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Lição 1 – O SERMÃO DO MONTE: O CARÁTER DO REINO DE DEUS

COMENTÁRIO COM O PR. JAIRO TEIXEIRA RODRIGUES

Publicado em 02 abr 2022

MATEUS 5:11

INTRODUÇÃO: Iniciamos o segundo trimestre de 2022 estudando sobre tema doutrinário. Neste Sermão do Monte, encontramos o ensino sintetizado do Senhor Jesus sobre como nós, os cristãos, devemos nos conduzir neste mundo tenebroso, haja vista sermos servos do Reino de Deus. Veremos que O Sermão do Monte é a síntese do ensino de Cristo para o seu povo. Antes de a Igreja consolidar-se como agente do Reino de Deus na terra  o Senhor tomou a iniciativa de descortinar ao núcleo apostólico, através desta primeira grande explanação pedagógica, as vigas mestras que constituem o modelo de vida cristã trazido pelo Reino de Deus. Veremos a estrutura, o caráter dos filhos de Deus e as bem aventuranças na vida dos salvos.

I – A ESTRUTURA DO SERMÃO DO MONTE

O Sermão do Monte é a base ética do Reino de Deus. Toda a estrutura do sermão está baseada em cinco grandes discursos: 1) As Bem-aventuranças (Mt 5.3-12); 2) Sal e luz do mundo (Mt 5.13-16); 3) Jesus é o cumprimento da Lei e dos profetas (Mt 5.17-48); 4) Os atos de justiça (Mt 6 .1-18); e por fim, 5) Declarações de sabedoria (Mt 6.19-7.27). A estrutura do Sermão do Monte organiza-se ao entorno de cinco discursos do Senhor Jesus, e cada um termina com a fórmula tradicional que começa assim: “Quando Jesus acabou…” A seção dos capítulos 5 a 7 é seguida dos capítulos 8 e 9, formando uma caracterização geral do ministério inicial do Senhor Jesus na Galiléia. Mateus organiza o sermão especialmente nos paralelos com o Pentateuco e na ênfase superior no Reino. Mateus 1.1: “Livro da geração de Jesus Cristo…”, ´geração´ no original grego é gênesis. Observe, então, como o versículo inicial relembra declarações do começo do livro de Gênesis. O cenário é agora esta montanha e nela já se esclarece de imediato que Jesus vem cumprir a lei – Mateus 5.17: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar (anular, pôr em desuso – anotação nossa), mas cumprir”.

II – AS BEM-AVENTURANÇAS

A primeira seção do Sermão do Monte (Mt 5.1-12) destaca oito qualidades que formam o caráter dos súditos do Reino de Deus. Vejamos cada uma resumidamente:

1-Bem-aventurados os pobres de espírito (Mt 5.3). A primeira das bem-aventuranças requer o despojamento de espírito (Sl 34.18). Refere-se à profunda humildade de reconhecer a absoluta falência espiritual de si mesmo quando estamos separados de Deus. Os pobres de espírito exibem uma genuína humildade e são despojados de todo o orgulho (Fp 2.5-8). É não se julgar autossuficiente, mas estar disposto a abrir mão de si mesmo (1Co 4.16-19). Pobres de espírito, é ser como o publicano na parábola de Lucas 18.9-13

2-Bem-aventurados os que choram (Mt 5.4). A segunda bem-aventurança nos leva ao quebrantamento. Aqui a ideia não é a da autocomiseração em que o indivíduo se entrega a um estado de lamúria pela própria sorte (Mt 26.75; Lc 22.62). Não é o lamento natural por alguma perda, nem a tristeza egocêntrica e invejosa por não ter alcançado o que outros já têm (2Co 7.10).

3-Bem-aventurados os mansos (Mt 5.5). Esta bem-aventurança ressalta a força da mansidão (Mt 11.29). Ela se contrapõe ao ódio, à violência e ao estilo agressivo das conquistas humanas (Ef 4.2; Gl 5.22; Cl 3.12; Tt 3.2). Parece um paradoxo, mas quando os de espírito brando despontam, inibem atitudes que poderiam desaguar em conflitos e tragédias (Nm 12.1-3, 13).

4-Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça (Mt 5.6). A quarta bem-aventurança revela que a justiça deve ser um profundo anseio de todo crente (Mt 5.20). Tal qual o organismo faminto e sedento, o cristão não desfrutará da verdadeira calma e paz de espírito enquanto não se sentir saciado da presença de Deus, o que implica viver não só em retidão espiritual, mas em não se conformar com as injustiças e opressões no mundo (Sl 85.10,11; Mt 6.1,33).

5-Bem-aventurados os misericordiosos (Mt 5.7). Misericórdia é a generosidade, a ternura de coração e a bondade de alma movidas para aliviar o sofrimento dos outros (Lc 6.36). É uma das características que marcam os filhos de Deus, pois o próprio Deus é “rico em misericórdia” (Ef 2.4 ver 1Pd 1.3). As Escrituras estão cheias de descrições da misericórdia de Deus, cujas “misericórdias não têm fim” (Lm 3.22). Ele se revelou a Moisés como “o Senhor, um Deus compassivo e grande em misericórdia” (Êx 34.6). Misericórdia é o ato de ser compassivo com o próximo em seu estado de carência espiritual, moral e social (Sl 23.6; Mt 18.23-35; Lc 10.33-35).

6-Bem-aventurados os limpos de coração (Mt 5.8). Convém lembrar que pureza de coração não se trata de algo apenas externo e

aparente, unicamente com o fim de ser apreciado pelos homens, a exemplo dos fariseus, pois o termo “coração”, na Bíblia, traduz a ideia de centro da personalidade (Sl 51.10; Pv 4.23; Mt 15.19; 1Ts 5.23).

7-Bem-aventurados os pacificadores (Mt 5.9). Deus abomina os que semeiam a contenda (Pv 6.16-19). Aquele que tem o coração purificado de segundas intenções age sempre com espírito pacífico (Gn 13.7-9; Sl 34.14; 133.3; Rm 8.6). Paz é ausência de guerra, conflitos e toda sorte de conturbações (Mc 9.50; Rm 12.18). Na Bíblia o termo paz abrange também o sentido de harmonia (Cl 3.13,15; Tg 3.18; Jd 1.2). Ora, o pecado é a fonte de todas as mazelas e hostilidade entre os homens. O exercício da pacificação é uma qualidade de quem já removeu de seu coração, mediante o sangue de Jesus, a causa de seus males pessoais (Hb 12.14; 1Pd 3.10-11).

9- Bem-aventurados os sofrem perseguições (Mt 5.9,10). Por último, há também uma bem-aventurança para os que são perseguidos por serem fiéis ao Senhor (Mt 5.12; Jo 17.14). O compromisso com o evangelho não admite outra opção (Mt 6.24). Não há como ser amigo do mundo e, ao mesmo tempo, agradar a Deus.

CONCLUSÃO: Este sermão Não se destina para o mundo. Destina-se aos súditos do Reino de Deus. Aos que creem em Jesus e o aceitam como Senhor e Salvador.

O Sermão do Monte não expõe estatutos, regulamentos e nem se trata de um código similar ao de Moisés. Antes, são princípios de vida. Da vida do servo expressando a vida de Seu Senhor. Da vida do discípulo testemunhando da vida de Seu Mestre. Indica as qualidades de um seguidor de Cristo e revela a direção das ações dos servos de Cristo nas mais comuns atitudes.

Nossas ações serão julgadas segundo estes padrões. Não tem, de maneira nenhuma, espírito legalista, do tipo ´faça isso, não faça aquilo”.  Antes, é um convite da graça de Deus para vivemos o ideal do padrão de Deus. É um convite a vivermos na esfera da perfeição, diariamente, “até que Cristo seja formado em vós” – Gálatas 4.19.


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