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Lição 2 – SAL DA TERRA, LUZ DO MUNDO

COMENTÁRIO COM O PR. JAIRO TEIXEIRA RODRIGUES

Publicado em 09 abr 2022

TEXTO ÁUREO

“Vós sois o sal da terra; […] Vós sois a luz do mundo.” (Mt 5.13,14)

VERDADE PRÁTICA

A influência dos cristãos na sociedade é inevitável. Do ponto de vista bíblico, o mundo não pode estar indiferente aos verdadeiros

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos sobre uma das principais metáforas utilizadas por Cristo, para ilustrar o caráter e o testemunho do autêntico cristão.  SAL DA TERRA. Os cristãos são o sal da terra. Dois dos valores do sal são: o sabor e o poder de preservar da corrupção. O cristão e a igreja, portanto, devem ser exemplos para o mundo e, ao mesmo tempo, militarem contra o mal e a corrupção na sociedade.

(1) As igrejas mornas apagam o poder do ESPÍRITO SANTO e deixam de resistir ao espírito predominante no mundo. Elas serão lançadas fora por DEUS(ver Ap 3.16).

(2) Tais igrejas serão destruídas, pisoteadas pelos homens (v.13); i.e., os mornos serão destruídos pelos maus costumes e pelos baixos valores da sociedade ímpia (cf. Dt 28.13,43,48; Jz 2.20-22). Vós sois a luz do mundo. Os crentes funcionam positivamente para iluminar um mundo que está nas trevas, porque eles possuem CRISTO, que é a luz (Jo. 8:12). A luz de CRISTO deveria brilhar publicamente, como o agrupamento das casas de pedras brancas numa cidade da Palestina. Deveria também ser exibida em nossos relacionamentos individuais e particulares (candeia, velador, casa).

Influência é a palavra chave. Que Deus nos ajude como povo de Deus a influenciar este mundo.

 I – O SAL À LUZ DAS ESCRITURAS

1. Do hebraico a palavra sal é: “melach”, procedente de: “malach”, que significa: “rasgar, dissipar, ser dispersado, ser dissipado, salgar, temperar”. A palavra sal aparece pela primeira vez em Gênesis 14.3, e até chegar ao profeta Sofonias (Sf 2.9) surge aproximadamente trinta vezes no Antigo Testamento (GOMES, 2022, pp. 37,38).

2. O sal, encontrado em grande quantidade na área do Mar Morto e comprado dos comerciantes no Norte pelos judeus tinha muitas utilidades. Era usado como: (a) condimento para temperar alimentos para o homem (Jó 6.6), para o animal (Is 30.24 – ARA), (b) para preservar os alimentos da putrefação (Êx 30.35); (c) acompanhamento obrigatório de alguns dos sacrifícios, particularmente da oferta de manjares (Lv 2.13), e dos holocaustos (Ez 43.24); (d) valor medicinal, os recém nascidos eram banhados nele e esfregados com ele (Ez 16.4). O uso figurado também é comum. Por um lado, montes e minas de sal expressavam a figura de aridez e esterilidade (Dt 29.23; Sf 2.9). Por outro lado, o sal simbolizava o valioso e o virtuoso. Um pacto de amizade era selado com um presente de sal (ainda observado pelos árabes hoje), e o acordo entre Deus e seu povo foi chamado de uma “aliança perpétua de sal” (Nm 18.19; 2Cr 13.5), sendo o sal símbolo de lealdade e perpetuidade (TENNEY, vol. 5, 2008, p. 348).

3. Na antiguidade o sal possuía um valor muito grande. Os romanos, em uma frase que em latim era algo como uma das rimas comerciais da atualidade, diziam: “Nada é mais útil que o sol e o sal” (BARCLAY, sd, p.129). Entre outras formas de uso, destacava-se a sua função monetária nas transações comerciais. É tanto que o termo salário deriva do latim: “salarium”, que significa: “dinheiro de sal”, como parte do pagamento aos soldados romanos. A ideia de purificação é proeminente em Marcos 9.49, onde o Senhor diz que, no julgamento final, “cada um será salgado com fogo”. O apóstolo Paulo recomenda sabedoria, prudência e salubridade na conversação cristã quando ele diz: “a vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4.6). Para ilustrar a importância do testemunho cristão, o Senhor Jesus utilizou-se de dois elementos comuns entre eles o sal; Jesus, portanto, contextualiza a sua mensagem, utilizando um símbolo comum aos discípulos para que eles compreendessem a importância de sua vida de retidão em meio à sociedade corrupta (Mt 5.13-15).

II – O CRISTÃO COMO SAL DA TERRA

1. O sal é valorizado por dois atributos principais: gosto e conservação. Por isso, Jesus se utilizou do mesmo para tipificar o papel dos seus discípulos. A ilustração do sal fala do nosso caráter; a luz fala do nosso testemunho. Note-se que, como Cristo falou primeiro no sal da terra e depois na luz do mundo, assim o caráter precede o testemunho. Enquanto o mundo é caracterizado pela corrupção e pela degeneração da moral e de bons hábitos (Gn 6.5; Êx 32.7-9; Jz 2.10-15; 2Rs 17.7-23; 23.25,26), o cristão como sal da terra, evita a deterioração. O autêntico servo de Deus, onde quer que se encontre, precisa ser um instrumento da resistência do Espírito Santo contra a corrupção, contra a degeneração total da sociedade sem Deus; a igreja não é o sal do saleiro e sim, sal da terra. Desse modo, a igreja é o freio moral do mundo (2Ts 2.7).

2. A mais evidente marca do sal é que ele é essencialmente diferente do meio em que é posto. Sua eficácia está precisamente em preservar essa diferença; eis a razão da advertência do Senhor: “[…] e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? […] (Mt 5.13-b). A salinidade do crente é o seu caráter, é o seu bom testemunho, de acordo com as bem-aventuranças. De modo que, se os cristãos forem influenciados pelo mundo no lugar de influenciar, perderão completamente a sua utilidade: “[…] para nada mais presta […]” (Mt 5.13). A igreja só pode ser relevante se for diferente do mundo (Rm 12.2; Tg 4.4; 1Jo 2.15-17), caso contrário, será um desastre e uma vergonha: “[…] senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens” (Mt 5.13).

3- A influência do cristão: o sal e a luz – A Mensagem do Sermão do Monte, de John Stott (ABU Editora).

Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.

Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre o monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas nos velados, e alumia a todos que se encontram na casa.

Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.

Mateus 5:13-16

As bem-aventuranças descrevem o caráter essencial dos discípulos de JESUS; o sal e a luz são metáforas que denotam a sua influência para o bem no mundo.

A simples ideia de que os cristãos podem exercer uma influência sadia no mundo deveria nos causar um sobressalto. Que influencia poderia exercer as pessoas descritas nas bem-aventuranças, neste mundo violento e agressivo? Que bem duradouro poderiam proporcionar o humilde e o manso, os que choram e os misericordiosos, ou aqueles que tentam fazer paz e não guerra? Não seriam simplesmente tragados pela enchente do mal? O que poderiam realizar aqueles cuja única paixão é apetite pela justiça, e cuja única arma é a pureza de coração? Essas pessoas não seriam frágeis demais para conseguir realizar alguma coisa, especialmente se constituem uma minoria no mundo?

É evidente que JESUS não participava desse ceticismo. Antes, o contrário. O mundo, sem dúvida, perseguirá a igreja (10-12); apesar disso, a igreja é chamada para servir a este mundo que a persegue (13-16). “Vossa única vingança”, expressou Rudolf Stier, “deve ser o amor e a verdade contra o ódio e as mentiras”. Por mais incrível que pareça, JESUS referiu-se àquele punhado de camponeses palestinos, chamando-os de sal da terra e luz do mundo, por causa do alcance que sua influência teria. Também é notável providência divina que, neste mais judaico dos quatro Evangelhos, haja uma tal alusão a toda a terra, ao poder benéfico de alcance mundial dos discípulos de CRISTO.

A fim de definir a natureza de sua influência, JESUS recorreu a duas metáforas domésticas. Todo lar, por mais pobre que seja, usava e ainda usa tanto o sal como a luz. Durante a sua própria infância, JESUS devia ter observado frequentemente sua mãe usando o sal na cozinha e acendendo as luzes quando o sol se punha. Sal e luz são utilidades domésticas indispensáveis.

Diversos comentaristas citam o ditado de Plínio, de que nada é mais útil do que”o sal e o sol” (sale et sole). A necessidade da luz é óbvia. O sal, por outro lado, tem uma variedade de usos. É condimento e preservativo. Parece que já era conhecido desde os tempos imemoriais como componente essencial da dieta humana e um tempero ou condimento alimentar: “Comer-se-á sem sal o que é insípido?” Entretanto, particularmente nos séculos antes do invento da refrigeração, ele era usado para preservar a carne do apodrecimento. E na verdade ainda o é. Qual é o brasileiro que nunca comeu ou pelo menos não ouviu falar da famosa carne de sol, ou charque, jabá;

Qualquer que seja o nome dado, de acordo com a região, o segredo é sempre o mesmo: o sal, que conserva e lhe dá sabor.

A verdade básica que jaz por trás destas metáforas, sendo comum às duas, é que a Igreja e o mundo as comunidades separadas. De um lado está “o mundo”; de outro, “vós” que sois a luz do mundo. É verdade que as duas comunidades (“eles” e “vós”) estão relacionadas umas com a outra, mas essa relação depende da sua diferença. É importante declará-lo hoje em dia, quando é teologicamente elegante tornar obscuras as fronteiras entre a Igreja e o mundo, bem como referir-se a toda a humanidade indiscriminadamente como “o povo de DEUS”.

Mais ainda, as metáforas nos dizem algo sobre as duas comunidades. O mundo é evidentemente um lugar escuro, com pouca ou nenhuma luz própria, pois precisa de uma fonte de luz externa para iluminá-lo. É verdade que ele “sempre está falando sobre a sua iluminação, mas na realidade grande parte de sua pretensa luz não passa de trevas. O mundo manifesta também uma tendência constante à deterioração. A ideia não é que o mundo seja insípido e que os cristãos o tornem menos insípido (“a ideia de que se possa tornar o mundo mais agradável a DEUS é totalmente absurda”), mas que o mundo está apodrecendo. Ele não pode impedir a sua própria deterioração. Apenas o sal, quando introduzido de fora, pode fazê-lo. A Igreja, por outro lado, foi colocada no mundo com duplo papel: como sal, para interromper, ou pelo menos retardar, o processo da corrupção social; e, como luz, para desfazer as trevas.

Quando examinamos mais detalhadamente as duas metáforas, vemos que foram deliberadamente proferidas a fim de serem comparadas uma com a outra. Nos dois casos, JESUS primeiro faz umas afirmações (“Vós sois o sal da terra”, “Vós sois a luz do mundo”). Depois, ele acrescenta um apêndice, a condição da qual depende a afirmação (o sal deve manter sua qualidade de salgar e a luz deve brilhar). O sal para nada serve se perde a sua salinidade; a luz torna-se inútil, se for escondida.

1 – O sal da terra (v. 13)

A afirmação é direta: “Vós sois o sal do mundo”. Isto significa que, quando cada comunidade se revela tal como é, o mundo se deteriora como peixe ou a carne estragada, enquanto a Igreja pode retardar a sua deterioração. É claro que DEUS estabeleceu outras influências restringentes na comunidade.

Em sua graça comum, ele mesmo estabeleceu certas instituições, que controlam as tendências egoístas do homem e evitam que a sociedade acabe na anarquia. A principal delas é o Estado (com a sua autoridade de estruturar executar leis) e o lar (incluindo o casamento e a vida em família). Estes exercem uma influência adia sobre a comunidade. Não obstante, deus planejou que a mais poderosa coibição de todas, dentro da sociedade pecadora, fosse o seu próprio povo redimido, regenerado e justificado. Como R. V. G. Tasker o explicou, os discípulos são “chamados a ser um purificador moral em um mundo onde os padrões morais são baixos, instáveis ou mesmo inexistentes.”

A eficácia do sal, entretanto, é condicional: tem de conservar a sua salinidade.

Mas, em termos precisos, o sal nunca pode perder a sua salinidade. Entendo que o cloreto de sódio é um produto químico muito estável, resistente a quase todos os ataques. Não obstante, pode ser contaminando por impurezas, tornando-se, então, inútil e até mesmo perigoso. O sal que perdeu a sua propriedade de salgar não serve nem mesmo para adubo, isto é fertilizante. O Dr. David Turk me explicou que, naquele tempo, chamava-se de “sal” um pó branco (talvez apanhado á volta do Mar Morto), o qual, embora contivesse cloreto de sódio, também continha muita coisa mais, pois antigamente não existiam refinarias. Nesse pó, o cloreto de sódio era provavelmente o componente mais solúvel e , portanto, o que mais facilmente desaparecia. O resíduo de pó branco ainda parecia ser sal, e sem dúvida era chamado de sal, mas não tinha o seu gosto nem agia como tal. Não passava de pó do chão.

Da mesma forma, o cristão. “Tende sal em vós mesmos”, disse JESUS em outra ocasião. A salinidade do cristão é o seu caráter conforme descrito nas bem-aventuranças, é discipulado cristão verdadeiro, visível em atos e palavras.

Para ter eficácia, o cristão precisa conservar a sua semelhança com CRISTO, assim como o sal de ver preservar a sua salinidade. Se os cristãos foram assimilados pelos não cristãos, deixando-se contaminar pelas impurezas do mundo, perderão a sua capacidade de influenciar. A influência dos cristãos na sociedade e sobre a sociedade depende da sua diferença e não daidentidade.

O Dr. Lloyd-Jones enfatizou: “A glória do Evangelho é que, quando a Igreja é absolutamente diferente do mundo, ela invariavelmente o atrai. É então que o mundo se sente inclinado a ouvir a sua mensagem, embora talvez no princípio a odeie”. Caso contrário, se nós os cristãos, formos indistinguíveis dos não cristãos, seremos inúteis. Teremos de ser igualmente jogados fora, como o sal sem salinidade, “lançado fora” e “pisado pelos homens”. “Mas que decadência!”, comenta A. B. Bruce, “De salvadores da sociedade a material de pavimentação de estradas!”

III – O CRISTÃO COMO LUZ DO MUNDO

– Todos os cristãos são luz no Senhor: “Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5.8), e devem resplandecer como astros no mundo: “para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo” (Fp 2.15). Diferente do sal, que não é visto em ação, a luz só tem valor quando é percebida. A ausência da luz permite que a escuridão prevaleça. Mas, quando a luz chega, as trevas desaparecem (Mt 4.13-16; Jo 1.5). Ela tanto brilha sobre um criminoso como sobre uma criança inocente. Ela tanto brilha sobre um lamaçal, como sobre uma imaculada flor. Assim deve ser o crente no desempenho de sua missão de luz no mundo, espargindo a luz do Evangelho de Cristo: “nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa” (Mt 5.15), sobre todos os povos, raças, culturas e indivíduos, independente de idade, sexo, cor, religião, profissão e posição (Mt 28.18-20).

– Se a luz estiver apagada ou escondida, nenhum benefício trará ao ambiente: “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte” (Mt 5.14). A luz que iluminava as casas nos tempos de Jesus era de lamparina, alimentada através de um pavio mergulhado em azeite. O tipo de material da lâmpada variava, mas o combustível era um só: o azeite (Mt 25.4). O mesmo ocorre ao verdadeiro cristão. Ele depende sempre do óleo do Espírito Santo para difundir a luz de Cristo e a luz do Evangelho (Ec 9.8; 1Jo 2.20,27).

– A luz do mundo (VS. 14-16)

JESUS apresentou a sua segunda metáfora com uma afirmação semelhante: vós sois a luz do mundo. É verdade, mais tarde ele diria: “Eu sou a luz do mundo.” Mas, por derivação, nós também o somos, pois brilhamos com a luz de CRISTO no mundo, como estrelas no céu à noite. Às vezes, fico imaginando como seria esplendido se os não cristãos, curiosos por descobrir o segredo e a fonte de nossa luz, viessem a nós e nos indagassem sobre isso.

JESUS esclarece que essa luz são as nossas “boas obras”. Que os homens vejam as vossas boas obras, disse, e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus, pois é através dessas boas obras que a nossa luz tem de brilhar. Parece que “boas obras” é uma expressão generalizada, que abrange tudo o que o cristão diz e faz porque é cristão, toda e qualquer manifestação externa e visível de sua fé cristã. Considerando que a luz é um símbolo bíblico comum da verdade, a luz do cristão deve certamente incluir o seu testemunho verbal.

Assim, a profecia do Velho Testamento de que o Servo de DEUS seria uma “luz para os gentios”, cumpriu-se não só no próprio CRISTO, a luz do mundo, mas também nos cristãos que dão testemunho de CRISTO. A evangelização deve ser considerada como uma das “boas obras” pelas quais a nossa luz brilha e o nosso Pai é glorificado.

Lutero tinha razão quando enfatizava isto, mas errou (na minha opinião) ao fazer disto referência exclusiva: “Mateus não tem em mente as obras comuns que as pessoas deveriam fazer umas pelas outras por causa do amor…Antes, ele estava pensando principalmente na obra que distingue o cristão quando mostra como fortalecê-la e preservá-la; é assim que testemunhamos de que realmente somos cristãos”.

Ele prossegue em seu comentário traçando um contraste entre as primeiras e as últimas tábuas do decálogo, isto é, os dez mandamentos que expressam o nosso dever para com DEUS e o nosso próximo. “As obras que agora comentamos tratam dos três primeiros grandes mandamentos, que se referem à honra, ao nome e à Palavra de DEUS.” É bom lembrar-se de que crer, confessar e ensinar a verdade também fazem parte das “boas obra” que evidenciam a nossa regeneração pelo ESPÍRITO Santos. Contudo, não

devemos nos limitar a isto. “Boas obras” são obras também do amor, além da fé. Elas expressam não só a nossa lealdade a DEUS, mas também o nosso interesse pelos nossos semelhantes. Na verdade, o significado primário de “obras” tem de ser atos práticos e visíveis gerados pela compaixão. Quando os homens veem tais obras, disse JESUS, glorificam a DEUS, pois elas encarnam as boas novas do seu amor que nós proclamamos. Sem elas, o nosso evangelho perde a sua credibilidade; e DEUS, a sua honra.

Assim como acontece com o sal, também a afirmação referente à luz foi seguida de uma condição: Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens. Se o sal pode perder sua salinidade, a luz em nós pode transformar-se em trevas. Mas nós temos de permitir que a luz de CRISTO de nós brilhe para fora, a fim de que as pessoas a vejam. Não devemos ser como uma cidade ou vila aninhada em um vale, cujas luzes ficam ocultas, mas sim como uma cidade edificada sobre um monte, que não se pode esconder e cujas luzes são claramente visíveis a quilômetros de distância. E mais, devemos ser como uma lâmpada acesa, como João Batista, “que ardia e alumiava”, colocada no velador, numa posição de destaque na cassa a fim de iluminar a todos que se encontram em casa, e não ficando “debaixo da gamela” ou “debaixo do balde”, onde não produz bem algum.

Isto é, na qualidade de discípulos de JESUS, não devemos esconder a verdade que conhecemos ou a verdade do que somos. Não devemos fingir que somos diferentes, mas devemos desejar que o nosso Cristianismo seja visível a todos.

“Refugiar-se no invisível é uma negação do chamado. Uma comunidade de JESUS que procura esconder-se deixou de segui-lo”. Antes, nós devemos ser cristãos autênticos, vivendo abertamente a vida descrita nas bem aventuranças, sem nos envergonhar de CRISTO. Então as pessoas verão, e verão as nossas boas obras e, assim glorificarão a DEUS, pois reconhecerão inevitavelmente que é pela graça de DEUS que somos assim, que a nossa luz é a luz dele, e que as nossas obras são obras dele feitas em nós e através de nós. Desse modo, louvarão a luz, e não a lâmpada que a transmite, glorificarão a nosso Pai que está nos céus, e não aos filhos que ele gerou e que têm traços da sua família. Até mesmo aquele que nos injuriam não poderão deixar de glorificar a DEUS por causa da própria justiça pela qual eles nos perseguem(VS. 10-12).

CONCLUSÃO: Não há dúvida que Jesus está enfatizando que deve haver uma diferença fundamental entre o crente e o não crente, entre a igreja e o mundo. Diz Stott: “Este tema é básico no Sermão do Monte. O Sermão foi elaborado na pressuposição de que os cristãos são por natureza diferentes, e convoca-nos a sermos diferentes na prática. Provavelmente, a maior de todas as tragédias da igreja ao longo de sua história … tem sido a sua constância de conformar-se à cultura prevalecente, em lugar de desenvolver uma contracultura cristã”.

Assim aprendemos que fomos colocados no mundo com este papel duplo: como sal, para interromper, ou pelo menos retardar este processo da corrupção moral e espiritual, e como luz, para desfazer as trevas.

John Stott resume a função do crente da seguinte maneira: “Jesus chama os Seus discípulos para exercerem uma influência dupla na comunidade secular: uma influência negativa, de impedir a sua deterioração, e uma influência positiva, de produzir a luz nas trevas. Pois impedir a propagação do mal, é uma coisa; e promover a propagação da verdade, da beleza e da bondade é outra”. Amém

 

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