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LIÇÃO 4 – ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL

Comentário Pr. Jairo Teixeira Rodrigues

Publicado em 24 jul 2021

1 Reis : 18:22-24,26,29,30,38,

INTRODUÇÃO

– Na sequência do estudo dos livros dos Reis, veremos o grande desafio lançado pelo profeta Elias e que levou o povo de Israel a reconhecer que só o Senhor era Deus.

-Devidamente aprovado na escola de Deus, o profeta Elias mostra ao povo de Israel que só o Senhor é Deus.

– Elias somente pôde ser o instrumento de Deus para a demonstração de quem tinha a verdadeira deidade, depois de ter ele próprio experimentado esta soberania divina.

  • Com Elias aprendemos a enfrentar o pecado.
  • Que Deus responde nossas orações.
  • Que o vaso é de barro, é frágil, mais Deus usa mesmo assim, Quando nos colocamos em suas mãos.

I – O DESAFIO DO MONTE CARMELO

– Na sequência do estudo dos livros dos Reis, hoje abordaremos o famoso Desafio entre Elias e os profetas de Baal e de Asera.

– O fato é que, após ter tido a experiência de ser sustentado por uma viúva paupérrima, a fim de que aprendesse que Deus era não só o Deus de Israel mas de todas as nações, bem como Aquele que provê não só Seus profetas, mas todos os seres humanos, bem como de ter tido a experiência de que Deus é o dono da vida, a ponto de ressuscitar o filho daquela mesma viúva, Elias teve todas as experiências necessárias para que, então, tendo sido devidamente provado e aprovado, retornasse para publicamente se mostrar não só ao rei Acabe mas a todo o Israel.

– Estas experiências de Elias são uma cabal demonstração que, para sermos aprovados por Deus, para sermos como Apeles, ou seja, “aprovado em Cristo” (Rm.16:10), temos, antes de mais nada, de ser “provados”, pois não há aprovação sem prévia provação(1Co 10:13).

– O fato é que, três anos e seis meses depois que havia proferido a palavra profética anunciadora da longa seca, o profeta Elias recebe a ordem de Deus para que se mostrasse a Acabe, porque era chegado o tempo de dar chuva sobre a terra (I Rs.18:1).

– O texto bíblico mostra-nos, com absoluta clareza, que não há coisa alguma de triunfalismo na expressão do profeta quando disse que não cairia chuva sobre Israel segundo “a sua palavra”. Ao contrário do que dizem muitos falsos pregadores de nossos dias, a expressão “segundo a minha palavra” de que fala o profeta em I Rs.17:1 não contém qualquer “determinismo” ou “força própria” do profeta, mas a vontade de Deus tão somente, pois vemos aqui, em I Rs.18:1, que o próprio Deus diz que Ele é quem daria chuva sobre a terra, prova de que não se dependia da vontade do profeta para que chovesse, ou não, mas, sim, da vontade do Senhor.

  • Elias Lanca  o desafio: “até quando coxeareis entre  dois pensamentos? Coxear é diferente de pensar.
  • Pensar para decidir ou escolher algo é como pôr as coisas numa balança para se avaliar o peso de cada uma.
  • Coxear significa mancar como um coxo, capengar, claudicar, pender de um lado para o outro.
  • É um problema não saber quem adorar.
  • Assim como Elias confrontou a idolatria devemos confrontar o pecado.

II – A ORAÇÃO DE ELIAS

-Chegando o meio-dia, o profeta Elias, vendo aquela cena ridícula, começou a zombar dos profetas. Esta atitude do profeta, por vezes, é mal compreendida, sendo interpretado por muitos como sendo uma “licença para o servo de Deus zombar”.

– Esta zombaria de Elias tinha uma finalidade: a de mostrar para o povo que Baal não era deus. Tanto é assim que passou a dizer aos profetas que clamassem mais alto, pois podia ser que Baal, por ser um deus, estivesse falando com alguém ou ocupado em algum afazer ou, ainda, teria viajado ou estivesse dormindo e, por isso, não os estava escutando (I Rs.18:27).

– Elias, com isso, mostrava claramente ao povo que Baal não poderia ser um deus, pois Deus é um só, um Deus onipresente, onipotente e onisciente, que não precisava ser chamado à atenção por um clamor mais alto, nem tampouco poderia Se deslocar para longe, nem ainda tinha condições de dormir. A zombaria de Elias era didática, não era uma gratuita demonstração de desrespeito, mas uma verdadeira pregação ao povo, que era a quem Elias queria atingir, a respeito dos atributos divinos e da impossibilidade de haver mais de um deus.

– Os profetas de Baal, confirmando aquilo que o profeta havia mostrado, ou seja, que sua crença politeísta era ridícula e não tinha o menor fundamento, acataram o desafio do profeta e passaram a gritar mais alto e, além disso, a se retalharem com facas e lancetas, conforme o seu costume, derramando sangue sobre si para chamarem a atenção de Baal (I Rs.18:28).

– Temos, aqui, uma linda lição de que como devemos desempenhar a apologia ou apologética, ou seja, a defesa da nossa fé em Deus diante dos falsos credos. Devemos demonstrar a fraqueza e inconsequência dos próprios argumentos trazidos por estas doutrinas, revelando, na própria lógica apresentada, porque elas são inverdades, porque não devem ser seguidas. Elias, sabedor das crendices do culto a Baal, fez com que os profetas caíssem ainda mais no ridículo, a partir de suas próprias crendices e costumes, desmascarando, deste modo, a falsidade daquele culto.

– A cena trazida pelos profetas de Baal era ainda mais repugnante aos israelitas: o retalhar-se e o derramamento de sangue humano representavam muito bem quão contrário ao que estatuíam os mandamentos do Senhor era aquele culto, um culto que usava sangue humano, a demonstrar, ainda, o menosprezo que se tinha com relação à pessoa humana.

– Tal conduta não é diferente em nossos dias, onde todos os falsos credos, os falsos conceitos religiosos e as falsas filosofias menosprezam, por completo, a pessoa humana, subtraindo-lhe toda a dignidade. Porventura, é simples coincidência que os regimes comunistas no século XX tenham matado milhões e milhões de pessoas? É simples coincidência que o “espírito do anticristo” tenha aviltado, em nossos dias, o ser humano como nos mostram a mercantilização do homem, o aumento terrível do tráfico de pessoas, da banalização da violência, sem falar na promiscuidade e no horror da destruição proporcionada pelas drogas? O projeto de pai casar com filha, irmão com irmão, e casar quantas vezes quiser.

  • Será que não temos percebido isso e ainda vacilamos em servir a Deus?
  • Precisamos fazer orações confiantes, confiando na misericórdia de Deus.
  • Deus ainda responde orações.(Tiago 5:17,18).

III – ELIAS EM HOREBE

  • Elias comete atitudes que minam o ânimo do crente.
  • Quando olhamos para a história de Elias, observamos que ele foi um grande profeta, muito usado por Deus, porém, por alguns descuidos, passou por momentos difíceis de desânimo e falta de desejo de viver, o que fez com que ficasse totalmente apático diante do que Deus queria realizar através de sua vida!
  • Elias havia obtido grandes vitórias, estava no auge de sua vida espiritual, porém agora o encontramos numa caverna (1 Reis 19:9).
  • Sim, o mesmo profeta que enfrentou os 450 profetas de Baal teve seu ânimo ferido poderosamente pela ameaça de uma mulher pagã! Será que isso (desespero, desânimo) que ocorreu com Elias pode ocorrer conosco? É certo que sim!
  • Então, é sábio aprendermos com o profeta as três coisas que devemos cuidar para que nosso ânimo não seja destruído!

1) Existem situações difíceis e desconfortáveis.

Uma situação difícil tem dois poderes sobre nós. O primeiro é o de nos fortalecer. Muitos conseguem enfrentar as tribulações da vida de tal forma que tiram delas um fortalecimento adicional para enfrentar novos desafios. Paulo disse: “Quando sou fraco, então, é que sou forte” (2 Coríntios 12:10). Isso é o ideal.

Elias tirou essa força das primeiras situações difíceis que venceu. Mas nem sempre é algo fácil! Após ser ameaçado de morte por Jezabel, ele permitiu que o segundo poder das situações difíceis o afetasse, que é a destruição do ânimo.

O ânimo de Elias foi minado. Sua fé enfrentou grande provação naquele momento. Seu coração, por um momento, foi contaminado pelo desespero. Precisamos aprender a não permitir que esse segundo poder das situações difíceis e desconfortáveis domine sobre nós!

2) Cuidado com o isolamento de Deus e das pessoas

Elias foi questionado por Deus. Veja: “Ali, entrou numa caverna, onde passou a noite; e eis que lhe veio a palavra do Senhor e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?” (1 Reis 19:9). É claro que Deus sabia exatamente o que Elias fazia ali, como estava usando o isolamento para fugir das tribulações, achando que aquilo seria uma solução.

A pergunta de Deus tem mais o objetivo de provocar o próprio Elias a uma reflexão profunda: era para você estar aqui, Elias? Note que Deus pergunta isso duas vezes a ele (também em 1 Reis 19:13). Você tomou a decisão certa em buscar o isolamento? Era isso o que Deus queria que ele pensasse!

O isolamento nos torna mais frágeis do que já somos! Precisamos estar ligados com Deus em primeiro lugar. Depois, com irmãos engajados na mesma missão! Note que Deus explicou a Elias, em 1 Reis 19:18, que havia em Israel 7 mil pessoas que não se dobraram a Baal. Ele não estava sozinho como pensava!

O diálogo de Deus com Elias na caverna o fez enxergar que o isolamento não contribuiu em nada com sua vida. Precisava sair dali! A vida do servo de Deus é em “corpo”, é em comunidade e não em isolamento.

3) Nunca Deixar de ouvir e principalmente obedecer a Deus

Apesar de alguns erros que Elias cometeu, como mencionamos nos dois primeiros tópicos, existiu algo que não foi uma falha e que foi fundamental para a recuperação de seu ânimo: aquele homem continuou ouvindo Deus!

Deixar de ouvir Deus é o completo sepultamento de nosso ânimo, de nossa força de vida! O Senhor falou para Elias: “Vai, volta ao teu caminho para o deserto de Damasco e, em chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria” (1 Reis 19:15).

Por alguns momentos, Elias deixou-se levar pelas situações difíceis, escondeu-se em uma caverna, porém, após ouvir a voz de Deus, que o fez refletir sobre tudo aquilo, ordenando que ele saísse dali e voltasse para a missão, obedeceu! 1 Reis 19:19 diz “partiu, pois, Elias…”.

CONCLUSÃO: Em nossos dias, também devemos nos preocupar em retirar o mal do meio do povo de Deus, em “matar os profetas de Baal e de Asera”, ou seja, separarmos o povo de Deus do convívio, da influência destes agentes do mal que rondam e enganam os incautos e indoutos, o que, num mundo globalizado como o nosso, só é possível mediante o ensino contínuo da Palavra de Deus e um estímulo e incentivo a uma comunhão cada vez mais intensa com o Senhor mediante a busca das bênçãos espirituais e de uma vida de constante vigilância e oração.

– Lamentavelmente, o que temos visto é que muitos hoje só estão interessados em “impactar” o povo. Só estão interessados em emocionar, em causar espanto e admiração no meio do povo, mas não têm tido a menor preocupação de “matar os profetas de Baal e de Asera”. Isto é, tirar a idolatria do meio do povo. Parecem-se com aqueles que, tendo debelado a doença, não estão preocupados em erradicar as condições adversas que geraram a enfermidade, que, assim, poderá voltar e com maior intensidade. Oremos para que o ensino bíblico seja cada vez mais valorizado e só assim as doenças espirituais serão banidas do meio do povo de Deus. Amém


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