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Lição 1 – A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo

Publicado em 03 jul 2021

1Reis 4:29-34

Introdução: Comece a aula perguntado a seus alunos qual a diferença entre inteligência e sabedoria. Sabedoria é uma habilidade ou uma virtude?

Nesse novo trimestre,  estudaremos uma importante lição, com o título: O plano de Deus para Israel em meio à infidelidade da nação. Vai do período histórico compreendido entre a monarquia a divisão dos reinos. Analisaremos o final do reinado de Davi e o início do reinado de Salomão, até o Cumprimento das promessas de Deus,  conservando a linhagem de Davi.

I – A SABEDORIA DE SALOMÃO

-Sabedoria e prosperidade estão apenas à alguns passos daqueles que temem ao Senhor(Pv 1:7). O Deus celestial inspirou Salomão, rei mais sábio e rico, para compor textos brilhantes e cheios de conselhos para você prosperar em todas as áreas da sua vida. Nada esta fora dos limites de Deus.

-Salomão teve oportunidade de pedir e pediu Sabedoria. Porém Deus lhes deu riquezas e sabedoria como a nenhum outro(1Rs 3:5-13).

-A sabedoria deve ser uma marca do cristão autêntico. A partir de uma vida virtuosa, sabia, os filhos de Deus serão abençoados em tudo o que fizerem.

-Quando Davi sentiu a proximidade da morte (1Rs 1.1), preocupou-se com a sucessão do governo que Deus o havia conferido. Sabendo de antemão que Salomão era o escolhido para lhe suceder no trono (1Cr 28.6,7), e que edificaria o templo (1Cr 22.9,10), Davi lhe fez diversas recomendações para que a sua gestão contasse com a bênção de Deus e prosperasse (1Cr 28.9,10). Notemos:

1.1 Conhecer a Deus. Embora Davi tivesse uma série de experiências marcantes com Deus que por certo foram narradas aos seus filhos e até mesmo presenciadas por eles, o monarca de Israel enfatizou que Salomão necessitava ter a sua própria experiência: “Conhece o Deus de teu pai” (1Cr 28.9). A expressão “conhecer”, no hebraico “yada”, significa: “conhecer por experiência, relacionar-se”. A falta de conhecimento de Deus foi o maior problema de Israel, como declarou o próprio Deus através de Isaías (Is 1.1-3). É imprescindível que conheçamos a Deus e prossigamos em conhecê-lo (Os 6.3).

1.2 Servir a Deus. Após exortá-lo a conhecer a Deus, Davi também disse a Salomão que o servisse e o orientou a como fazêlo: “de coração perfeito e alma voluntária”. A expressão “de coração perfeito”, no hebraico “shalem”, implica um “coração completo, inteiro, todo”. Já a expressão “alma voluntária” fala de buscar com prazer, com amor, não forçadamente. A orientação de Davi foi acompanhada de uma exortação severa aos que não o fizessem (1Cr 28.9-b). Infelizmente, com o passar do tempo, Salomão se deixou seduzir pelo pecado e não serviu a Deus como seu pai ordenou (1Rs 11.4).

1.3 Fazer a obra de Deus. Salomão também recebeu como incumbência de seu pai a edificação do Templo, um lugar fixo de adoração ao Deus vivo. Davi disse a Salomão: “Olha, pois, agora, porque o SENHOR te escolheu para edificares uma casa para o santuário; esforça-te, e faze a obra” (1Cr 28.10). Salomão haveria de realizar algo inédito. Uma grande casa para o Senhor deveria ser construída (1Cr 29.1).

II – A CONSOLIDAÇÃO DO PODER

-Salomão não era o herdeiro natural de Davi e sua posse foi recheada de intrigas e inimizades. Assim, logo que se viu garantido no poder, Salomão eliminou drasticamente seus amigos e inimigos. Mandou matar seu irmão Adonias, também o general Joab e desterrou o sacerdote chefe Abiatar.

-Salomão Deriva-se do hebraico “shalom”, que significa: “pacífico”. Sob as ordens do profeta Natã, ele também recebeu o nome de Jedidias, que significa: “amado de Yahweh” (II Sm 12.24,25). Mas Salomão foi o nome que prevaleceu, pois ele é chamado assim mais de 300 vezes no Antigo Testamento. Seu nome também é mencionado na genealogia de Cristo (Mt 1.6).

-A vida devocional de Salomão, era marcada por oferecer sacrifícios ao Senhor de forma abundante (1 Rs 8.63; 2 Cr 1.6; 7.5; 8.12), Salomão também se destacou por sua prática devocional de oração. Vejamos alguns motivos pelos quais ele orou: bênção contínua sobre a dinastia de Davi (1 Rs 8.25-26); atenção às suas orações (1 Rs 8.27-30); justiça para o inocente (1 Rs 8.31-32); perdão para o penitente (1 Rs 8.33-40); atenção às orações dos estrangeiros que visitam o Templo (1 Rs 8.41-43); Vitória em tempo de guerra (1 Rs 8.44-45); e restauração após o cativeiro (1 Rs 8.46 -53).

-Salomão governou a região de 971 a 931 a.C., durante 40 anos. Foram anos de paz e prosperidade. Porém no fim do seu governo deixou que a soberba e o orgulho subisse ao seu coração. Por isso foi descendo lentamente.(Sl 42:7).

III – A CONSTRUCAO DO TEMPLO

-O templo de Salomão foi planejado segundo o modelo do tabernáculo dado a Moisés (Êx 25; 26; 27), entretanto, com algumas alterações, em especial com relação aos utensílios e materiais empregados na sua construção: não mais cortinas, reposteiros ou estacas de tenda, mas com pedras lavradas, madeira de cedro, oliveira e cipreste, ouro e pedras preciosas, entre outros. Também a bacia de bronze onde os sacerdotes lavavam as mãos e pés antes de entrar na tenda da Congregação (Êx 30: 17-21; Êx 38: 8) foi substituída pelo mar de fundição, também chamado tanque de metal fundido (2 Cr 4: 1-6).

-A sabedoria na prática de vida. Tiago escreveu em sua epístola que existe uma falsa sabedoria que se evidencia pela inveja e sentimento faccioso. Essa sabedoria não vem de Deus, mas é terrena, animal e diabólica (Tg 3.15). É fruto de ciúme, divisionismo, perturbação e obras perversas (Tg 3.16). No entanto, o apóstolo asseverou que se alguém não tem sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente (Tg 1.5). As características desta virtude que vem do alto são: a pureza, a pacificação, a prudência, a benevolência, a misericórdia, os bons frutos, a imparcialidade e a sinceridade (Tg 3.17).

O apóstolo Tiago escreveu que existe um tipo de sabedoria que se aprimora em levar vantagem em tudo, que maquina habilidosamente o mal e que é maquiavelicamente calculista para trapacear os outros. Essa sabedoria é terrena, animal e diabólica, pois é fruto de ciúme, divisionismo, confusão e obras maléficas (Tg 3.15,16). No entanto, ele incentiva os crentes a pedirem a Deus sabedoria (Tg 1.5) do alto, que Ele reparte liberalmente a todos, cuja virtude é a pureza, a pacificação, a gentileza, a fácil tratabilidade, a misericórdia e a produção de bons frutos, sem ambiguidades e com sinceridade (Tg 3.17). Essa foi a sabedoria que Salomão recebeu de Deus.

Além da sua sabedoria na condução do reino, Salomão escreveu provérbios e cânticos (1 Rs 4.32) aos milhares. Boa parte deles compõe o Antigo Testamento com o nome de Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão. Dois salmos também são atribuídos a ele: o Salmo 72, como um Salmo real, e o 127, como um Salmo de sabedoria. Poucos heróis antigos foram tão citados quanto Salomão.

Muitos contos judaicos, árabes e etíopes citam Salomão como uma referência de sabedoria e intelectualidade. Salomão tinha conhecimentos nas mais variadas áreas das ciências (1 Rs 4.31-34).

Salomão organizou os tributos e contribuições do reino de tal forma que, a cada mês, uma tribo era encarregada de manter o palácio real (1 Rs 4.7). Essa prática depois se mostrou pesada para os súditos, que reclamaram a Roboão um alívio dessa carga tributária (1 Rs 12.4). Outro agravante foi que Salomão recrutou 30 mil israelitas para serem os seus escravos (1 Rs 5.13). Essas organizações reais trouxeram pesado ônus para o povo e foram decisivas para a divisão do Reino do Sul e do Norte, além de encontrarem apoio em Jeroboão, que se tornaria o rei do Reino do Norte.

O episódio relevante da sua demonstração de sabedoria, qualidade acompanhada de discernimento e perspicácia, deu-se no caso das duas mães que reclamaram o mesmo filho. Ele provou qual das duas tinha o verdadeiro sentimento de mãe da criança viva quando propôs cortá-la ao meio. Dessa forma, a mãe verdadeira demonstrou o seu amor e, de forma justa, ficou com a criança viva (1 Rs 3.16-28).

A rainha de Sabá ficou estupefata ao contemplar toda a glória, sabedoria, organização e liderança do reinado de Salomão (1 Rs 10.6-9). A sua sabedoria adquiriu uma fama tão grande em toda a terra que nunca houve um homem tão sábio quanto Salomão, exceto Jesus (Mt 12.42; 1 Rs 4.29,30).

-A construção do templo, e’ um símbolo do templo do Espírito Santo.

-Essa visão de Deus centrada no templo é uma forte característica do Antigo Testamento, mas com a redenção do homem, efetuada por Cristo na cruz do Calvário, a morada de Deus passa a ser o próprio homem regenerado. E é nesse lugar que deve haver riqueza e beleza, porque o Espírito de Deus habita nele (1 Co 6.19).

-Essa visão de Deus centrada no Templo é uma característica do Antigo Testamento, mas com a redenção do ser humano efetuada por Cristo na cruz, a morada de Deus passa a ser o homem regenerado. Nesse lugar, deve haver beleza, pois o Espírito Santo habita nele (1 Co 6.19). A glória que foi manifestada no Templo de Salomão agora é manifestada na comunhão dos irmãos por meio de Cristo e no coração de cada crente regenerado.

A presença de Deus no Templo é uma teofania do Antigo Testamento, necessária à revelação progressiva de Deus na história do seu povo. Já no Novo Testamento, a ênfase demasiada sobre o local de culto e a sua valorização excessiva como local da presença de Deus ofusca o verdadeiro local dessa presença, que é dentro de cada crente que se torna morada do Espírito Santo. Jesus disse: “Eu derribarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens” (Mc 14.58).

Portanto, no Novo Testamento, o Templo não é um lugar fixo geográfico, mas é ambulante, porque o seu povo movimenta-se no mundo como sinal do Reino de Deus. Todavia, é evidente também que, quando vários desses templos individuais do Espírito Santo, ou seja, as pessoas, ajuntam-se no templo/igreja, cria-se uma grande assembleia onde Deus, em Cristo, manifesta a sua presença não por causa do templo físico em si, mas por causa de os filhos de Deus em Cristo, em quem Ele habita, estarem juntos. Foi por isso que Jesus tirou a ênfase no Templo quando disse: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20). Essa compreensão ajusta um desvio doutrinário presente em muitas igrejas e lideranças de uma supervalorização do templo, do seu embelezamento exagerado e caro, o que pode tornar-se uma idolatria. A idolatria templária já havia sido denunciada pelo profeta Jeremias (26.8-13), quando a manutenção das instituições se tornaram mais importantes do que as reformas espirituais necessárias e o correto atendimento das necessidades do povo.

-“Ou vocês não sabem?” A conjunção comparativa ou fornece um motivo adicional para se fugir da imoralidade sexual. Pela última vez nesse capítulo, Paulo pergunta retoricamente aos coríntios se eles têm conhecimento definido (ver vs. 2, 3, 9, 15, e 16). Novamente eles precisam dar uma resposta afirmativa à pergunta. Presumimos que numa ocasião anterior Paulo lhes tenha instruído sobre o uso apropriado e o destino do corpo físico. Seu corpo é um templo do Espírito Santo dentro de vocês.” Paulo faz os coríntios se lembrarem da sacralidade de seu corpo. Ele observa que o Espírito Santo faz sua habitação dentro deles, de modo que o corpo deles é seu templo. Ele escreve as duas palavras, corpo e templo, no singular para aplicá-las ao crente individual. E mais, por meio da ordem de palavras no grego, ele coloca ênfase sobre o Espírito Santo. Aos coríntios Paulo escreve literalmente: “Seu corpo é um templo daquele que está dentro de vocês, a saber, o Espírito Santo”, isto é, o corpo físico do cristão pertence ao Senhor e serve como residência do Espírito Santo.

CONCLUSÃO: A aprovação de Deus, veio em forma de fogo indicando que Deus era: (1) Glorioso em Si mesmo; porque o nosso Deus é um fogo consumidor, terrível mesmo em seus lugares sagrados. Este fogo, surgindo (como é provável) do meio das trevas espessas, o tornou mais terrível, como no Monte Sinai, Êxodo 24.16,17. Os pecadores em Sião tinham motivos para temer perante aquela visão, e para dizer, Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Isaías 33.14. E ainda: (2) Misericordioso para com Israel; porque este fogo, que poderia de modo justo tê-los consumido, voltou a sua atenção para o sacrifício que foi oferecido em seu lugar, e o consumiu; assim Deus indicou a eles que aceitou as suas ofertas e que a sua ira foi desviada deles. Apliquemos isto: -Ao sofrimento de Cristo. “Agradou ao Senhor moê-lo, e colocá-lo em angústia, no que Ele mostrou a sua boa-vontade para com os homens, tendo posto sobre o precioso e bendito Salvador a iniquidade de todos nós”. A sua morte era a nossa vida, e Ele foi feito pecado e uma maldição para que pudéssemos herdar a justiça e uma bênção. Este sacrifício foi consumido para que pudéssemos escapar. Aqui estou Eu; Aqui estamos nós! Gloria a Deus.


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