Portal | ADSMC

Notícias da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em São Miguel dos Campos/AL.

Atendimento

terça, quinta e sexta das
08h às 13h.
(82) 3271 2498
adsmc@uol.com.br

→ Escola Bíblia Dominical

Lição 4- A ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE

Comentário da lição pra o fim de semana com o Pr. Jairo Teixeira Rodrigues

Por DECOM ADSMC

Publicado em 25 abr 2020

Texto: Efésios 1:15-23

Introdução: Iluminação é um conceito teologógico presente em todas as religiões relacionado à revelação espiritual, ao entendimento profundo da mente divina e do significado e propósito de todas as coisas, à comunicação direta com a divindade, ou ainda a um estado alterado da consciência onde tudo é percebido como uma unidade.”

Na Carta, o apóstolo ora para que os crentes, “tendo os olhos iluminados do vosso entendimento”, conheça a dimensão da sua vocação, as riquezas da herança divina e grandeza do poder de Deus. Só pode compreender esse mistério espiritual quem tem a mente voltada para o céu. Nesse sentido, você tem o objetivo central de esclarecer a dimensão da nossa chamada para a salvação, destacando a vocação e as riquezas na herança divina que temos direito em Cristo; salientando a grandiosidade do poder divino que opera em favor dos crentes; expressando a exaltação em Cristo como resultado do poder grandioso de Deus. Essa é a iluminação que o apóstolo pede em sua oração para que os crentes compreendam acerca de quem eles são e a quem eles pertencem.

I – A ESPERANÇA DA VOCAÇÃO E AS RIQUEZAS DA GLÓRIA:

A herança de preciosas riquezas espirituais conferidas aos eleitos faz parte da vocação do crente. Nesse sentido, o primeiro tópico versa acerca da esperança da vocação e as riquezas da glória, mostrando que os santos devem louvar a Deus pela eleição e por conhecer tamanha esperança do chamado e as riquezas que fazem parte de nossa herança.

1. A ação de graças e intercessão

. O apóstolo dá ação de graças

. Pela vida dos eleitos (Ef 1.16)

. Pelas bênçãos recebidas (Ef 1.3-14)

. Paulo intercede pelos seus leitores (Ef 1.17)

. Paulo diz que somos ensinados por Deus (1 Co 2.14,15)

. Que cada crente aprenda sobre a herança e a grandeza de Deus (Ef 1.18,19)

. A esperança da vocação

. É o Espírito Santo que ilumina o crente acerca da esperança (Ef 1.18)

. A esperança da nossa vocação divide-se em três aspectos

. Deus chamou pessoas no passado (2 Tm 1.9)

. A chamada abrange serviço e santificação no presente (Fp 3.14)

. A participação gloriosa no futuro (Ef 5.27)

3. As riquezas da glória da sua herança (Ef 1.18)

.’Sua herança’: enfatiza o que Deus deu aos eleitos (Cl 1.12)

. ‘Riquezas’: fala das bênçãos que acompanham a salvação (Cl 1.27; 1 Pe 1.4,5)

. Os salvos tomarão posse das riquezas futura, também (Mt 25.34)

II – A SOBRE-EXCELENTE GRANDEZA E FORÇA DO PODER DIVINO

-Essa esperança e esse chamado são consequências da sobre-excelente grandeza e força do poder de Deus, isso marca o segundo tópico da lição em que fica exposto que o poder de Deus é extraordinário e supera todo e qualquer outro poder. Ele opera no interesse de salvar a humanidade caída, ou seja, Deus em seu incomensurável amor atua para salvar a humanidade.

1. A sobre-excelente grandeza do seu poder.

1.1. Paulo orou para que os crentes conhecessem o poder de Deus (Ef 1.19)

. ‘sobre-excelente’: (Gr: uperballõ) = Extraordinário (2Co 4.7)

. ‘Grandeza’: (Gr: megethos)= enaltecer a magnitude do poder de Deus que a tudo sobrepuja (Mt 26.64).

. ‘Poder’: (Gr: dunamis) = feitos miraculosos que requerem força “fora de medida” (At 8.13).

1.2. Apenas o poder de Deus pode salvar e mudar o homem (2 Pe 1.4)

1.3. Somente esse poder de Deus pode concretizar as bênçãos inclusas na “esperança da vocação” e nas “riquezas da herança” (Ef 1.18)

2. A força do poder divino

2.1. “segundo a operação da força do seu poder” (Ef 1.19) (Esse é o poder potencial de Deus)

. “operação”, que é a tradução de ‘energeia’, e também significa “eficácia”, sinalizando a ideia de “poder em atividade” (Cl 1.29).

. A expressão “força” vem do termo ‘kratos’, que traz a ideia de “intensidade”

. ‘ischus’, que indica o “poder inerente” de Deus (Jo 1.12; 2 Pe 2.11)

2.2. O poder potencial de Deus que, inerente à sua natureza divina, opera em favor dos que creem.

. Paulo apresenta três exemplos irrefutáveis da força desse poder:

(1) A ressurreição de Cristo

(2) Sua ascensão à direita de Deus nos céus (Ef 1.20)

(3) Sua elevação acima de todo o domínio (Ef 1.21,22).

III- CRISTO: NOSSO EXEMPLO DE EXALTAÇÃO

-O exemplo prático dessa sobre-excelente grandeza do poder de Deus é aplicado no terceiro tópico. Como o poder de Deus ressuscitou a Cristo e o elevou à sua direita, tanto a ressurreição quanto o assentar-se nos céus está disponível aos crentes, e de semelhante modo à glorificação por meio do grande poder de Deus.

1-A ressurreição de Cristo (Ef 1.20-a). Paulo enfatiza que a primeira grande evidência do poder de Deus manifestou-se em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos. O NT descreve a ressurreição de Cristo como obra do poder de Deus (At 2.32; 3.26; 4.24; 17.31). O túmulo vazio testemunhado pelas mulheres (Mt 28.6,11), presenciado pelos soldados da guarda do sepulcro (Mt 28.11) e constatado por Pedro e João (Jo 20.3-8), bem como o aparecimento a Saulo de Tarso, e a Tiago, e ainda a mais de 500 pessoas (1Co 15.5-8) eram provas irrefutáveis do poder de Deus. A ressurreição de Jesus, portanto, é a garantia de que igualmente seremos ressuscitados (1 Ts 4.14). De sorte que o mesmo poder que ressuscitou a Cristo está disponível também aos salvos (Ef 2.6) (BAPTISTA, 2020, p. 62).

2- A ascensão de Cristo à direita de Deus (Ef 1.20-b). Após chamar Cristo da sepultura, Deus elevou-o para o trono “pondo-o à sua direita nos céus”. O grau de exaltação para essa posição de honra e autoridade indica a completa vitória de Cristo sobre o pecado e as forças do mal (Fp 2.9-11; Cl 2.15). Assim, a entronização de Cristo ao lugar de maior honra sinaliza todo o seu poderio e faz lembrar as suas palavras após a ressurreição: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt 28.18 ver Sl 110.2; Hb 2.8,9). A vitória de Cristo sobre a morte e as trevas também está assegurada aos salvos (1 Co 15.55-57). Assim, a ressurreição, a ascensão e o reinado de Cristo são obras do poder do Pai que estão disponíveis à sua Igreja (BAPTISTA, 2020, p. 63).

3- A elevação de Cristo acima de todo o domínio (Ef 1.21-a). Nesse ponto, Paulo sanciona que o poder de Deus exaltou Cristo “acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio”. Isso significa que Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal e de todo título que se possa conferir nessa era e também no porvir. Não existe poder algum que seja maior e nem mesmo igual ao poder de Cristo (1 Co 15.27,28; Ef 1.22). O resultado efetivo da exaltação do Messias traz duplo benefício para a Igreja: primeiro, que Deus fez Cristo cabeça tanto do Universo como da Igreja (Ef 1.22). E, segundo, que Deus designou a Igreja para ser a expressão plena de Cristo (Ef 1.23) (BAPTISTA, 2020, p. 64).

CONCLUSÃO: Ao concluir essa lição você deve ter como meta conscientizar os alunos quanto às riquezas da glória de Deus. O privilégio de desfrutar do seu perdão, de ser adotados como filhos e participar das bênçãos espirituais. Faça um apelo aos alunos para que suas mentes sejam elevadas aos céus, ou seja, às coisas espirituais. Que eles reflitam seriamente sobre a necessidade de fortalecer o nosso “homem interior” pelo poder do Espírito, do qual o apóstolo ora em sua epístola (Ef 3.16), de modo que tudo em nós resplandeça a glória de Cristo.


Comente a matéria

*Seu e-mail não será publicado.

*
*

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
YouTube
YouTube
Instagram