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Lição 08 – Rute, Deus trabalha pela família

Publicado em 27 nov 2016

Nesta lição, estudaremos a história de uma família que enfrentou a crise da fome, do luto e da desesperança. É a história de três viúvas: Noemi, Órfã e Rute. Elas enfrentaram momentos terríveis. Porém, duas delas não se deixaram abater pelas dificuldades. Com fé, inteligência, lealdade, persistência e esperança, venceram dificuldades. É uma história de trabalho, provisão e resgate.

I. A CRISE ECONÔMICA

1. Fome na “casa do pão”. Belém de Judá estava enfrentando uma terrível crise econômica. A fome tomou uma proporção gigantesca, obrigando as pessoas a deixarem a região. A escassez era resultado do mau governo dos últimos juízes de Israel. Estes haviam abandonado ao Senhor. Belém, que significa “casa de pão”, estava com fome. A cidade deixou de ser um celeiro de grãos para ser um lugar de escassez. Neste caso, a fome era resultado da disciplina divina (Lv 26.18-20). Israel afastou-se da comunhão com Deus, adorando ídolos pagãos. Nem todos agiam de modo pecaminoso, mas a disciplina era para todos.

2. A crise alcança uma família (Rt 1.1,2). Elimeleque, Noemi e seus filhos, Malom e Quiliom são atingidos pela crise. A escassez obrigou Elimeleque a deixar, juntamente com a família, a sua terra. Naquele momento de crise, eles fizeram o que parecia ser o melhor para toda a família, ou seja, seguiram para Moabe. Ao chegarem a Moabe, ao invés de encontrar pão, encontraram a doença e a morte. Elimeleque e seus dois filhos morreram em Moabe. Noemi ficou sozinha com suas duas noras. Naquele tempo não havia previdência social. As viúvas eram sustentadas pelos filhos, em especial o primogênito. Logo, perder o marido e os filhos era uma situação terrível.

3. Três viúvas. Essas mulheres, desprotegidas, sofreram enormes dificuldades para sobreviver. Mas Deus não abandona seus filhos nem os desampara. O Senhor já tinha um plano de redenção e bênção preparado para Noemi e Rute. Em momentos de crises, muitas vezes achamos que Deus está silencioso e distante. Parece não haver saída, mas Ele está trabalhando em nosso favor. Por isso, não tenha medo. Deus não vai desamparar você.

A crise econômica em Belém fez Elimeleque e sua família buscarem melhores condições de vida em Moabe.

“A história de Rute desenrola-se durante o período dos juízes. Ela revela que durante a deplorável apostasia moral e espiritual daqueles dias, havia um remanescente fiel que continuava a amar e obedecer a Deus. O livro salienta o fato de que Deus opera na vida daqueles que permanecem fiéis a Ele e à sua Palavra.

Embora Noemi fosse uma fiel seguidora do Senhor, experimentou grande adversidade. (1) Ela e a sua família sofreram os efeitos da fome, e tiveram que abandonar sua própria casa. Além disso, ela perdeu seu marido e seus dois filhos. Parecia que o Senhor a abandonara e até mesmo se voltara contra ela. (2) A história de Rute, no entanto, revela que Deus continuava cuidando dela, inclusive agindo através de terceiros, para socorrê-la em suas necessidades. Como no caso de Noemi, o crente fiel e leal a Cristo pode experimentar grandes adversidades na sua vida. Tal fato não significa que Deus o abandonou ou que está castigando. “As Escrituras frisam, repetidas vezes, que Deus continua, com todo o amor, a fazer todas as coisas cooperarem para o nosso bem em tempos de aflição” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.422).

NOS DIAS DOS JUÍZES

“A história de Rute desenrola-se durante o período dos juízes. Ela revela que durante a deplorável apostasia moral e espiritual daqueles dias, havia um remanescente fiel que continuava a amar e obedecer a Deus. O livro salienta o fato de que Deus opera na vida daqueles que permanecem fiéis a Ele e à sua Palavra”. Para conhecer mais leia, Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.422.

II. SUPERANDO AS CRISES

1. Noemi enfrenta a crise. Noemi tornou-se uma mulher amarga, triste e sem esperança. Parecia não existir solução para a crise que estava vivendo. As dificuldades podem embaçar a nossa visão e tirar toda a nossa expectativa. Se você está enfrentando uma situação que não parece ter solução, não se desespere. Tenha fé no Deus de toda a provisão. Noemi foi dominada pela amargura e dor. Seus sentimentos tornaram-se amargos. Ela não esperava mais nada da vida, senão a morte.

2. O retorno para sua terra. Noemi tomou a decisão de retornar para Belém, a sua terra natal. Porém, antes ela decidiu liberar suas noras, Órfã e Rute, para que voltassem às suas famílias. Órfã aceitou a liberação de sua sogra e retornou para sua família. Mas Rute não quis abandonar a sogra. Talvez, Noemi estivesse pensando que Deus a estava castigando com todos aqueles sofrimentos. Ela não podia imaginar o plano de Deus em todas aquelas adversidades. Aprendemos com a Palavra de Deus que “[…] todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus […]” (Rm 8.28).

3. Rute e o Deus de Israel. Rute declarou: “[…] O teu Deus é o meu Deus” (Rt 1.16). Sua sogra, embora atravessando um momento difícil, deu um excelente testemunho. A convivência com Noemi levou Rute a ter uma experiência pessoal com Deus. Rute se apegou à sua sogra. Tal gesto de amor e generosidade nos mostra que é possível o bom relacionamento entre noras e sogras.

Noemi e Rute com fé e trabalho superaram as crises.

“A declaração de Rute (1.16,17)

A famosa expressão de compromisso de Rute à sua sogra não somente demonstra lealdade a uma amiga, mas também esclarece um aspecto teológico. Rute disse ‘seu povo será o meu povo’ antes de dizer ‘e seu Deus será o meu Deus’. Nos tempos do Antigo Testamento, Deus tinha um relacionamento de aliança somente com Israel. Ao identificar-se com o povo da aliança, Rute qualificou-se ao proclamar o Deus de Israel.

Em lugar de fazer Noemi feliz, os envolvimentos familiares e velhos amigos tornaram a aflição de Noemi mais intensa. Podemos entender porquê. Voltar para casa depois da morte de um ente querido é igualmente fazer-nos sentir nossa perda. Nosso lar parece vazio, o silêncio é escurecedor. De repente somos esmagados pela aflição, pela ausência. Nossos queridos é que fazem de nossa casa o ‘lar’. “Aos olhos de Noemi, que deixara Belém com um marido e dois filhos, o retorno trouxe-lhe à consciência a brutal extensão de sua perda” (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, p.175).

III. FÉ E TRABALHO

1. Noemi e Rute chegam à terra do pão. A chegada de duas mulheres viúvas à cidade deve ter chamado a atenção das pessoas, especialmente daquelas que haviam conhecido Noemi antes de sua partida. Noemi agora se encontrava com a alma amargurada. Por isso, pede para ser chamada não mais de Noemi, que significa “agradável”, mas “Mara”, isto é, “amarga”. Noemi retornou à sua cidade sem marido, sem filhos e sem bens. Ela acreditava que todo aquele sofrimento vinha de Deus, como uma forma de punição (Rt 1.21).

2. Rute ajuda Noemi. Elas chegaram a Belém no “princípio da sega das cevadas” (Rt 1.22), ou seja, quando a colheita estava começando. Se em Moabe a situação era precária, agora em Belém, havia esperança, pois havia trabalho na colheita da cevada. Vencemos as crises com a ajuda de Deus e com muito trabalho. O trabalho é bênção de Deus, pois é do nosso salário que tiramos a provisão para nossas famílias.

3. Rute trabalha apanhando espigas. Rute vai para um campo de cevada que pertencia a um parente de Elimeleque. Ali, ajunta as espigas que os segadores deixavam para trás. Essa prática era permitida pela Lei Mosaica para ajudar os necessitados (Dt 24.19-21). Nosso país vive um momento de crise econômica, e a falta de emprego é uma realidade que tem atingido milhões de pessoas. Muitos que perderam seus empregos buscam qualquer serviço que lhes dê condições de sobrevivência. Siga o exemplo de Rute, não fique de braços cruzados. Ela trabalhou todo o dia no campo até ajuntar cevada suficiente para si e sua sogra. Sua diligência no trabalho chamou a atenção do dono do campo, Boaz. O trabalho dignifica o trabalhador, e Rute demonstrou sua lealdade e beneficência para com sua sogra.

Ao dispor-se a trabalhar no campo, Rute descobriu que Boaz era parente de Elimeleque e, por lei ele poderia se casar com ela e redimi-la. Boaz fez tudo conforme orientava a lei. Ele é um tipo de Cristo, o nosso Redentor, que sendo rico se fez pobre para nos fazer herdeiros das suas riquezas (2Co 8.9). Boaz casa com Rute e ela dá à luz a um filho, o qual recebeu o nome de Obede. Mais tarde Obede se tornou o avô de Davi. Deus honrou a decisão, a atitude e o trabalho de Rute.

Fé em Deus e trabalho são fundamentais para vencer as crises.

“Uma reputação merecida

Em uma pequena comunidade, a história de Rute e Noemi seria de domínio público, o alvo das atenções. Agora, os eventos mostravam Rute trabalhando arduamente (Rt 2.7): reverenciosa (Rt 2.10), recatada, bem-agraciada (Rt 2.13). A reputação que construímos abre, ou fecha, portas para a oportunidade.

A declaração de Boaz abençoando Rute pode ser considerada uma oração (Rt 2.12). ‘Recompensa’ aqui é maskoret, uma palavra com sentido de ‘salários’. Boaz credita a Rute o melhor, por sua piedade e escolha do Deus de Israel, e está convencido de que um Deus justo providenciar-lhe-á a justa recompensa. Disse tudo isso saber que seria ele próprio o instrumento para esta resposta. Deus, frequentemente, usa como seu agente aquele que ora para responder tal oração” (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, p.176).


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