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LIÇÃO 08 – A LEI E OS EVANGELHOS REVELAM JESUS

Comentário Pr. Jairo Teixeira Rodrigues.

Publicado em 20 fev 2022

Texto- (Sl 119.1-8)

INTRODUÇÃO –  A Lei esboça o plano de redenção em Cristo confirmado pelos Evangelhos. Por isso que o Pentateuco e os Evangelhos têm relação profunda na revelação da pessoa de Jesus Cristo.

– “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.” (Dt 6.4)

– Vamos apontar que a Lei era transitória e esboçava o plano da redenção em Cristo.

-A Lei não salva, mas esboça o plano da redenção em Cristo confirmado nos Evangelhos.

I – O PENTATEUCO:  A LEI DE DEUS

1. A Lei é de origem divina. Muitas vezes a Lei do Senhor é chamada de Lei de Moisés, (Js 8.31; 1Rs 2.3; Ed 7.6; Lc 2.22;24.44; 1Co 9.9); No entanto, o registro do capítulo 20 do livro do Êxodo nos mostra que Deus é a origem da Lei. Além disso, o apóstolo Paulo afirma que: “a Lei é santa; e o mandamento, santo justo e bom” (Rm 7.12). Quando a Lei é descrita como santa, isto mostra que ela provém de um Deus santo (Lv 20.26; Sl 22.3; 1Pd 1.15-16) por isso mesmo, ela revela o pecado: “Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões…” (Gl 3.19). Outra característica que reforça sua origem divina é porque a Lei é espiritual como relata o apóstolo dos gentios (Rm 7.14). Sendo assim, a Lei, que foi transmitida por Moisés, (Jo 1.17) provem do Senhor.

2 A Lei proporciona uma norma moral para os redimidos. A Lei revelava a vontade de Deus quanto a conduta do seu povo (Êx 19.4-6; 20.1-17) e prescrevia os sacrifícios de sangue para a expiação pelos seus pecados (Lv 1.5; 16.33). A Lei não foi dada como um meio de salvação para os perdidos. Ela foi destinada aos que já tinham um relacionamento de salvação com Deus (Êx 19.4; 20.2) a fim de instruí-lo na vontade do Senhor, para que pudesse realizar o propósito de Deus (Êx 19.6). Logo, a revelação foi dada “não para dar, mas para orientar a vida” (Lv 20.22,23).

– (Rm 3.20). A lei foi dada para revelar as transgressões, não para alcançar a salvação. Ela nos serviu de guia, como afirma o apóstolo Paulo: “nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados” (Gl 3.24), ou seja, “instrutor”, pois a palavra grega “paidagõgos” presente em Gálatas 3.24, significa “professor” e indica um escravo, cuja tarefa era cuidar de uma criança até que ela chegasse à idade adulta. Dessa forma, a Lei serviu de “aio” (guia) para mostrar os nossos pecados e nos conduzir a Cristo (Gl 3.25). A Lei mostra o plano da redenção em Cristo. Pelos méritos da cruz de Cristo, fomos resgatados da maldição da Lei.

II – OS EVANGELHOS: A MENSAGEM DE CRISTO

1- Os evangelistas são chamados portadores de boas novas. Evangelhos – a história do Homem que mudou a história conta com textos introdutórios a cada um dos relatos dos evangelistas. Esse recurso facilitará sua compreensão do contexto histórico e cultural, o público-alvo e do propósito que os escritores tinham em mente quando registraram a mais bela história de amor já contada!

2 Os Evangelhos revelam o Cristo prometido. O Evangelista Mateus em vários momentos dos seus escritos utiliza a seguinte expressão: “tudo isso aconteceu para que se cumprisse…” (Mt 1.22;2.15,23). Com essa assertiva, Mateus estava confirmando que o nascimento e vida de Cristo era cumprimento das profecias do Antigo Testamento. No evangelho de Marcos encontramos a seguinte narrativa: “Como está escrito no profeta Isaías[…]” (Mc 1.2), como essa expressão, o evangelista constata que a anunciação do Messias por João Batista é um cumprimento profético veterotestamentário na pessoa de nosso Senhor. O evangelista Lucas regista uma declaração de Jesus, após a leitura do livro do profeta Isaías que confirma uma profecia do AT em Cristo: “[…] Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (Lc 4.21), e por fim, o apóstolo João revela uma fala do Senhor aos discípulos: “[…] convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas e nos Salmos” (Lc 24.44). Com base nesses textos podemos afirmar enfaticamente que os evangelhos revelam o Cristo prometidos.

III – A MENSAGEM DO REINO DE DEUS

– O Reino de Deus é basicamente o domínio, o reinado ou a soberania de Deus sobre tudo. A doutrina acerca do Reino de Deus permeia a Bíblia como um todo. Por isso é preciso entender que a expressão “Reino de Deus” traz um conceito bastante amplo, cujo significado e sentido devem ser compreendidos à luz do contexto de toda Escritura.

– As profecias acerca do Reino de Deus estão presentes desde o Antigo Testamento. Mas é no Novo Testamento que a mensagem sobre o Reino de Deus se desenvolve de uma forma ainda mais clara, principalmente sendo o tema mais frequente da pregação de Jesus.

– No Sermão do Monte, por exemplo, Jesus tratou explicitamente sobre a ética do Reino de Deus; bem como em suas parábolas ele ensinou sobre os princípios que caracterizam a natureza desse reino. Grande parte das parábolas de Jesus é introduzida com o objetivo de revelar algum aspecto do Reino de Deus (“E o Reino de Deus é como […]”).

– Reino de Deus ou Reino dos Céus?

Algumas pessoas tentam aplicar significados diferentes às designações “Reino de Deus” e “Reino dos Céus”. Mas um estudo bíblico básico sobre o tema mostra claramente que não há qualquer diferença entre essas duas expressões.

– A expressão “Reino dos Céus” aparece trinta e quatro vezes no Evangelho de Mateus; enquanto que a expressão “Reino de Deus” aparece somente cinco vezes. Já os outros três Evangelhos fazem uso frequente da expressão “Reino de Deus”.

– Além disso, em várias passagens que Mateus usa a designação “Reino dos Céus”, os textos paralelos de Marcos, Lucas e João usam a designação “Reino de Deus”. O próprio Mateus usou as duas expressões juntas de forma intercambiável (Mateus 19:23,24). Portanto, as designações “Reino de Deus”, “Reino dos Céus” ou simplesmente “Reino” são sinônimas (cf. Mateus 5:3; Lucas 6:20).

– Há uma sugestão muito usada para explicar o motivo pelo qual Mateus usa “Reino dos Céus” em preferência a “Reino de Deus”. Essa explicação diz que Mateus usa a expressão “Reino dos Céus” porque ele era um judeu escrevendo para judeus. Os judeus tinham por costume usar o nome de Deus o menos possível, por tê-lo como muito sagrado. Então Mateus respeitou essa tradição e falou do “Reino dos Céus”.

– Por outro lado, a expressão “Reino dos Céus” talvez não fosse tão inteligível para os gentios quanto “Reino de Deus”. Então pode ser por isso que Marcos, Lucas e João usam essa expressão ao invés de “Reino dos Céus”.

– O significado do Reino de Deus na Bíblia

O conceito do Reino de Deus pode ser trabalhado tanto de forma mais ampla quanto mais restrita; tanto em seu significado mais geral quanto mais específico. Como foi dito, seu significado geral fala do reinado eterno e soberano de Deus sobre tudo. Do começo ao fim a Bíblia mostra Deus como o rei supremo que governa todas as coisas (cf. Salmos 103:19; 113:5; Daniel 4:34,35; Mateus 5:34; Efésios 1:20; Colossenses 1:16; Hebreus 12:2; Apocalipse 7:15; etc.).

– Já o Reino de Deus em seu significado mais restrito fala de tudo o que envolve a ação soberana de Deus na redenção de seu povo. Por isso inclui-se no conceito de “Reino de Deus” a obra de Cristo, a realidade presente da Igreja e as bênçãos da salvação, e a consumação de todas as promessas na bem-aventurança eterna no universo redimido.

– Nesse sentido é impossível dissociar a ideia de salvação do conceito de Reino de Deus. A entrada no Reino de Deus expressa justamente a realidade de ser redimido por Cristo e habitado pelo Espírito Santo. Então ninguém pode entrar no Reino de Deus por seus próprios méritos.

– Os discípulos entenderam a intima conexão entre salvação e Reino de Deus. Quando Jesus disse que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus, eles logo questionaram: “Então, quem pode ser salvo?” (Marcos 10:25,26).

CONCLUSÃO:  A  Lei de Deus dada ao seu povo por intermédio de Moisés apontavam para Cristo. Especificamente, o escritor aos hebreus afirma que todos os ritos cerimonias mostra o Senhor Jesus. Nos evangelhos, isso fica muito claro, pois o propósito final é relevar Jesus como o Salvador. Nos Evangelhos essas boas novas estão reveladas. São boas novas de Salvação(Lc 2:10) amém.


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