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Lição 03: O Batismo no Espírito Santo

Publicado em 16 jan 2021

Atos 2:1-13

Introdução: Batismo: Do gr. baptisma. Significa mergulhar, submergir.

O batismo com o Espírito Santo é um tema atualíssimo e imprescindível à Igreja de Cristo. Muitos crentes, até mesmo pentecostais, não receberam ainda a gloriosa e necessária promessa por não compreenderem devidamente o que ela representa na vida do cristão.

Professor, enfatize o fato de que o batismo com o Espírito Santo é uma bênção na vida do crente. Esta dádiva divina é subsequente a experiência da salvação. Todavia, o batismo com o Espírito Santo não pode ser confundido com o novo nascimento, regeneração ou a santificação. Uma pessoa pode ser regenerada, justificada e santificada e ainda não ter recebido o revestimento de poder. Ressalte o fato de que o batismo com o Espírito Santo, com evidência de falar em línguas, não é uma experiência exclusiva dos dias apostólicos, como pregam os cessacionistas. Tal bênção não se restringe a Atos 2, por isso se em sua classe algum aluno ainda não recebeu a promessa pentecostal, incentive-o a buscá-la com dedicação.

I. O QUE NÃO É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO:

1. O batismo com o Espírito Santo não é a regeneração espiritual do pecador.

-Ao longo da história da igreja Cristã, muitas foram as contradições doutrinárias acerca do batismo com o Espírito Santo.

-Alguns, desprezando até mesmo as evidências bíblicas e históricas da doutrina, alegam que o falar noutras línguas foi um fenômeno circunscrito ao período apostólico.

-Outros confundem o batismo com o Espírito Santo com a salvação e a santificação.

-Eles desconhecem que, na obra regeneradora, o Espírito Santo transmite nova vida ao pecador conforme o texto de (2 Coríntios 5.17): “Quem está em Cristo nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

-Mas na experiência do batismo com o Espírito Santo, após a conversão, o crente é revestido com o poder do alto para testemunhar eficazmente de Jesus Cristo.

-Sabemos que todos os salvos em Cristo têm o Espírito Santo e que o nosso corpo é o seu templo (Jo 20.22; 1 Co 6.19).

-Mas nem todos os salvos são batizados com o Espírito Santo no momento da conversão. Pode acontecer!

2. O batismo no corpo de Cristo não é o batismo com o Espírito Santo.

-Muitos não compreendem devidamente o batismo com o Espírito Santo, por não fazerem uma exegese correta de (1 Coríntios 12.13): “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito”.

-Paulo não faz aqui nenhuma referência ao batismo com o Espírito Santo, nem ao batismo em águas.

-William Menzies, teólogo pentecostal, explica que “nós somos batizados pelo Espírito em Cristo — isso é regeneração, novo nascimento”.

-Mais adiante, acrescenta: “Nós somos batizados com o Espírito por Cristo — essa é a capacitação para servir e ministrar!”.

3. O batismo com o Espírito Santo não é uma experiência exclusiva dos dias apostólicos.

-Os cessacionistas negam a atualidade do batismo com o Espírito Santo com a evidência inicial do falar noutras línguas, ensinando que o fenômeno foi um sinal apenas para os dias apostólicos.

-Todavia, não encontramos nada nas Escrituras Sagradas que prove que o falar em línguas seja uma experiência restrita à Igreja Primitiva. Ao contrário, a Bíblia e a própria experiência demonstram a plena atualidade da promessa (At 2.39; 9.17; 10:44,45; 19.6,7).

II. O QUE É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

1. O falar em línguas como sinal do batismo.

-Pra falar em línguas tem que ser batizado com o Espírito Santo, então vamos aprender sobre o Genuíno Batismo no Espírito Santo.

-O Genuíno: autêntico, verdadeiro. Logo existe o falso. A imitação.

Porém não cabe a nós como servos de Deus criticar a ninguém, nem tão pouco a operação do Espírito na vida de ninguém.

-Isso tem sido um dos motivos da extinção da operação do Espírito na Igreja atual. Críticos. Zombadores. Nos púlpitos das igrejas. Depois querem avivamento? Como?

-GUNNAR VINGREN: “Nós vivíamos tão ocupados com a Obra de Deus, que não tínhamos tempo de criticar os outros, e nem percebíamos se estávamos sendo criticados ou perseguidos.”

-JESUS deseja derramar o ESPÍRITO SANTO como cachoeira sobre sua Igreja.

-O Espírito Santo manifestou-se de diferentes maneiras no Antigo Testamento.

-Em várias ocasiões, homens de Deus profetizaram verbalmente sob a ação do Espírito Santo.

-Todavia, não há qualquer indício de que alguém tenha experimentado o dom de línguas.

-Pois o falar em línguas estranhas, seja como sinal, seja como o dom, é uma operação divina encontrada somente a partir de Atos 2.

-O falar em línguas como sinal do batismo com o Espírito Santo teve o seu início no dia de Pentecostes (At 2.4).

-Segundo o pastor Antonio Gilberto “é uma imersão do crente no espiritual e sobrenatural de Deus” (At 1.5).

-Se no Antigo Testamento a atuação do Espírito Santo era esporádica e reservada a alguns, atualmente todos os crentes podem e devem buscar o batismo com o Espírito Santo e ao mesmo tempo pelo Espírito falar noutras línguas, pois é uma promessa a todos os salvos em Cristo Jesus (At 1.4; 2.38).

2. O dom de variedade de línguas.

-No batismo com o Espírito Santo, o crente, pelo mesmo Espírito, fala em línguas como sinal e evidência inicial da promessa recebida, isso não significa que ele recebeu o “dom de variedade de línguas”.

-Segundo pastor Antonio Gilberto, “é um milagre linguístico sobrenatural” e “nem todos os crentes batizados com o Espírito Santo recebem este dom (1 Co 12.30)”.

-Os dons são distribuídos segundo a vontade e o propósito de Deus.

-Não depende do querer do homem, mas da soberania divina (1 Co 12.11).

-Cabe a cada crente buscar com zelo os melhores dons (1 Co 12.31).

-Você deseja receber os dons espirituais?

Então, ore, creia e busque com fervor, pois o Senhor irá conceder-lhos.

3. A finalidade do dom de línguas.

-O propósito primário deste dom não é edificar coletivamente a igreja, mas o crente de forma individual, oferecendo-lhe a oportunidade de ter um relacionamento maior com Deus (1 Co 14.2,4).

-Contudo, havendo interpretação (1 Co 14.5), as línguas cumprem a mesma função da profecia e edifica toda a congregação.

-O batismo com o Espírito Santo é um tema atualíssimo e imprescindível à Igreja de Cristo.

-Muitos crentes, até mesmo pentecostais, não receberam ainda a gloriosa e necessária promessa por não compreenderem devidamente o que ela representa na vida do cristão.

-Hoje aprenderemos o que é o batismo com o Espírito Santo.

-Os que ainda não receberam essa promessa pentecostal, busquem-na zelosamente. Sim, busque-a com todo o zelo.

-Jesus quer batizar a todos com o seu Espírito Santo.

-Jesus quer você cheio do Espírito Santo e falando em novas línguas.

-Eis o que nos garante o Senhor Jesus: “Mas sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At 1.5b).

III. A EXPERIÊNCIA DE ATOS 2:

1. Glossolalia.

-No dia de Pentecostes, pessoas oriundas de várias nacionalidades, judeus e prosélitos, estavam reunidas em Jerusalém para a celebração da festa sagrada do Pentecostes (At 2.5).

-No momento em que o Senhor derramou o seu Espírito (v.15), a área do Templo estava repleta.

-As línguas estranhas, como sinal, que os discípulos de Jesus falavam chamaram a atenção da multidão deixando-a perplexa com o fenômeno (At 2.6-12).

-O falar em línguas, a glossolalia, é a manifestação física do enchimento do Espírito Santo.

-Tal fenômeno não se restringe a Atos 2, pois o encontramos em diferentes passagens (1 Co 12.30; 14.5,6).

2. Xenolalia.

-Segundo Stanley Horton, xenolalia “é o falar em línguas num idioma conhecido, estranho apenas a quem o fala”.

-No dia de Pentecostes, os crentes cheios do Espírito Santo falaram num idioma desconhecido para eles, mas, como a cidade de Jerusalém estava repleta de estrangeiros, estes puderam tomar conhecimento da mensagem do Evangelho em sua própria língua.

-O que vemos em Atos 2 foi uma concessão divina, a fim de que muitos pudessem crer em Jesus e receber a salvação. Foi um sinal para os incrédulos.

-Foi o batismo com o Espírito Santo acompanhado, simultaneamente, de uma mensagem de salvação.

-Ainda que raro, este fenômeno repete-se segundo a soberania divina e em momentos em que ele faz-se necessário.

3. Atualidade das manifestações espirituais.

-O falar em línguas — tanto conhecidas como desconhecidas — quando provenientes do Espírito Santo, edificam o crente, a igreja e servem como sinal para os descrentes.

-A atualidade dessas manifestações é visível na vida de milhares de servos de Deus na experiência bíblica, durante a história da igreja e nos dias atuais, pois, como disse o apóstolo Pedro, “a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39).

CONCLUSÃO: O batismo com o Espírito Santo não pode ser tratado somente como teoria ou possibilidade remota, mas como algo indispensável do Senhor para a Igreja de Deus.

-Precisa ser uma experiência vital para o crente e para a igreja, pois é um dom divino para os salvos em Jesus.

-Que venhamos a orar e a buscar esse revestimento de poder.

-(Atos 2:4)“Outras Línguas”: Um só sinal fazia parte do batismo pentecostal.

-Todos os que foram cheios do Espírito Santo começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

-Isso quer dizer que faziam uso das suas línguas, dos seus músculos. Falavam.

-Mas as palavras não brotavam das suas mentes ou do seu pensamento.

-O Espírito lhes concedia que falassem, e expressavam as palavras com ousadia, em voz alta, e com unção e poder.

-Isso é interpretado de várias maneiras.

-Alguns se detêm no versículo 8 (‘Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?’) e supõem que todos os discípulos falaram em sua língua materna, aramaico, e que se tratava de um milagre de audição ao invés de fala.

-Mas os dois versículos anteriores são muito claros.

“Cada um os ouvia falar na sua própria língua, sem o sotaque galileu”.

-Outros chegam a um meio-termo, e dizem que os discípulos falavam em línguas desconhecidas, que o Espírito Santo interpretava nos ouvidos de cada um dos ouvintes em sua própria língua.

-Mas (Atos 2.6,7 ) exclui essa interpretação, também.

-Stanley HORTON, A Doutrina do Espírito Santo: “Os 120 falavam em idiomas que foram compreendidos por pessoas de diversas nações. Esse fato testemunhou a universalidade do dom e da unidade da Igreja.”

  1. “Glossolalia” — [Do gr. glosso, língua + lalia, falar em língua].   Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos em línguas que lhe são desconhecidas.

-O objetivo da glossolalia é:

-Anunciar sobrenatural e extraordinariamente o Evangelho de Cristo, como aconteceu no Dia de Pentecoste (Atos 2);

-Levar o crente a consolar-se no espírito, e a proclamar, com o auxílio do dom da interpretação, o conhecimento e a vontade de Deus à Igreja (1 Co 14).

-A glossolária, conhecida também como dom de línguas [desconhecidas], é um dom espiritual que, à semelhança dos demais, não ficou circunscrito aos dias dos apóstolos: continua atual e atuante na vida da Igreja.”

2.”Xenolalia” — O falar em línguas num idioma conhecido, estranho apenas a quem o fala.

-[…] O interesse generalizado pelo batismo e dons do Espírito Santo convenceu alguns [os evangélicos do século XIX] de que Deus concederia o dom de línguas a fim de equipá-los com idiomas humanos identificáveis (xenolalia) para que pudessem anunciar o Evangelho noutro países, agilizando assim a obra missionária.

-[…] Em 1895, o autor e líder do Movimento da Santidade, W. B. Codbey, disse que o ‘dom de línguas’ era ‘destinado a desempenhar um papel de destaque na evangelização do mundo pagão e no cumprimento profético glorioso dos últimos dias.

-Todos os missionários nos países pagãos deviam buscar e esperar esse dom que os capacitaria a pregar fluentemente no vernáculo’.

-[…] Entre os que esperavam o recebimento do poder do Espírito para evangelizar rapidamente o mundo, achava-se o pregador da Santidade, em Kansas, Charles Fox Parham e seus seguidores.

-Convencido pelos seus próprios estudos de Atos dos Apóstolos, e influenciado por Irwin e Sandford, testemunhou Parham um reavivamento notável na Escola Bíblica Bethel, em Topeka, Kansas, em Janeiro de 1901.

-A maioria dos alunos, bem como o próprio Parham, regozijaram-se por terem sido batizados no Espírito e de haverem falado noutras línguas (xenolalia).

-Assim como Deus concedera a plenitude do Espírito Santo aos 120 no Dia do Pentecoste, eles também haviam recebido a promessa (Atos 2.39).

-[…] Depois de 1906, os pentecostais passaram a reconhecer, cada vez mais, que, na maioria das ocorrências do falar em línguas, os cristãos realmente estavam orando em línguas não identificáveis e não em idiomas identificáveis (glossolalia ao invés de xenolalia).

-Embora Parham mantivesse sua opinião a respeito da finalidade das línguas na pregação transcultural.

-Os pentecostais chegaram finalmente à conclusão: as línguas representavam a oração no Espírito, a intercessão e o louvor.”

(HORTON, S. M. et all. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal.)

-Os fenômenos de falar em línguas — tanto conhecidas (xenolalia) como desconhecidas (glossolalia) — quando provenientes do Espírito Santo edificam o crente, a igreja e servem como um sinal para os descrentes.

-O batismo com o Espírito Santo não pode ser tratado somente como teoria ou possibilidade remota, mas como algo indispensável do Senhor para o seu povo. Precisa ser uma experiência vital para o crente e para a igreja, pois é um dom divino para os salvos em Jesus. Que venhamos a orar e a buscar o revestimento de poder. Enchei-vos do Espírito. Amém


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