30), por isto, o Espírito Santo é dado a nós como penhor (2Co 1.22), penhor é garantia, testemunho, caução, que somos propriedades de Deus.

3.8 Habita no salvo. A palavra “habitar” no grego “oikeõ” que significa: “ocupar uma casa”, isto é, no sentido figurado, “habitar, residir, permanecer” (PALAVRA-CHAVE, 2009, p. 2316). No ato da regeneração, o Espírito Santo passa a habitar no crente (Ef 2.22). Esta união com Deus é chamada de habitação ou morada do Espírito em nós (Jo 14:17; Rm. 8:9; 1Co 6:19; 2Tm 1:14: 1Jo 2:27; 3.24; Ap 3:20). No AT, o Espírito agia entre o povo de Deus (Ag 2.5; Is 63.11-b), mas com o advento de Cristo e por sua mediação, o Espirito habita no crente, conforme profetizou nas Escrituras (Jr 31.31-34; Hb 10.14-17; Ez 36.26-27). Este privilégio é também reafirmado em (1Co 3.16; 6.19; 2Co 6.16; Gl 4.6). “É o Espírito quem aplica a obra da redenção em nós. Sem sua presença e ação, nenhum homem pode tornar-se um cristão. Passamos a pertencer a Cristo quando o Espírito habita e opera em nós”.

3.9 Gera o caráter de Cristo através do Fruto do Espírito. Na epístola aos gálatas o apóstolo Paulo apresenta as evidentes marcas daqueles que experimentam o novo nascimento. Aqueles que se deixam dominar pelo Espírito Santo dão “fruto”. Um conjunto de virtudes (nove ao total) que autenticam a vida daquele que é regenerado: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei” (Gl 5.22). Reveste de poder e concede dons espirituais. Uma das principais atividades do Espírito Santo na vida do cristão é revesti-lo de poder (Lc 24.49), distribuindo dons espirituais (1Co 12.7-11) e, capacitando-o a testemunhar de Cristo (At 1.8).

CONCLUSÃO: O Espírito Santo age na Igreja e no mundo levando todos a reconhecerem a obra de salvação em Jesus Cristo. A obra do Espírito Santo de convencer do pecado e da justiça e do juízo será manifestada em todos os crentes verdadeiramente cheios do Espírito. Cristo, cheio do Espírito (Lc 4.1), testificou ao mundo “que as suas obras são más” e chamava os homens ao arrependimento do pecado (Mt 4.17). João Batista, “cheio do Espírito Santo” desde o seu nascimento, expunha os pecados do povo judaico e Pedro, “cheio do Espírito Santo” (At 2.4), convencia os corações de 3.000 pecadores, ao pregar o arrependimento e o perdão dos pecados (At 2.37-41). O Espírito Santo atua para convencer o pecador e capacitar o pregador da Palavra, dando-lhe poder e manifestando sinais sobrenaturais para confirmar a Palavra. É maravilhoso viver na dependência do Espírito Santo.


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