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Lição 13 – O NOVO HOMEM EM JESUS CRISTO

Comentário da lição com o Pr. Jairo Teixeira Rodrigues

Por DECOM ADSMC

Publicado em 28 mar 2020

Texto: João 3:1-16

INTRODUÇÃO

Chegamos à última lição do trimestre. Essa é uma excelente oportunidade para você fazer uma avaliação do seu desempenho ao longo destes meses. O professor da Escola Dominical nunca deve ficar satisfeito com o seu desempenho. Analisá-lo e planejar suas aulas faz parte da função dos Educadores Cristãos. Além de rever o que foi feito ao longo do trimestre, há a possibilidade de fazer ajustes e aperfeiçoamento para o próximo trimestre. Portanto, não perca essa oportunidade. Faça uma avaliação de sua prática educativa.

Nessa lição queremos Mostrar que a salvação em CRISTO implica a geração de um novo homem. E temos como objetivo Apresentar o nascimento do Novo Homem; Explanar a justificação do Novo Homem; Enfatizar a santificação do Novo Homem.

IMPORTANTE PARA A LIÇÃO: Não que já a tenha alcançado ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. (Filipenses 3:12)

PAULO, QUE ERA BEM MAIS PERFEITO QUE NÓS NUNCA ALCANÇOU A PERFEIÇÃO.

Batismo nas águas não salva – O cristão salvo é levado ao batismo, mas não para ser salvo, mas para confirmar publicamente sua Fé.

Como Abraão não foi perfeito DEUS deve ter-lhe dito. – Seja saudável e firme na sua fé, seja íntegro. Gn 17.1 Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. (Strong Português) – תמים tamiym

1) completo, total, inteiro, são

1a) completo, total, inteiro

1b) total, são, saudável

1c) completo, integral (referindo-se ao tempo)

1d) são, saudável, sem defeito, inocente, íntegro

1e) que está completa ou inteiramente de acordo com a verdade e os fatos (adj./subst. neutro)

Como nós todos pecamos, então JESUS deve ter dito – vocês não carecem de nada mais para serem completos, apenas o ESPÍRITO SANTO. Mateus 5.48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.

Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei. João 16:7 (Strong Português) – τελειος teleios

1) levado a seu fim, finalizado

2) que não carece de nada necessário para estar completo 3) perfeito

4) aquilo que é perfeito

4a) integridade e virtude humana consumados

4b) de homens

4b1) adulto, maturo, maior idade.

I – A NATUREZA DA SALVAÇÃO:

O assunto desta secção será: Que é que constitui a salvação, ou “estado de graça”?

1. Três aspectos da salvação.

Há três aspectos da salvação, e cada qual se caracteriza por uma palavra que define ou ilustra cada aspecto:

(a) Justificação. é um termo forense que nos faz lembrar um tribunal. O homem, culpado e condenado, perante Deus, é absolvido e declarado justo — isto é, justificado.

(b) Regeneração (a experiência subjetiva) e Adoção (o privilégio objetivo) sugerem uma cena familiar. A alma, morta em transgressões e ofensas, precisa duma nova vida, sendo esta concedida por um ato divino de regeneração. A pessoa, por conseguinte, torna-se herdeira de Deus e membro de sua família.

(c) Santificação. A palavra santificação sugere uma cena do templo, pois essa palavra relaciona-se com o culto a Deus. Harmonizadas suas relações com a lei de Deus e tendo recebido uma nova vida, a pessoa, dessa hora em diante, dedica-se ao serviço de Deus. Comprado por elevado preço, já não é dono de si; não mais se afasta do templo (figurativamente falando), mas serve a Deus de dia e de noite. (Lc. 2:37.) Tal pessoa é santificada e por sua própria vontade entrega-se a Deus (torna-se templo de DEUS, morada do ESPÍRITO SANTO).

O homem salvo, portanto, é aquele cuja vida foi harmonizada com Deus, foi adotado na família divina, e agora dedica-se a servi-lo. Em outras palavras, sua experiência da salvação, ou seu estado de graça, consiste em justificação, regeneração (e adoção), e santificação. Sendo justificado, ele pertence aos justos; sendo regenerado, ele é filho de Deus; sendo santificado, ele é “santo” (literalmente uma pessoa santa).

São essas bênçãos simultâneas ou consecutivas? Existe, de fato, uma ordem lógica: o pecador harmoniza-se, primeiramente, perante a lei de Deus; sua vida é desordenada; precisa ser transformada. Ele vivia para o pecado e para o mundo e, portanto, precisa separar-se para uma nova vida, para servir a Deus. Ao mesmo tempo as três experiências são simultâneas no sentido de que, na prática, não se separam. Nós as separamos para poder estudá-las. As três constituem a plena salvação. À mudança exterior, ou legal, chamada justificação, segue-se a mudança subjetiva chamada regeneração, e esta, por sua vez, é seguida por dedicação ao serviço de Deus. Não concordamos em que a pessoa verdadeiramente justificada não seja regenerada; nem admitimos que a pessoa verdadeiramente regenerada não seja santificada (embora seja possível, na prática, uma pessoa salva, às vezes, violar a sua consagração). Não pode haver plena salvação sem essas três experiências, como não pode haver um triângulo sem três lados. Representam elas o tríplice fundamento sobre o qual se baseia subsequente vida cristã. Começando com esses três princípios, progride a vida cristã em direção à perfeição.

Essa tríplice distinção regula a linguagem do Novo Testamento em seus mínimos detalhes. Ilustremos assim:

(a) Em relação à justificação: Deus é o Juiz, e Cristo é o Advogado; o pecado é a transgressão da lei; a expiação é a satisfação dessa lei; o arrependimento é convicção; aceitação traz perdão ou remissão dos pecados; o Espírito testifica do perdão; a vida cristã é obediência e sua perfeição é o cumprimento da lei da justiça.

(b) A salvação é também uma nova vida em Cristo. Em relação a essa nova vida, Deus é o Pai (Aquele que gera), Cristo é o Irmão mais velho e a vida; o pecado é obstinação, é a escolha da nossa própria vontade em lugar da vontade do Chefe da família; expiação é reconciliação; aceitação é adoção; renovação de vida é regeneração, é ser nascido de novo; a vida cristã significa a crucificação e mortificação da velha natureza, a qual se opõe ao aparecimento da nova natureza, e a perfeição dessa nova vida é o reflexo perfeito da imagem de Cristo, o unigênito Filho de Deus.

(c) A vida cristã é a vida dedicada ao culto e ao serviço de Deus, isto é, a vida santificada. Em relação a essa Vida santificada, Deus é o Santo; Cristo é o sumo sacerdote; o pecado é a impureza; o arrependimento é a consciência dessa impureza; a expiação é o sacrifício expiatório ou substitutivo; a vida cristã é a dedicação sobre o altar (Rm. 12:1); e a perfeição desse aspecto é a inteira separação do pecado; separação para Deus.

E essas três bênçãos da graça foram providas pela morte expiatória de Cristo, e as virtudes dessa morte são concedidas ao homem pelo Espírito Santo. Quanto à satisfação das reivindicações da lei, a expiação proveu o perdão e a justiça para o homem. Abolindo a barreira existente entre Deus e o homem, ela possibilitou a nossa vida regenerada. Como sacrifício pela purificação do pecado, seus benefícios são santificação e pureza.

Notemos que essas três bênçãos fluem da nossa união com Cristo. O crente é um com Cristo, em virtude de sua morte expiatória e em virtude do seu Espírito vivificante. Tornamo-nos justiça de Deus nele, (2 Co. 5:21); por ele temos perdão dos pecados (Ef. 1:7); nele somos novas criaturas, nascidos de novo, com nova vida (2 Co. 5:17); nele somos santificados (1Co. 1:2), e ele é feito para nós santificação (1Co. 1:30). Ele é “autor da salvação eterna”.

2. Salvação – externa e interna.

A Salvação é tanto objetiva (externa) como subjetiva (interna).

(a) A justiça, em primeiro lugar, é mudança de posição, mas é acompanhada por mudança de condições. A justiça tanto é imputada com também conferida.

(b) A adoção refere-se a conferir o privilégio da divina filiação; a regeneração trata da vida interna que corresponde à nossa chamada e que nos faz “participantes da natureza divina”.

(c) A santificação é tanto externa como interna. De modo externo é separação do pecado e dedicação a Deus; de modo interno é purificação do pecado.

O aspecto externo da graça é provido pela obra expiatória de Cristo; o aspecto interno é a operação do Espírito Santo.

3. Condições da salvação.

Que significa a expressão condições da salvação? Significa o que Deus exige do homem a quem ele aceita por causa de Cristo e a quem dispensa as bênçãos do Evangelho da graça. As Escrituras apresentam o arrependimento e a fé como condições da salvação; o batismo nas águas é mencionado como símbolo exterior da fé interior do convertido. (Mc. 16:16; At 22: 16; 16:31; 2:38; 3:19.)

Abandonar o pecado e buscar a Deus são as condições e os preparativos para a salvação. Estritamente falando, não há mérito nem no arrependimento nem na fé; pois tudo quanto é necessário para a salvação já foi providenciado a favor do penitente. Pelo arrependimento o penitente remove os obstáculos à recepção do dom; pela fé ele aceita o dom. Mas, embora sejam obrigatórios o arrependimento e a fé, sendo mandamentos, é implícita a influência ajudadora do Espírito Santo. (Notem a expressão: “Deu Deus o arrependimento” At 11:18.) A blasfêmia contra o Espírito Santo afasta o único que pode comover o coração e levá-lo à contrição. Por conseguinte, para tal pecado não há perdão.

Qual é a diferença entre o arrependimento e a fé? A fé é o instrumento pelo qual recebemos a salvação, fato que não se dá com o arrependimento. O arrependimento ocupa-se com o pecado e o remorso, enquanto a fé ocupa-se com a misericórdia de Deus.

Pode haver fé sem arrependimento? Não. Só o penitente sente a necessidade do Salvador e deseja a salvação de sua alma.

Pode haver arrependimento verdadeiro sem fé? Ninguém poderá arrepender-se no sentido bíblico sem fé na Palavra de Deus, sem acreditar em suas ameaças do juízo e em suas promessas de salvação.

São a fé e o arrependimento apenas medidas preparatórias à salvação? Ambos acompanham o crente durante sua vida cristã; o arrependimento torna-se em zelo pela purificação da alma; e a fé opera pelo amor e continua a receber as coisas de Deus.

(a) Arrependimento.

Alguém definiu o arrependimento das seguintes maneiras: “A verdadeira tristeza sobre o pecado, incluindo um esforço sincero para abandoná-lo”; “tristeza piedosa pelo pecado”; “convicção da culpa produzida pelo Espírito Santo ao aplicar a lei divina ao coração”; ou, nas palavras de menino: “Sentir tristeza a ponto de deixar o pecado.”

Ha três elementos que constituem o arrependimento segundo as Escrituras: intelectual, emocional e prático. Podemos ilustrá-los da seguinte maneira:

(1) O viajante que descobre estar viajando em trem errado. Esse conhecimento corresponde ao elemento intelectual pelo qual a pessoa compreende, mediante a pregação da Palavra, que não está em harmonia com Deus.

(2) O viajante fica perturbado com a descoberta. Talvez alimente certos receios. Isso ilustra o lado emocional do arrependimento, que é uma autoacusação e tristeza sincera por ter ofendido a Deus. (2 Co. 7:10).

(3) Na primeira oportunidade o viajante deixa esse trem e embarca no trem certo. Isso ilustra o lado prático do arrependimento, que significa em “meia- volta… volver!” e marchar em direção a Deus. Há uma palavra grega traduzida “arrependimento”, que significa literalmente “mudar de ideia ou de propósito”. O pecador arrependido se propõe mudar de vida e voltar-se para Deus; o resultado prático é que ele produz frutos dignos do arrependimento. (Mt. 3:8.)

O arrependimento honra a lei como a fé honra o evangelho. Como, pois, o arrependimento honra a lei? Contristado, o homem lamenta ter-se afastado do santo mandamento, como também lamenta sua impureza pessoal que, à luz dessa lei, ele compreende. Confessando — ele admite a justiça da sentença divina. Na correção de sua vida ele abandona o pecado e faz a reparação possível e necessária, de acordo com as circunstâncias.

De que maneira o Espírito Santo ajuda a pessoa a arrepender-se? Ele a ajuda aplicando a Palavra de Deus à consciência, comovendo o coração e fortalecendo o desejo de abandonar o pecado.

(b) Fé.

Fé, no sentido bíblico, significa crer e confiar. É o assentimento do intelecto com o consentimento da vontade. Quanto ao intelecto, consiste na crença de certas verdades reveladas concernentes a Deus e a Cristo; quanto à vontade, consiste na aceitação dessas verdades como princípios diretrizes da vida. A fé intelectual não é o suficiente (Tg. 2:19; At 8:13, 21) para adquirir a salvação. É possível dar seu assentimento intelectual ao Evangelho sem, contudo, entregar-se a Cristo. A fé oriunda do coração é o essencial (Rm. 10:9). Fé intelectual significa reconhecer como verídicos os fatos do evangelho; fé provinda do coração significa a pronta dedicação da própria vida as obrigações implícitas nesses fatos. Fé, no sentido de confiança, implica também o elemento emocional. Por conseguinte, a fé que salva representa um ato da inteira personalidade, que envolve o intelecto, as emoções e a vontade.

II. A REGENERAÇÃO:

1. Natureza da regeneração.

A regeneração é o ato divino que concede ao penitente que crê uma vida nova e mais elevada mediante união pessoal com Cristo. O Novo Testamento assim descreve a regeneração:

(a) Nascimento. Deus o pai é quem “gerou”, e o crente é “nascido” de Deus (1 Jo 5:1), “nascido do Espírito” (Jo 3:8), “nascido do alto” (tradução literal de Jo 3:3,7). Esses termos referem-se ao ato da graça criadora que faz do crente um filho de Deus.

(b) Purificação. Deus nos salvou pela “lavagem” (literalmente, lavatório ou banho) da regeneração”. (Tt 3:5.) A alma foi lavada completamente das imundícias da vida de outrora, recebendo novidade de vida. Lavagem da Palavra de DEUS (para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Ef 5:26)

O batismo na águas representa bem isso.

(c) Vivificação. Somos salvos não somente pela “lavagem da regeneração”, nas também pela “renovação do Espírito Santo” (Tt 3:5. Vide também Cl. 3:10; Rm. 12:2; Ef. 4:23; Sl. 51:10). A essência da regeneração é uma nova vida concedida por Deus Pai, mediante Jesus Cristo e pela operação do Espírito Santo.

(d) Criação. Aquele que criou o homem no princípio e soprou em suas narinas o fôlego de vida, o recria pela operação do seu Espírito Santo. (2 Co. 5:17; Ef. 2:10; Gl. 6:15; Ef. 4:24; vide Gn. 2:7.) O resultado prático é uma transformação radical da pessoa em sua natureza, seu caráter, desejos e propósitos.

(e) Ressurreição. (Rm. 6:4,5; Cl. 2:13; 3:1; Ef. 2:5, 6.) Como Deus vivificou o barro inanimado e o fez vivo para com o mundo físico, assim ele vivifica a alma em seus pecados e a faz viva para as realidades do mundo espiritual. Esse ato de ressurreição espiritual é simbolizado pelo batismo nas águas. A regeneração é “a grande mudança que Deus opera na alma quando a vivifica; quando ele a levanta da morte do pecado para a vida de justiça” (João Wesley). Notar-se-á que os termos acima citados são apenas variantes de um grande pensamento básico da regeneração, isto é, uma divina comunicação duma nova vida à alma do homem. Três fatos científicos relativos à vida natural também se aplicam à vida espiritual; isto é, ela surge repentinamente; aparece misteriosamente, e desenvolve-se gradativamente. Regeneração é o aspecto singular da religião do Novo Testamento. Nas religiões pagãs, reconhece-se universalmente a permanência do caráter. Embora essas religiões recomendem penitências e ritos, pelos quais a pessoa espera expiar os seus pecados, não há promessa de vida e de graça para transformar a sua natureza. A religião de Jesus Cristo é “a única religião no mundo que declara tomar a natureza decaída do homem e regenerá-la, colocando-a em contacto com a vida de Deus”. Assim declara fazer, porque o Fundador do Cristianismo é Pessoa Viva e Divina, que vive para salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus. (Hb. 7:25.) Não existe nenhuma analogia entre a religião cristã, e, digamos, o Budismo ou a religião maometana. De maneira nenhuma se pode dizer: “quem tem Buda tem a vida”. (Vide 1Jo 5:12.) Buda pode ter algo em relação à moralidade. Pode estimular, causar impressão, ensinar, e guiar, mas nenhum elemento novo foi acrescido às almas que professam o Budismo. Tais religiões podem ser produtos do homem natural e moral. Mas o Cristianismo declara-se ser muito mais. Além das coisas de ordem natural e moral, o homem desfruta algo mais na Pessoa de Alguém mais, Jesus Cristo.

2. Necessidade da regeneração.

A entrevista de nosso Senhor com Nicodemos (Jo 3. 1-16) proporciona um excelente fundo histórico para o estudo deste tópico. As primeiras palavras de Nicodemos revelam uma série de emoções provenientes do seu coração. A declaração abrupta de Jesus no verso 3, que parece ser uma repentina mudança do assunto, explica-se pelo fato de Jesus estar respondendo ao coração de Nicodemos e não às palavras de sua interrogação. As primeiras palavras de Nicodemos revelam. 1) Fome espiritual. Se esse chefe judaico tivesse expressado o desejo de sua alma, talvez teria dito: “Estou cansado do ritualismo morto da sinagoga vou lá mas volto para casa com a mesma fome com que saí. Infelizmente, a glória divina afastou-se de Israel; não há visão e o povo perece. Mestre, a minh’alma suspira pela realidade! Pouco conheço de tua pessoa, mas tuas palavras tocaram-me o coração. Teus milagres convenceram-me de que és Mestre vindo de Deus. Gostaria de te acompanhar. 2) Faltou a Nicodemos profunda convicção. Sentiu a sua necessidade, mas necessidade dum instrutor e não dum Salvador. Tal qual a mulher samaritana, ele queria a água da vida (Jo 4:15), mas, como aquela, Nicodemos teve de compreender que era pecador, que precisava de purificação e transformação. (Jo 4:16- 18.) 3) Nota-se nas suas palavras um rasto de autocomplacência, coisa muito natural num homem de sua idade e posição. Ele diria a Jesus: “Creio que foste enviado a restaurar o reino de Israel, e vim dar-te alguns conselhos quanto aos planos para conseguir esse objetivo.” Provavelmente ele supôs que sendo israelita e filho de Abraão, essas qualificações seriam suficientes para o tornarem membro do reino de Deus.

“Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” Parafraseando essa passagem, Jesus diria: “Nicodemos, tu não podes unir-te à minha companhia como se te unisses a uma organização. O pertencer à minha companhia não depende da qualidade de tua vida; minha causa não é outra senão aquela do reino de Deus, e tu não podes entrar nesse reino sem experimentar uma transformação espiritual. O reino de Deus é muito diferente do que estás pensando, e o modo de estabelecê-lo e de juntar seus súditos é muito diferente do meio de que estás cogitando.” Jesus apontou a necessidade mais profunda e universal de todos os homens — uma mudança radical e completa da natureza e caráter do homem em sua totalidade. Toda a natureza do homem ficou deformada pelo pecado, a herança da queda; essa deformação moral reflete-se em sua conduta e em todas as suas relações. Antes que o homem possa ter uma vida que agrade a Deus, seja no presente ou na eternidade, sua natureza precisa passar por uma transformação tão radical, que seja realmente um segundo nascimento. O homem não pode transformar-se a si mesmo; essa transformação terá que vir de cima.

Jesus não tentou explicar o como do novo nascimento, mas explicou o porquê do assunto. “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido de Espírito é espírito.” Carne e espírito pertencem a reinos diferentes, e um não pode produzir o outro. A natureza humana pode gerar a natureza humana, mas somente o Espírito Santo pode gerar a natureza espiritual. A natureza humana somente pode produzir a natureza humana; e nenhuma criatura poderá elevar-se acima de sua própria natureza. A vida espiritual não passa do pai ao filho pela geração natural; ela procede de Deus para o homem por meio da geração espiritual.

III- A SANTIFICAÇÃO:

1. Natureza da santificação

Em estudo anterior afirmamos que a chave do significado da doutrina da expiação, encontrada no Novo Testamento, acha-se no rito sacrificial do Antigo Testamento. Da mesma forma chegaremos ao sentido da doutrina do Novo Testamento sobre a santificação, pelo estudo do uso no Antigo Testamento da palavra “santo”.

Primeiramente, observa-se que “santificação”, “santidade”, e “consagração” são sinônimos, como o são: “santificados” e “santos”. Santificar é a mesma coisa que fazer santo ou consagrar. A palavra “santo” tem os seguintes sentidos:

(a) Separação. “Santo” é uma palavra descritiva da natureza divina. Seu significado primordial é “separação “; portanto, a santidade representa aquilo que está em Deus que o toma separado de tudo quanto seja terreno e humano — isto é, sua perfeição moral absoluta e sua divina majestade.

Quando o Santo deseja usar uma pessoa ou um objeto para seu serviço, ele separa essa pessoa ou aquele objeto do seu uso comum, e, em virtude dessa separação, a pessoa ou o objeto toma-se “santo”.

CONCLUSÃO: Em nosso entender a expressão “nascer da água e do Espírito” deve ser interpretada como um recurso linguístico usado por Jesus para dar ênfase ao nascimento espiritual. Ou seja, é a ação da Palavra de Deus, junto a ação do Espírito Santo, produzindo no homem o novo nascimento(Tito 3:5; 1Pedro 1:23). Em João 7.38-39, o Senhor Jesus falou acerca de rios de água viva, e sabemos com certeza que quando ele usou a palavra água referia-se ao Espírito Santo. (…) a palavra traduzida como “e” [gr. kai] poderia ser também traduzida por “isto é”. Assim, o versículo seria lido da seguinte maneira: quem não nascer da água, isto é, do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.

O fato é que Jesus está dizendo que nascimento físico não é o suficiente. Precisa haver um nascimento espiritual se quisermos entrar no Reino de Deus, e este nascimento espiritual é operado pelo Espírito Santo, que convence o homem de seus pecados (Jo 16.8), e que leva-o a entender o evangelho e crer em Cristo (Jo 16.13). Ninguém nasce filho de Deus; nós somos feitos filhos de Deus pela fé em Cristo, por graciosa obra do Espírito Santo em nosso interior!

O novo nascimento pelo Espírito redunda em bençãos maravilhosas para o regenerado: passa da morte para a vida (Jo 5.24); recebe ingresso na família de Deus (Jo 1.12); faz-se morada e templo do Espírito de Deus (1Co 6.19) e recebe força para vencer o pecado (Cl 3.1,2). Nesse tempo de crise, está provado que, o que mais o homem precisa é ter uma experiência com Deus, através do novo nascimento. O novo nascimento nos trás Fé, e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa Fé(1Joao 5:4).


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