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LIÇÃO 1 – ADÃO, O PRIMEIRO HOMEM

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues

Comunicação ADSMC

Publicado em 05 jan 2020

INTRODUÇÃO

Adão tinha a permissão de Deus para comer de todas as árvores do jardim, exceto da árvore da ciência do bem e do mal: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16b,17). A advertência foi clara. Quando o casal comeu do fruto proibido, eles perceberam que estavam nus e procuraram se esconder da presença de Deus (Gn 3.7,8). Era a ruptura imediata da comunhão com Deus, a morte espiritual. O próprio Deus anunciou a vinda do Redentor (Gn 3.15) e em seguida pronunciou a sentença ao casal (Gn 3.16-19) e à sua posteridade. Foi por causa dessa desobediência que o pecado entrou no mundo e, com ele, a morte (Rm 5.12). Esse desastre é conhecido como a “Queda da humanidade”. Adão, o pai da raça humana, foi feito à imagem e semelhança de Deus. Adão foi criado perfeito, era reflexo da divindade sobre a face da Terra.

I – HOMEM: CRIATURA À IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS

– Estamos dando início a mais um ano letivo da Escola Bíblica Dominical e estaremos a estudar, neste trimestre, a doutrina do homem, ou seja, o que ensina a Bíblia Sagrada sobre o ser humano, sobre a humanidade, sobre a “raça humana” (At.17:26 ARA).

– Conforme diz o subtítulo de nosso trimestre, o estudo da “raça humana” deve se iniciar pela sua origem e isto nos leva, necessariamente, ao estudo da criação do homem, do primeiro homem, Adão, de quem toda a humanidade descende (At.17:26).

– No relato da criação, no sexto dia, Moisés afirma que, depois da criação dos mamíferos, o Senhor faz como que uma pausa e, numa expressão totalmente distinta do que até então ocorrera, afirma: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra” (Gn.1:26).

– Tem-se aqui uma clara demonstração de como o homem é distinto de todos os seres que existem sobre a face da Terra. Em vez de simplesmente mandar que o homem fosse feito, como ocorrera até aqui no relato da criação, em relação ao ser humano, houve, antes, uma deliberação divina para que tal criação se fizesse, onde, aliás, mais uma vez se mostra a “realidade plural” do único Deus, pelo uso do verbo “façamos”.

Tal distinção mostra que o ser humano, ao contrário do que se está hoje a afirmar entre alguns cientistas, não é um ser que possa ser equiparado aos demais seres vivos criados sobre a face da Terra. Muito pelo contrário, Deus não Se limitou a falar, como fez em relação aos demais seres, para que o homem fosse criado, mas tomou a iniciativa de formar o ser humano, como fica bem descrito no capítulo 2 do livro de Gênesis.

– A propósito, é oportuno aqui observar que, no capítulo 1, há a menção da criação do homem ao término do sexto dia da criação, criação esta que é pormenorizada no capítulo 2, que é, assim, uma descrição de como a criação mencionada no capítulo 1 se deu. Isto é importante observarmos para que se tenha uma correta interpretação do texto sagrado.

– Por isso, não faz sentido algum dizer que o homem atual seria fruto da evolução de outras espécies de hominídeos, denominados de “homo erectus”, “homo neandertalenses” ou outras espécies de “pré-homens”. A ideia de evolução é totalmente alheia à verdade bíblica, quanto mais no que concerne à espécie humana. Os fósseis encontrados e que “hipoteticamente” seriam provas destas espécies nada provam por si sós: ou são fósseis de seres humanos ou de outras espécies que, embora semelhantes ao homem, homens não eram, de sorte que não há qualquer evidência de que o homem atual tenha sido “evolução” de outras espécies. A propósito, a ciência, recentemente, chegou à conclusão de que todos os homens descendem de um mesmo ancestral, que outro não é senão o primeiro casal descrito na Bíblia Sagrada.

OBS: Como afirma o pastor Ailton Muniz de Carvalho: “…Tudo isso é muito fácil de arquitetar, pois nomes são simplesmente nomes e fáceis de compor, o difícil é provar a existência dos seres aos quais os supostos grandes cientistas deram esses nomes. Para explicar a suposta evolução do homem, os críticos materialistas usaram o mesmo processo que usaram para o cavalo. Uma longa lista de nomes que pode mais ser um malabarismo etimológico do que qualquer outra coisa analítica. Com a ciência em pleno desenvolvimento, podemos, com o tempo, confirmar que isso tudo não passa de idealismo filosófico….” (CARVALHO, Ailton Muniz de. Conheça-me: eu era como você, cheio de dúvidas!, p.154).

– Como afirma Júlio Minham: “…Nisto de inventar nomes, os evolucionistas são verdadeiros peritos, métodos que aplicaram não só aos animais, mas também ao homem, o que, no fim, lhes resultou em grande confusão. Dizem que os seres evoluíram desde uma simples e microscópica ameba que depois de subir na escala geológica tornou-se um elegante símoio que poucos anos mais tarde se metamorfoseou em um homem inteligente. ‘Houve aproximadamente cento e vinte e cinco milhões de espécies sobre a superfície da terra durante o período que abrange a história da vida orgânica do planeta e, de acordo com Wassmann, a transmutação (evolucionista) de uma espécie intimamente relacionada com outra imediatamente superior ou subsequente, requereria pelo menos mil setecentos câmbios ou variações, comumente chamadas de elos, por conseguinte, temos cento e vinte e cinco milhões de espécies multiplicadas por mil e setecentas variedades, dando-nos o resultado aterrador de duzentos e doze bilhões e quinhentos milhões de formas definidas de vida que devem ter existido para transmutar a ameba em homem’ (Dr Rimmer, ‘The Theory of Evolution’, p.70). Que essa transmutação não é científica o prova o fato que o embrião humano passa somente por catorze períodos de mudança! Estas poucas mudanças do embrião nos deixam ver claro que a transmutação das espécies tem quatro abismos intransponíveis, porém, os evolucionistas não se detêm por tão pouca coisa. Os críticos sabem muito bem, e sempre o souberam, que nenhum dos símios atuais pode ser pai de um ser tão perfeito e tão inteligente como é o homem, e vendo-se diante de uma derrota fragorosa, antes de dar-se por vencidos, saíram a remexer a Terra à cata de fósseis aos quais foram dando os mais pomposos nomes (…). Não será significativo que, desde os alvores da história, ninguém tenha visto sair das selvas um animal híbrido, meio homem e meio macaco, ou macado-homem? A coisa nos parece clara, se, desde tanto tempo que admitem a existência do homem a evolução não conseguiu transformar um símio em HOMO SAPIENS, é porque nunca o conseguiu! Ou será que terminou já o período da Evolução? De maneira alguma, porque se tudo terminasse já de evoluir, conforme a teoria, não somente não deviam existir mais símios nas matas, também não deviam existir as formas inferiores de vida, todas as formas deviam ter alcançado o grau mais elevado na escala geológica….” (As maravilhas da ciência. 5. ed., pp.68-9) (destaques originais).

– Por isso, com muito acerto, assim afirma o item 2 do Cremos da Declaração de Fé das Assembleias de Deus: “ [CREMOS] Em um só Deus (…) Criador do Universo, de todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, e, de maneira especial, os seres humanos, por um ato sobrenatural e imediato, e não por um processo evolutivo (Dt.6:4; Mt.28:19; Mc.12:29; Gn.1:1; 2:7; Hb.11:3 e Ap.4:11)”,

– A deliberação divina era de que o homem fosse criado à imagem e semelhança de Deus, ou seja, ao contrário dos demais seres, o homem seria um “reflexo” de Deus, um ser que remeteria ao Criador de todas as coisas, um ser que “representaria” o Senhor sobre a face da Terra. O homem foi criado para ser um “mordomo”, ou seja, um servo que tivesse a supremacia sobre toda a criação terrena, um administrador de tudo quanto Deus criou sobre a face da Terra.

– É neste sentido, portanto, que se deve entender a expressão constante em Sl.115:16, quando o salmista afirma que o Senhor deu a terra aos filhos dos homens. Esta “doação” não implica em propriedade, mas, sim, em “administração”, pois a terra nunca deixou de pertencer a Deus (Sl.24:1). Isto é importante observar porque a “teologia da confissão positiva” tem disseminado o falso ensino de que Deus deu a terra ao homem e o homem a entregou a Satanás que, assim, seria, atualmente, “por legalidade”, o possuidor do planeta, o que, à evidência, não corresponde à realidade bíblica.

– Esta posição singular que assumiria o ser humano na ordem da criação fá-lo distinto de todos os demais seres, não podendo, pois, ter guarida o pensamento de que o homem é apenas “mais um ser vivo” que existe sobre a Terra. O homem foi criado para ser “imagem e semelhança de Deus” e nenhum outro ser tem esta prerrogativa, nem mesmo os anjos que, embora sejam superiores ao ser humano (Sl.8:5), não remetem ao Criador, não foram feitos à Sua imagem e semelhança.

– O homem foi feito à “imagem e semelhança de Deus” porque, em primeiro lugar, tem uma natureza tricotômica, pois é constituído de corpo, alma e espírito (Gn.2:7; I Ts.5:23). Esta tricotomia do homem remete à Triunidade Divina, pois, assim como Deus é um só, embora seja, simultaneamente, três Pessoas, o homem também é um, embora tenha três elementos, o que nenhum outro ser vivo é. Com efeito, os vegetais são apenas realidades físicas, enquanto os animais possuem corpo e alma (daí o nome “animal”, ou seja, aquele que é dotado de alma), alma esta, porém, que é material e, portanto, perecível e se extingue com a vida física.

– O homem, no entanto, é tricotômico, como nos declara o texto sagrado, ao afirmar como Deus criou o ser humano. Em Gn.2:7, vemos que o homem foi formado por Deus do pó da terra e, neste pó da terra, vemos a criação do corpo humano. A ciência, aliás, tem demonstrado que o corpo humano é formado de todas as substâncias existentes na face da Terra. Todos os elementos químicos naturais, que se encontram na famosa Tabela Periódica, estão presentes no organismo humano, a nos mostrar que, realmente, o corpo humano é a síntese de tudo quanto há de material sobre a face da Terra.

OBS: Devemos observar que, dos elementos químicos constantes da Tabela Periódica, somente 92 são naturais, ou seja, encontrados na natureza, os demais são sintéticos, ou seja, produzidos em laboratório. Referimo-nos, logicamente, aos elementos naturais.

– A palavra hebraica utilizada aqui para “formar” é “yatsar” (???), cujo significado é o de “moldar”, “modelar”, “dar uma forma”. Deus aqui, pessoalmente, encarrega-Se de dar uma forma a este organismo material que seria parte deste ser singular que existiria sobre a face da Terra, um “modelo” que não era resultado de um simples pronunciar de Deus, mas de uma atividade Sua toda especial e até então não verificada na criação de todas as coisas.

II– A PROMESSA DE RESTAURAÇÃO DA RAÇA HUMANA

-Restaurar é consertar. Deus é o grande Restaurador. Quando você está cansado, triste, abatido, arrependido, pode confiar que Deus vai restaurar sua vida. O sofrimento não é para sempre. Quem ama Jesus será restaurado.

Deus lhe ama e quer lhe dar alegria e esperança. Deus nunca lhe abandona. Nos momentos mais difíceis você pode clamar a Deus e Ele vai trazer a restauração que você precisa.

Restauração na Bíblia

O Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido por pouco tempo, os restaurará, os confirmará, os fortalecerá e os porá sobre firmes alicerces.

1 Pedro 5:10

Restaurarei o exausto e saciarei o enfraqueci­do”.

Jeremias 31:25

Restaura-nos, ó Deus!

Faze resplandecer sobre nós o teu rosto,

para que sejamos salvos.

Salmos 80:3

Devolve-me a alegria da tua salvação

e sustenta-me

com um espírito pronto a obedecer.

Salmos 51:12

Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus. É necessário que ele permaneça no céu até que chegue o tempo em que Deus restaurará todas as coisas, como falou há muito tempo, por meio dos seus santos profetas.

Atos dos Apóstolos 3:19-21

Após a tentação e queda do homem no Éden, Deus pronunciou os castigos consequentes da desobediência, mas também fez uma promessa para o casal dizendo: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). Nesse texto, Deus prometeu que da semente da mulher um dos descendentes nasceria para esmagar a cabeça da serpente. Tanto Adão quanto seus descendentes firmaram- se nessa palavra profética anunciada pelo próprio Deus, que mais tarde teve seu cumprimento na pessoa de Jesus – que nasceu de uma mulher (Gn 3.15; Gl 4.4); sem a participação masculina (Is 7.14; Mt 1.18); que foi ferido (Gn 3.15; Sl 22.1- 31; Is 53.1-12); no entanto, triunfou (Mt 4.1-11; 16.23; Cl 2.15; Hb 2.14). Por um homem veio a condenação sobre todos, e por um homem Deus possibilitou a salvação de todos (Rm 5.17,18).

CONCLUSÃO

A única esperança é o Senhor Jesus, o único que pode nos restaurar a Deus. Restaurar é restituir, e isso se aplica tanto a possessões e bens (Êx 22.14; Is 58.12; Lc 19.8) como também a pessoas (Jr 30.17). O plano de Deus é restaurar todas as coisas (At 3.21), mas Ele começou com os seres humanos. Nós estávamos perdidos, como o filho pródigo, e fomos restaurados a Deus pelo arrependimento (At 3.19; 2Co 7.10) e pela fé em Jesus (Rm 5.1). A narrativa do livro do Gênesis nos mostra claramente que o homem não é produto da evolução, mas fruto de um ato criativo de Deus. Diferente dos animais, Deus o fez conforme a sua imagem e semelhança, colocando-o como coroa da criação. O texto bíblico mostra que este homem foi criado como um ser livre e que optou por contrariar a vontade divina, o que lhe trouxe consequências, bem como a toda a raça humana. A despeito disto, Deus lhe fez uma promessa de restauração, que se cumpriu quando enviou o segundo Adão, Cristo Jesus.


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