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Lição 12- O DIACONATO

Comentário Pr. Jairo Teixeira Rodrigues.

Publicado em 18 jun 2021

Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em CRISTO JESUS”

-(1 Tm 3.13).

Introdução: Embora o diaconato seja um ministério específico, a diaconia é uma missão de todo o crente. Por que existe o ministério do diácono? Qual a sua função e importância na vida da igreja local? Estas perguntas podem e devem ser trabalhadas em sala de aula. Muitos alunos não têm a convivência da realidade e dos meandros da organização eclesiástica de suas igrejas locais. Por isso esta é uma excelente oportunidade para abordar um assunto que faz parte da vida cristã de todo membro em uma comunidade local.

Para responder as perguntas elaboradas acima, deve-se partir do sexto capítulo do livro dos Atos dos Apóstolos, pois ali, pela primeira vez, foi constituído um ministério específico de caráter social para resolver uma variante problemática de aspecto étnico: entre as viúvas de fala hebraica e as de fala grega. Tal problema poderia atravancar o avanço da igreja local que estava em Jerusalém. Os apóstolos sentiram-se cobrados em solucionar um problema não muito fácil, entretanto, os ministérios da Palavra e da Oração não poderiam ficar em segundo plano. Mas igualmente, a sobrevivência humana.  Analisemos então qual era o estilo diaconal de Jesus; Como é instituído o Ministério do Diacono; E Qual o perfil e a função do Diacono.

I – O ESTILO DIACONAL DE JESUS:

-O termo grego diaconia significa “Ministério “ ou “Serviço”. A vida inteira de Jesus foi para Servir(Mt 20:28).

-Os apóstolos Orientados pelo ESPÍRITO SANTO, e também dotados por um profundo bom senso, juntamente com a igreja, os apóstolos não hesitaram em tomar a decisão de permitir aos novos crentes separarem sete homens descendentes de judeus (dentre vós), de fala grega. Estêvão, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau – para resolverem uma questão de caráter social e urgente. Assim, a igreja de Jerusalém voltou a normalidade da sua atividade coadunando a prática proclamatória do Evangelho com o serviço de interferir socialmente na vida dos crentes, para suprir a necessidade de quem precisava de ajuda. Por isso, o caráter do ministério diaconal é profunda e biblicamente enraizado numa intensa preocupação social. O diácono de Atos não foi chamado para fazer somente trabalhos meramente litúrgicos, (como colher dízimos e ofertas e servir a Santa Ceia), mas principalmente o de cuidar dos mais necessitados, visitar as viúvas e os enfermos, amparando quem realmente precisa de cuidados na comunidade cristã local que é um trabalho pastoral e precisa dos diáconos como auxiliares.

Por conseguinte, o serviço de diácono não é simplesmente uma função eclesiástica, mas um estilo de vida ensinado e promovido por JESUS de Nazaré. Quando um crente olha para o verdadeiro diácono ele deve sentir-se impulsionado para viver um estilo de vida diaconal, como o de CRISTO em seu ministério terreno. Pois o diaconato é um estilo de vida centralizado em JESUS de Nazaré, jamais em si mesmo. Servir é a ordem para todo crente.

II – A INSTITUIÇÃO DOS DIÁCONOS 

-A palavra Diacono (gr. Diakonos), segundo o dicionário Vine, refere-se aquele que presta trabalhos voluntários aludindo aos exemplos dos criados domésticos dos tempos do Novo Testamento.

-Os escritores clássicos empregam esta palavra para designar servo, camareiro, portador, servente. Neste sentido encontra-se no evangelho segundo S. Mateus 20:26, diferindo da palavra grega doulos, escravos (comp. Mt 23:11; Mc 9:35; 10:43; Jo 2:5, 9).

-Emprega-se esta palavra para designar um oficial da Igreja cristã, cujos qualificativos são descritos na 1 Tm 3:8. Os sete discípulos eleitos para auxiliarem os apóstolos, encarregaram-se de todos os negócios seculares da comunidade, cuidando das viúvas e dos pobres da igreja primitiva, tiveram o nome de diáconos, At 6:1-6.

-Este ofício não os privava dos privilégios de pregar em público o evangelho de CRISTO, porque dois deles, Estevão e Filipe, foram pregadores e Filipe, depois, foi evangelista (Atos 21.8).

-Diaconia significa “ministério, serviço”. JESUS CRISTO foi exemplo para a Igreja em todos os aspectos. Em sua Diaconia, Ele foi “apóstolo… da nossa confissão” (Hb 13.1). Foi profeta (Lc 24.19); foi evangelista (Lc 4.18-19); foi Pastor (Jo 10.11) e também foi diácono. Ele demonstrou seu caráter e sua personalidade, dando exemplo de humildade. Para cumprir sua missão sacrificial em favor dos homens, JESUS despojou- se temporariamente de sua glória plena (Jo 17.14). Paulo diz que Ele assumiu a forma de servo, mais que isso, a forma de “escravo”. JESUS, “… sendo em forma de DEUS, não teve por usurpação ser igual a DEUS. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo- se semelhante aos homens-, e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.6-8). A expressão “tomando a forma de servo”, “significa aparecer em uma condição humilde e desprezível”.

III – O PERFIL E FUNÇÃO DO DIACONO

-Os diáconos tiveram papel muito honroso nos primórdios da Igreja. Os bispos e os diáconos trabalhavam para a igreja. Paulo usou o termo diáconos como favorito para si e para seus cooperadores, muitas vezes significando servos ou servas que lhe prestavam algum tipo de serviço (cf. Rm 16.1). As qualidades são exigidas em Atos 6.1-7.

-Paulo indica outros importantes requisitos para o diaconato. Após enumerar as qualificações para bispo ou presbítero, Paulo aproveita o ensino para discorrer sobre as qualificações dos diáconos ou ministros que serviam nas igrejas. E o faz de modo imediato, sem lacuna ou pausa em sua ministração, dizendo que os diáconos, “da mesma sorte” que os bispos ou presbíteros, deveriam ter as seguintes qualificações (1 Tm 3.8-10, 11-13):

1) “Sejam honestos”. Isso significa que devem ser “honrados, dignos, corretos, íntegros”. Corresponde à “boa reputação”, indispensável ao indicado para diácono, quando houve sua instituição (At 6.3); nas igrejas, hoje, os diáconos recolhem dízimos e ofertas; alguns são tesoureiros, em congregações ou igrejas. Se forem desonestos, podem cair no laço do Diabo de roubarem até os dízimos, como já aconteceu em várias ocasiões. Para sua maldição (Zc 5.3,4).

2) “Não de língua dobre”. Isto é, que não sejam homens de duas palavras, ou de “duas caras”; que diz uma coisa sobre um assunto, e diz outra coisa sobre o mesmo problema. JESUS disse: Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna (Mt 5.37). Um animal que tem língua dobre (dupla) é a serpente.

3) “Não dados a muito vinho”. No tempo de Paulo, a exemplo do que ocorria no tempo de JESUS, o vinho ou suco de uva era uma bebida familiar. Havia o vinho fermentado e o não fermentado, o suco da uva (gr. guenematos tês ampèlou), que JESUS tomou na instituição da Ceia. Não fica bem para o diácono (ministro, servo), ser habituado a tomar vinho ou qualquer bebida alcoólica e se sabe que mesmo o suco emgrande quantidade embebeda. O alcool tira o juízo. A maioria das pessoas ficam alteradas com meio copo de vinho.

4) “Não cobiçosos de torpe ganância”. Um diácono não deve ser ganancioso, ou seja, cobiçoso, ávido por dinheiro, ou qualquer outro tipo de vantagem ou lucro pessoal, na obra do Senhor, ou em sua vida pessoal. Muitos têm afundado moralmente, por causa da desonestidade, que resulta da ganância por riquezas materiais (1 Tm 6.10).

5) “Guardando o mistério da fé em uma pura consciência”. Esse “mistério” é a revelação de DEUS, através de CRISTO (cf. Rm 16.25). E “a sabedoria de DEUS oculta em mistério”, “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que DEUS preparou para os que o amam. “Mas DEUS no-las revelou pelo seu ESPÍRITO; porque o ESPÍRITO penetra todas as coisas, ainda as profundezas de DEUS” (1 Co 2.9,10). O diácono deve ter consciência de que não é um serviçal qualquer, mas um “servo de DEUS” a serviço da sua Igreja.

6) “Que sejam primeiro provados”. Só deve ser indicado para ser diácono pessoa que seja avaliada pelo ministério, ou pela liderança. “Depois sirvam, se forem irrepreensíveis”. Tal recomendação demonstra a responsabilidade de quem indica um crente para o diaconato. Ele não vai fazer um trabalho qualquer, mas um “importante negócio” (At 6.3). Deve ser “irrepreensível” (íntegro, fiel).

7) “Marido de uma mulher”. Os diácono deve ser homem fiél à sua esposa. Não significa que está inapto para o ministério ou diaconia, se foi vítima de uma infidelidade conjugal. Se for o causador da infidelidade fica desqualificado para o diaconato. O radicalismo não constrói bom entendimento das Escrituras. Um diácono não pode ser bígamo ou infiel.

Melhor seria que só se casasse uma vez, mesmo que ficasse viúvo, também o divórcio era impensável.

8) Que ‘‘governem bem seus filhos e suas próprias casas”.

A exemplo dos bispos ou presbíteros, os diáconos também devem ser bons donos de casa, bons esposos e bons pais; que saibam cuidar de seus filhos, para poderem cuidar das atividades que lhes forem confiadas na casa de DEUS. Se não governa sua casa, não saberá ordenar a igreja.

Após enumerar essas qualificações para o diaconato, Paulo conclui, dizendo que os que possuírem tais qualidades alcançam uma avaliação positiva para servirem na igreja: “Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em CRISTO JESUS” (1 Tm 3.13).

Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 142-144.

9)”Da mesma sorte as mulheres”(1Tm 3:11). As esposas de obreiros, ou mulheres que servirem na igreja, devem ter essas mesmas qualidades.

Conclusão: Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em CRISTO JESUS. 1 Timóteo 3:13

Aqui vemos que os diáconos que se mantivessem dentro de todas as exigências para seu ministério seriam aproveitados pelo SENHOR em ministério superior, como Filipe que teve seu ministério iniciado como diácono e passou a evangelista (Atos 21.8). Que Deus levante mais diáconos para sua Obra.


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