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LIÇÃO 02 – SAULO DE TARSO, O PERSEGUIDOR

Comentário Pr. Jairo Teixeira Rodrigues

Publicado em 09 out 2021

(At 8.1-3; 22.4,5; 26.9-11)

INTRODUÇÃO: A perseguição contra os primeiros discípulos foi ferrenha e orquestrada por Saulo. A perseguição, tortura e método eram meticulosamente estudadas e colocadas em prática como nos dias atuais. A perseguição aos pentecostais continua por parte não só de “igrejas” como dos sistemas religiosos e políticos, principalmente, islamismo e comunismo (incluindo aqui o socialismo, que é a iniciação ao comunismo). Nesta lição veremos falaremos sobres as diversas áreas que a igreja vem enfrentando grandes perseguições ao longo dos séculos. A Bíblia faz descrições dos variados métodos usados por Paulo para perseguir os discípulos de CRISTO.

I – SAULO DE TARSO, O PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL

1. Paulo foi perseguidor da igreja por causa da sua religiosidade. Ele mesmo declara que havia sido: “blasfemo, perseguidor e “opressor” (1Tm 1.13), ele “assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão” (At 8.3). Por ser fariseu (At 23.6; 26.5), amava o judaísmo e odiava tudo que ameaçava sua existência. Por esta razão, via os discípulos de Jesus como inimigos, tornando-se, segundo ele mesmo, perseguidor da Igreja (Fp 3.6). Em Atos 26 ele confessa ter sido opositor do nome de Jesus (v. 9), carrasco de muitos santos (v. 10), violento (v. 11a), furioso (v.11b) e perseguidor implacável (v. 11c). Vale salientar que ele perseguia o próprio Jesus, ao hostilizar a Igreja (v. 14). Paulo não castigava apenas fisicamente, mas ele também empregava a tortura psicológica para induzir suas vítimas a confessar o que não queriam (At 26.10,11).

2. Paulo foi perseguidor da igreja por causa do seu radicalismo. Paulo se tornou um instrumento nas mãos dos sacerdotes e anciãos para perseguir a Igreja (At 22.5). Paulo entendia que, cometendo essas barbáries, atos de selvageria e crueldade, ele estaria defendendo a fé judaica e libertando-a dos hereges. No texto de 1 Coríntios 15.9, o apóstolo Paulo diz que “perseguiu a igreja de Deus”. Ele era admirado por sua nação (Gl 1.14), por sua paixão nacionalista e denodo em combater o cristianismo(At 9.21; 22.5). Paulo era um grande perseguidor da fé cristã: “sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a devastava” (Gl 1.13), sendo autorizado a arrastar os crentes de onde estivessem para serem julgados, açoitados e até mortos (At 9.2,14; 22.5; 26.10,11).

3. Paulo foi perseguidor da igreja por causa da sua ferocidade. Paulo era como um animal selvagem em busca de uma frágil presa. Em suas próprias palavras, em Atos 26.11, ele diz que estava “demasiadamente enfurecido”. Seu coração estava possuído pelo ódio: “E Saulo, respirando ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor[…]” (At 9.1). O temor de Ananias: “eu sei das terríveis coisas que esse homem vem fazendo aos santos em Jerusalém” (At 9.13) refletia o temor dos crentes a pessoa de Paulo: “E todos os que o ouviam estavam atônitos […]” (At 9.21). Os irmãos sabiam da sua participação na morte de Estevão: “E, expulsando-o da cidade, o apedrejaram […]” (At 7.58), ele mesmo confessou sua participação (At 22.20). A igreja conhecia os males que esse homem violento fazia à fé dos crentes (At 26.11), das prisões, açoites e mortes decorrentes das suas ações (At 22.19).

4. Paulo foi perseguidor da igreja por causa da sua cegueira espiritual. Paulo, no auge da sua ignorância espiritual, se tornou uma bandeira para os perseguidores da Igreja. Como um fariseu fanático, tinha a convicção de que a sua missão era acabar com a fé cristã (At 7.58), perseguindo, matando e prendendo os crentes (Gl 1.13,14). Sua postura autoritária e arrogante o fazia ser violento, usando grande força contra homens e mulheres, sem qualquer compaixão acreditando que estava agindo corretamente: “Segundo o zelo, perseguidor da igreja […]” (Ef 3.6a). Ele imaginava piamente que, com esse comportamento,  estava agradando a Deus (At 26.9-11) e, por isso, não via problemas em prender e do de arrastar presos para Jerusalém os que professavam o contra nome de Jesus (At 9.2).

II – A PERSEGUIÇÃO CONTRA A IGREJA

– A PERSEGUIÇÃO CONTRA A IGREJA DE CRISTO é contra os seguidores de JESUS e o próprio JESUS. Saulo de Tarso assiste e apoia o julgamento e o apedrejamento de Estevão (Atos 7) que se defende e pede a JESUS que não os julgue e condene e ainda tem uma visão celestial quando morre. Hoje, ainda vemos uma intolerância religiosa e política contra a igreja.

– Paulo via a si mesmo como perseguidor (1Co 15.9; Gl 1.13; Atos 22.4; Atos 26.9-11). CRISTO o viu como perseguidor (Atos 26.14). O povo de Damasco o viu como perseguidor (Atos 9.13,14; 21). Os discípulos de Jerusalém o viram como perseguidor(Atos 9.26).

– QUANDO UM SISTEMA SE VOLTA CONTRA A IGREJA

A perseguição contra os primeiros discípulos foi ferrenha e orquestrada por Saulo. A perseguição, tortura e método eram meticulosamente estudadas e colocadas em prática como nos dias atuais.

– A Bíblia faz descrições dos variados métodos usados por Paulo para perseguir os discípulos de CRISTO. Vamos analisar esses métodos.

– Em primeiro lugar, Paulo perseguia os cristãos usando o recurso da lei (Atos 26.10).

– Em segundo lugar, Paulo perseguia os cristãos em seus redutos religiosos (Atos 9.1,2; 26.11).

– Em terceiro lugar, Paulo empregava a tortura psicológica (Atos 26.10, 11; 1Tm 1.13.

Em quarto lugar, Paulo empregava a tortura física (1Co 15.9; Gl 1.13; Atos 9.2,4,21; 22.5; 26.9; 1Tm 1.13). Em quinto lugar Ele manietava os crentes (Atos 9.21; 22.5).                                                      – Em sexto lugar Ele encerrava os crentes em prisões (Atos 9.2; 22.4; 19). Em sétimo lugar

– Ele açoitava os crentes (Atos 22.5; 19; 26.11). Em oitavo Ele matava os crentes (Atos 22.20; 26.10).

A perseguição aos pentecostais continua por parte não só de “igrejas” como dos sistemas religiosos e políticos, principalmente, islamismo e comunismo (incluindo aqui o socialismo, que é a iniciação ao comunismo).

Paulo era judeu por Nascimento, era grego porque Tarso era cidade que antes pertencia ao império grego e cidadão romano, pois o império Romano assim decretou todos que ali nasceram, pois muitos tribunos, generais romanos e políticos romanos ali fizeram morada.

O nome Saulo é proveniente da transliteração grega do nome hebraico Shaul, que é Saulos.

Em Latim é Paullus e em português Paulo. Seu nome não foi mudado por DEUS.

– παυλος – Saulus – Paulos – Paullus.

– Paulo = “pequeno ou menor”

– Paulo era o mais famoso dos apóstolos e escreveu boa parte do NT, as 14 epístolas paulinas.

III – SISTEMAS DE PERSEGUIÇÃO CONTRA A IGREJA

– Na maioria dos países do mundo, a Igreja não sofre mais com a fogueira, forca, entretanto, há outros tipos sutis de perseguição, que de igual modo tenta impedir o avanço da igreja, são elas:

1. A perseguição jurídica e institucional. Autoridades, jornalistas, intelectuais, professores e artistas muitas vezes exigem que os cristãos não tenham o direito de expressar os seus valores, opiniões, princípios e doutrinas em qualquer espaço da sociedade, e há muitas vezes uma violação aos direitos mais básicos do ser humano quando é cerceado o direito de expressão.

– Na esfera institucional têm sido criadas leis e outros métodos para impedir o avanço da igreja, sendo proibida em vários aspectos a liberdade de expressão por parte dos cristãos (At 4.18).

2. A perseguição ideológica e moral. A perseguição a partir dos valores morais se caracteriza sobretudo pela rejeição dos princípios cristãos (Rm 1.18-32; Ef 5.8,15); pela legalização dos comportamentos imorais (2Tm 3.1-7; 1Co 6.9-10); e, pela demolição dos valores absolutos (Rm 1.18-32; 1Tm 4.1-4).

3 A perseguição cultural e acadêmica. Além da perseguição tradicional aos cristãos, há a perseguição mais sofisticada, que se dá no campo cultural na: a) música: quando há um estímulo ao consumo de drogas, ao amor livre, à prostituição e ao escarnecimento do Cristianismo; b) na literatura: através de livros que tentam minar o cristianismo buscando destruir o avanço da Igreja; c) na teledramaturgia: por meio das novelas, filmes e desenhos animados que procuram destruir os valores e a doutrina cristã; d) pela cultura popular: por meio das festas como o carnaval, o folclore, crendices populares etc; e) pela ciência: com a teoria da evolução, ateísmo, racionalismo, humanismo; e, f) pela arte: com sua subjetividade abrindo espaço para as mais diversas manifestações religiosas sincréticas, bem como o culto ao corpo.

4. A perseguição física. Muitos são os relatos das grandes perseguições que a Igreja passa em países por causa de sua fé.

Cristãos são martirizados, igrejas são devastadas, missionários são forçados aos trabalhos forçados. Entretanto, apesar da violência empregada com açoites, prisões, tortura psicológica, apedrejamento e mortes, muitos dos discípulos fiéis a Cristo não negaram o nome de Jesus. Nenhuma perseguição vai calar a Igreja(Mt 16.18; At 4.19, 20). Apesar de toda a violência empregada com açoites, prisões, apedrejamentos e morte, muitos fiéis a Cristo não negaram o nome de Jesus (At 26.10).

CONCLUSÃO: Como nunca foi popular ser um verdadeiro cristão, os seguidores de JESUS passaram a ser odiados e rejeitados pela sociedade. Eram demitidos de seus empregos e tinham dificuldade em garantir o seu sustento. Como sempre houvesse necessitados, agrupavam-se para se protegerem e se encorajarem mutuamente. Naqueles primeiros dias, o amor e o desprendimento eram tão reais, que muitos vendiam seus bens e traziam o dinheiro para o fundo comum a fim de socorrer os menos afortunados.

Barnabé se destacou como lado positivo e Ananias e Safira como lado negativo, neste tão importante negócio.

Ondas de ódio e perseguição sucediam-se ameaçando a Igreja. Alguns membros eram tão fracos em suas convicções que, pensando apenas na segurança e conforto pessoais, voltaram para o Judaísmo. A maioria, contudo, permaneceu sólida como as rochas em dias de tempestade.

Cada vez que o braço armado do inimigo se erguia, DEUS suscitava outros heróis para Há obras e sites especializados que se dedicam em retratar o fenômeno contemporâneo da perseguição aos cristãos. Muitos são os relatos das grandes dificuldades que nossos irmãos passam em países por causa de sua fé.

Ao olhar para o passado, devemos exergar o presente e conscientizar-se de que a obra pentecostal custou alto preço.

Além do tema da perseguição aos cristãos nos países mulçumanos, há análises abundantes a respeito da igreja nos países sob “os poderes comunistas remanescentes”, esses países são a China, o Vietnã, Laos, Cuba e Coreia do Norte.

Em épocas passadas, esses países cometeram crimes bárbaros contra todas as religiões, incluindo os cristãos. Isso se dava porque esses regimes, sob óculos ideológicos, viam nas religiões, como o Cristianismo, um obstáculo para o progresso do regime de poder. Por esse motivo, cristãos foram martirizados, igrejas foram devastadas, missionários forçados aos trabalhos forçados. Os países desse regime, bem como os de regimes religiosos, de religião islâmica e outras, injustiçaram muitos de nossos irmãos. Hoje, alguns desses países usam uma tática diferente.

Há países que, devido seu maiores envolvimentos com a economia global, não executam a matança em massas de cristãos, mas coloca a vida deles sob rígida vigilância. Entretanto, o que o regime considera ilegal, trata os cristãos supostamente fora da lei com prisão e brutalidade. Há outros regimes que nem aparência de civilidade há. Por isso, oremos pela igreja perseguida e pelo nosso Brasil.


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