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Lição 5 – Como Ler as Escrituras

Comentário Pr. Jairo Teixeira Rodrigues.

Publicado em 28 jan 2022

Introdução

 “E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês?” (At 8.30)

As técnicas de interpretação auxiliam na compreensão da Bíblia, mas não são infalíveis; por isso, não podem ser colocadas acima da autoridade da Palavra de DEUS. A importância da lição de hoje, e´mostrar que a Bíblia não e´ importante apenas ser lida, mas interpretada corretamente. Uma má interpretação gera erros e enganos. Existem várias formas de interpretação como a literal, exegética, hermenêutica e a doutrinária. Precisamos ainda expor que para os nossos dias precisamos fazer a contextualização do texto, só assim nossos ouvintes compreenderão a mensagem.

I – A IMPORTANCIA DA INTERPRETAÇÃO    

 A importância da exegese. O termo “exegese” vem do grego ex, traduzido como “fora”, e agein com o sentido de “guiar”. Literalmente significa “guiar para fora”, isto é, extrair a intenção das palavras de um texto. Assim, o alvo da exegese é deixar que as Escrituras digam o que o ESPÍRITO SANTO pretendia no seu contexto original. Dessa forma, para não fazer o texto significar aquilo que DEUS não pretendeu, é necessário um minucioso exame das Escrituras (2 Tm 2.15). Por exemplo, o estudo das línguas bíblicas, dos fatos da história, da cultura e dos recursos literários usados no texto sagrado cooperam na compreensão do real significado das palavras inspiradas (Ef 3.10-18).

2. As limitações dos leitores.

Nesse aspecto é preciso reconhecer que toda a vez que lemos a Bíblia, estamos interpretando. Isso porque todos os leitores são também intérpretes (Dn 9.2). O problema dessa constatação reside nas ideias que trazemos conosco antes mesmo de começarmos a leitura da Bíblia (Ef 4.22). Por conseguinte, nem sempre o “entendimento” daquilo que

lemos reproduz a verdadeira “intenção” do ESPÍRITO SANTO (2 Pe 3.16). Em virtude de nossa inclinação pecaminosa que nos induz ao erro (Rm 8.7), precisamos usar métodos sadios que nos auxiliem na interpretação das Escrituras (Rm 12.2). Essa é uma nobre tarefa atribuída a todo salvo em CRISTO JESUS (1 Tm 4.13; Ap 1.3).

[…] Ratificamos que a necessidade de a Bíblia ser interpretada acha-se na natureza da própria Palavra de DEUS.”

3. A natureza das Escrituras.

Nesse ponto, ratificamos que a necessidade de a Bíblia ser interpretada acha-se na natureza da própria Palavra de DEUS. Como já estudado, o texto bíblico foi escrito majoritariamente em duas línguas distintas (hebraico e grego), no período aproximado de 1600 anos, por cerca de 40 autores que viveram em épocas e culturas diferentes.

Portanto, os textos canônicos possuem particularidades que não podem ser ignoradas. Dentre tantas, podemos citar as narrativas, as poesias, as crônicas, as profecias e as parábolas que precisam ser interpretadas, sob a orientação do ESPÍRITO SANTO, observando as regras gramaticais e o contexto histórico e literário de quando foram redigidas (Mt 5.18).

Na história da conversão de um eunuco etíope à fé cristã; Temos razão para pensar que ele levou ao seu país o conhecimento de JESUS CRISTO, cumprindo-se as Escrituras: A Etiópia (uma das primeiras das nações) cedo estenderá para DEUS as suas mãos (Sl 68.31).

O anjo do Senhor (v. 26) ordenou que o evangelista Filipe se dirigisse a certa estrada onde encontraria um homem etíope. Quando a igreja em Samaria estava plantada e os crentes  tinham recebido o batismo com o ESPÍRITO SANTO, os apóstolos voltaram para Jerusalém. Mas Filipe permaneceu esperando ser usado em novos desbravamentos.

A obediência de Filipe em seguir estas orientações: Ele levantou-se e foi (v. 27), sem contestar, ou nem mesmo perguntar: “Mas o que é que eu vou fazer lá?”, ou: “Qual é a chance de eu me dar bem lá?” Ele saiu, sem saber para onde ia (Hb 11.8) ou quem iria encontrar.

A história do eunuco (v. 27), quem ele era, o que fazia, a quem foi dado este favor distintivo.

1. Ele era estrangeiro, um homem etíope (v. 27). Havia duas Etiópias, uma na Arábia, que se situava a leste de Canaã, e outra na África, que ficava ao sul do Egito. Ao que parece, a menção é a esta última, mesmo que ficasse muito longe de Jerusalém, pois em CRISTO JESUS, vós, que antes estáveis longe, […] chegastes perto (Ef 2.13), de acordo com a promessa, para que todos os confins da terra vejam a salvação do nosso DEUS (Is 52.10). Os etíopes eram reputados as pessoas mais pobres e desprezíveis entre as nações, negros africanos, como se a natureza os tivesse estigmatizado. Mesmo assim, o evangelho foi-lhes enviado, e a graça divina os olhou com respeito, embora fossem negros e o sol os estimasse.

2. Ele era uma pessoa excelente, homem de destaque em seu país, eunuco, não no corpo, mas no cargo de tesoureiro ou mordomo da casa. Ele era, quer pela dignidade do cargo ou pelo seu caráter pessoal, o mordomo-mor e alto oficial de Candace, rainha dos etíopes (um ministro das finanças). Esta rainha era provavelmente sucessora da rainha de Sabá, que é chamada a Rainha do Sul (Mt 12.42). Esse país era governado por rainhas, e Candace era título comum das rainhas, como Faraó era para os reis do Egito. Dogde na Espanha. Csar na Rússia. Ele era superintendente de todos os […] tesouros da rainha, fato que demonstra a grande confiança que ela depositava nele. Não são muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados (1 Co 1.26), mas alguns são.

3. Ele era prosélito da religião judaica, porque tinha ido a Jerusalém para adoração (v. 27). Alguns estudiosos defendem que ele era prosélito de justiça, circuncidado e que guardava as festas. Outros entendem que era apenas prosélito de portão, um gentio, mas que renunciara à idolatria e cultuava o DEUS de Israel ocasionalmente no Pátio dos Gentios. Alguns afirmam que havia reminiscências do conhecimento do verdadeiro DEUS nesse país desde a época da rainha de Sabá. E o antepassado deste eunuco era um dos servos dela que transmitiu à posteridade o que ele aprendera em Jerusalém. Creio que no dia do derramamento do ESPÍRITOSANTO, no pentecostes havia prosélitos de todas as nações, e uma delas era a Etiópia.

Filipe e o eunuco são reunidos em uma conversa reservada. Agora Filipe saberá por que ele foi enviado a um deserto. Ele encontra um carro que servirá de sinagoga e um homem, cuja conversão, ao que se saiba, desencadeará a conversão de uma nação inteira.

Filipe encontra o eunuco lendo a Bíblia, assentado no seu carro (v. 28). Correndo  Filipe, ouviu que [o eunuco] lia (v. 30). Ele lia em voz alta para que os que estavam com ele se beneficiassem com a leitura (v. 30). Desta forma, ele aliviava o tédio da viagem e remia o tempo lendo. Lia não filosofia, história, política, muito menos um romance ou uma peça teatral, mas as Escrituras Sagradas. Tratava-se do Livro de Isaías, o livro que JESUS leu (Lc 4.17) e que o eunuco lia, fatos que nos servem de indicação para nossa própria leitura particular. Talvez o eunuco estivesse relendo as porções das Escrituras que ele ouvira ser lidas e expostas em Jerusalém, para que não se esquecesse do que tinha ouvido. Note que:

(1) É o dever de cada um de nós dialogar bastante com as Santas Escrituras.

(2) As pessoas que ocupam posição de destaque devem abundar mais que os outros nos exercícios devocionais, porque o seu exemplo influenciará muitas pessoas e eles têm mais tempo à disposição.

(3) É sábio que homens de negócio redimam o tempo para se dedicarem a deveres santos. O tempo é precioso, e a melhor economia no mundo é organizar os fragmentos de tempo, para que nada se perca, e preencher cada minuto com algo que tenha boa importância.

(4) Quando estivermos voltando do culto público, devemos usar meios em particular para manter os bons sentimentos estimulados e conservar as boas impressões feitas (1 Cr29.18).

(5) Os que são diligentes em pesquisar as Escrituras estão no caminho certo para melhorar em conhecimento, porque àquele que tem se dará (Mt 13.12).

II – A DIFICULDADE DE INTERPRETAÇÃO:                                                                                                .

Filipe faz uma pergunta justa: Entendes tu o que lês? (v. 30). Não para repreender, mas com a intenção de lhe servir. Note que o que lemos e ouvimos da palavra de DEUS é para que entendamos, sobretudo o que lemos e ouvimos em relação a JESUS. Devemos nos perguntar se entendemos ou não o que lemos: Entendestes todas estas coisas?           (Mt 13.51). Entendestes todas estas coisas corretamente? Não podemos nos beneficiar com as Escrituras a menos que as entendamos em certa medida (1 Co 14.16,17). E, abençoadas por DEUS, o que é necessário para a salvação é ouvir aPlavra de DEUS e crêr (Ef 1.13).

. O eunuco, sentindo necessidade de ajuda, deseja a companhia de Filipe: “Como poderei entender, diz ele, se alguém me não ensinar? (v. 31). Sobe e senta-te comigo”.

(1) O eunuco fala como alguém que tivesse opinião desfavorável sobre si mesmo e duvidasse da própria capacidade e conhecimento. Ele estava muito longe de considerar afronta alguém lhe perguntar se ele entendia o que lia, embora Filipe fosse um estranho, estivesse a pé e, provavelmente, parecesse pobre e humilde (por muito menos outra  pessoa teria dito que ele era impertinente, que cuidasse da própria vida e que ele não era ninguém para dizer isso). Ele trata a pergunta com amabilidade e dá uma resposta bastante humilde: Como poderei…? Temos motivo para pensar que ele era inteligente e bastante familiarizado com o significado das Escrituras, como a maioria, mas, mesmo assim, confessa humildemente sua deficiência. Note que para aprender tem de haver alguém que queira aprender e alguém que queira ensinar. O profeta tem de, primeiramente, reconhecer que não sabe o que é isto para que, então, o anjo lhe diga (Zc 4.13).

(2) O eunuco fala como alguém que possui muito desejo de aprender, de ter alguém que o oriente. Note que ele lia as Escrituras, embora houvesse muitas coisas nelas que ele não entendesse. Mesmo que haja na Bíblia muitos pontos difíceis de entender (2 Pe 3.16) e muitos outros sejam interpretados erroneamente, não devemos desistir. Temos de estudar os pontos difíceis por causa dos pontos fáceis, pois este é o modo mais provável de, pouco a pouco, virmos a entender os pontos difíceis: o conhecimento e a graça aumentam gradualmente.

O trecho das Escrituras que o eunuco recitou e algumas indicações do discurso de Filipe a esse respeito. Os pregadores do evangelho tinham um pretexto muito bom para prender os que estavam familiarizados com as Escrituras do Antigo Testamento e as recebiam, sobretudo, quando se achavam empenhados em estudá-las, como este eunuco.

Filipe faz uma pergunta justa: Entendes tu o que lês? (v. 30). Não para repreender, mas com a intenção de lhe servir. Note que o que lemos e ouvimos da palavra de DEUS é para que entendamos, sobretudo o que lemos e ouvimos em relação a JESUS. Devemos nos perguntar se entendemos ou não o que lemos: Entendestes todas estas coisas? (Mt 13.51). Entendestes todas estas coisas corretamente? Não podemos nos beneficiar com as Escrituras a menos que as entendamos em certa medida (1 Co 14.16,17). E, abençoadas por DEUS, o que é necessário para a salvação é ouvir a Palavra de DEUS e crêr (Ef 1.13).

Mesmo que haja na Bíblia muitos pontos difíceis de entender (2 Pe 3.16) e muitos outros sejam interpretados erroneamente, não devemos desistir. Temos de estudar os pontos difíceis por causa dos pontos fáceis, pois este é o modo mais provável de, pouco a pouco, virmos a entender os pontos difíceis: o conhecimento e a graça aumentam gradualmente.

O trecho das Escrituras que o eunuco recitou e algumas indicações do discurso de Filipe a esse respeito. Os pregadores do evangelho tinham um pretexto muito bom para prender os que estavam familiarizados com as Escrituras do Antigo Testamento e as recebiam, sobretudo, quando se achavam empenhados em estudá-las, como este eunuco.

O capítulo que o eunuco estava lendo era Isaías 53. Aqui são citados dois versículos: parte dos versículos 7 e 8. Eles (vv. 32,33) estão registrados de acordo com a versão da Septuaginta, a qual em certos pontos difere do original hebraico. Grotius opina que o eunuco leu o texto em hebraico, mas Lucas segue a tradução da Septuaginta, por estar mais fluente à língua na qual ele escrevia. Ele supõe que o eunuco aprendera a religião e língua hebraica dos muitos judeus que moravam na Etiópia.

Conclusão: Um resumo final da abordagem do estudo é o seguinte:

 (1) Leia o texto em espírito de oração, pedindo sabedoria a DEUS;

 (2) estude os contextos imediatos e adjacentes;

(3) dê atenção a outras passagens bíblicas maiores e correlatas;

 (4) investigue as evidências teológicas, históricas, arqueológicas e psicológicas/sociológicas disponíveis que tratam do problema envolvido;

(5) escolha a interpretação resultante que pareça estar em maior harmonia com as claras evidências (incluindo a totalidade das Escrituras);

 (6) esteja disposto a esperar por uma luz adicional ao invés de fazer uma má escolha, ou uma má interpretação devido à pressa ou mesmo à precipitação. Busquemos ajuda do Espirito Santo, Ele é o maior interprete das Escrituras(1Co 2;10)” Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.” Amém.


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