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LIÇÃO 13 – O CATIVEIRO DE JUDÁ

Comentário Pr. Jairo Teixeira Rodrigues.

Publicado em 24 set 2021

Texto: 2 Crônicas 36:16

INTRODUÇÃO

– Vamos Concluir nossa lição , estudando o cativeiro de Judá, os motivos de sua decadência, a teimosia do rei Zedequias, e a queda final de Judá.

– Aprenderemos também que a fidelidade de Deus diante de suas promessas é grande. Sua misericórdia, mesmo diante do juízo merecido, ainda nos traz oportunidades para o arrependimento.

I – O DECLÍNIO ESPIRITUAL DE JUDÁ 

  • Mesmo diante das advertências por parte dos profetas, as denúncias contra injustiças, transgressões, dos líderes e do povo, os pecados de idolatria, as discórdias, mais eles não se arrependeram.
  • A situação de Judá é uma triste realidade para um povo que recebeu tantas profecias, avisos e oportunidades mais não se arrependeram escolhendo a apostasia.

– Deus deu eloquente sinal de que se começavam a cumprir as profecias que, já há alguns anos, haviam sido ditas ao povo de Judá, que, se eles não se arrependessem, haveriam de perder a Terra Prometida.

-As profecias, inclusive, diziam que seria Babilônia a potência estrangeira que haveria de levar o povo cativo e os babilônios tinham chegado até as portas de Jerusalém, não tendo ocorrido o cativeiro nem a destruição porque Nabucodonosor teve de voltar para Babilônia. Tudo estava absolutamente claro, não havia como deixar de dar crédito ao que Deus estava a falar.

– Hoje em dia não é diferente. Tudo quanto foi profetizado nas Escrituras sobre os sinais do arrebatamento da Igreja e a consequente vinda da Grande Tribulação, da ira futura, estão aí para todos verificarem e certificarem(1Tss 1:10).

II – A OBSTINAÇÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS:

  • Zedequias resolveu não dar ouvidos a voz de Deus.
  • O erro de Zedequias e do povo de Judá estava em fechar os ouvidos aos profetas e não buscar o arrependimento(AT 3:19).
  • Quando os “falsos deuses” ocupam o coração de uma pessoa, ela se torna cativa de suas escolhas erradas(Js 24:15).
  • Nabucodonozor invadiu o reino de Judá, destruiu Jerusalém, e o Santo Templo.
  • Os filhos de Zedequias foram mortos, vazaram seus olhos e o levaram para o cativeiro na Babilônia.
  • A invasão da cidade santa e do Templo trouxe pobreza, fome, e morte.
  • No reinado de Zedequias, podemos observar como Deus está sempre pronto a perdoar (cf. Is.55:7) e que, mesmo sabendo qual a escolha que será feita pelo indivíduo, não deixa de dar reais oportunidades de salvação.
  • Assim, embora já estivesse profetizado que haveria o cativeiro, algo que, aliás, era quase que evidente, ante a sucessão de fatos que confirmavam as profecias, o Senhor não deixou de oferecer a Zedequias, sua corte e ao povo de Judá em geral o arrependimento e a conversão.
  • No livro de Crônicas, o escritor sagrado faz uma síntese deste estado de coisas, dizendo que Zedequias não se humilhou perante o profeta Jeremias, que falava da parte do Senhor mas, antes, endureceu a sua cerviz e tanto se obstinou no seu coração que não se converteu ao Senhor, Deus de Israel, sendo seguido nesta sua atitude por todos os chefes dos sacerdotes e pelo povo (II Cr.36:12-14).

III – A ESPERANÇA PROFETIZADA.

– O Senhor mostrava toda a Sua indignação com relação ao povo de Judá, reagindo à impenitência desmedida daquela gente. O templo, símbolo da Sua presença no meio do povo, era agora cinzas, completamente destruído.

  • O cristão deve desenvolver uma atitude de Fé, diante de suas dificuldades e enfrentamentos.
  • Jeremias, mais conhecido com o “profeta chorão” escreveu o livro de Lamentações logo após a queda de Jerusalém em 586 a.C. Jerusalém havia sido destruída pela Babilônia, e os judeus haviam sido mortos, torturados ou levados como escravos.
  • Um fato interessante, é que Jeremias profetizou durante 40 anos a vinda do castigo de Deus, porém, foi desprezado pelo povo por isso. E ao contrário do que poderíamos supor, quando o castigo veio ao povo por intermédio de Nabucodonosor e dos exércitos babilônicos, Jeremias lhes respondeu com grande compaixão e tristeza.
  • Quando lemos o capítulo 3, percebemos que Jeremias estava altamente deprimido e melancólico e ele expressa isso de forma poética e até mesmo exagerada. A princípio ele culpa Deus por sua aflição e até mesmo por seus incômodos físicos. Existe uma frase de Max Lucado muito interessante que diz o seguinte:

“Alimente seus medos e sua fé morrerá de fome. Alimente sua fé e seus medos morrerão de fome.”

  • Jeremias entendeu isso, e mudou completamente seu foco e discurso. Mesmo triste, ele mudou sua forma de pensar. Tirou os olhos dos problemas e focou sua atenção nas maravilhas de Deus, e recitou quatro promessas que nos servem como grandes lições:

1 – Deus é misericordioso – Segundo o dicionário, misericórdia é: “sentimento de dor e solidariedade com relação a alguém que sofre uma tragédia pessoal ou que caiu em desgraça; dó, compaixão, piedade. ” Deus não fica indiferente a nada que passamos, muito pelo contrário, Ele sente nossa dor como se fosse d’Ele.

2 – Suas misericórdias não têm fim – Incalculável, imensurável, que não tem limite! São expressões que nos ajudam a definir de forma mais profunda as misericórdias de Deus. Não dá para calcular pois ela foge dos padrões humanos. Não dá pra mensurar ela pela mesma razão, elas não tem limite pois não tem começo, meio e fim!

3 – Elas se renovam a cada manhã – Como se não bastasse elas não terem fim, elas se renovam a cada manhã, ou seja, a cada dia posso contar com as misericórdias de Deus totalmente atualizadas, zeradas! Não são as mesmas de ontem e não serão as mesmas de amanhã! E isso independente do tamanho e da quantidade dos meus pecados, pois quando me arrependo o Senhor me perdoa e não se lembra mais do que eu fiz:

“Quem é comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da sua herança? Tu que não permaneces irado para sempre, mas tens prazer em mostrar amor. De novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar. ” Miquéias 7.18,19

4 – Deus é fiel – Fidelidade pode ser definida como constância nos compromissos assumidos. O ser humano consegue atingir um certo nível de fidelidade, porém, por mais alto que seja esse nível, ele nunca pode ser comparado a fidelidade do Senhor. Só Ele é fiel independente das circunstâncias.

CONCLUSÃO: Assim o plano de Deus prosseguiu, apesar da infidelidade da nação israelita, como diz o título do nosso trimestre. Deus estava a usar o cativeiro para ensinar e corrigir o povo, a fim de que eles abandonassem a idolatria que tanto mal lhes causara.

– O remédio ministrado deu resultado. Israel nunca mais se envolveria como nação na idolatria, e seu retorno do cativeiro resultou em risos, cânticos e louvor a Deus(Sl 126:1-4). Deus seja louvado.


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