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Lição 5 – Libertos do Pecado para uma Nova Vida em Cristo

Comentário da lição para o fim de semana com o Pr. Jairo Teixeira Rodrigues.

Por DECOM ADSMC

Publicado em 02 maio 2020

INTRODUÇÃO

Em continuidade ao estudo da carta aos efésios, estudaremos a passagem de Ef 2:1-10, onde o apóstolo analisa a nova vida em Cristo Jesus.

O salvo, sendo liberto do pecado, tem uma vida nova, completamente oposta a que tinha antes.

Nesta lição iremos estudar sobre a natureza pecaminosa que passou a existir na humanidade após a queda de Adão, no Éden. Veremos também o poder regenerador da Graça de Deus para o homem caído. Por fim, elencaremos as bençãos da nova vida em Cristo para todo aquele que aceita Jesus como Salvador.

I – A MORTE ESPIRITUAL DO SER HUMANO

Como sabemos, depois de ter elencado as bênçãos espirituais decorrentes da salvação, separando-as conforme cada Pessoa Divina, o apóstolo Paulo começa a dizer aos destinatários da carta que não cessava de dar graças a Deus por eles, desejando que o Pai da glória lhes desse em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação, para que eles soubessem a esperança da sua vocação e quais as fraquezas da glória da sua herança nos santos e qual a sobre-excelente grandeza do Seu poder sobre nós, poder este manifestado em Cristo, quando de Sua ressurreição e ascensão, quando, então, foi constituído como cabeça da Igreja (Ef 1:16-23).

Agora, o apóstolo nos lembra que o Senhor Jesus nos vivificou, estando nós mortos em ofensas e pecados (Ef.2:1). Quem nos vivifica, quem nos dá vida é o Senhor Jesus e, antes da obra salvífica de Cristo, estamos nós mortos em nossos delitos e pecados.

Como afirma Tomás de Aquino (1225-1274) : “…No capítulo anterior, o apóstolo fez uma revisão dos benefícios feitos em geral à linhagem humana por meio de Cristo; aqui, novamente, ele se lembra deles para compará-los com seu estado de vida passado, que pode ser considerado como o estado de culpa e o estado de gentilidade e, em ambos os casos, ele se envolve no mesmo agrupamento, porque primeiro leva em consideração seu estado de culpa e, então, o benefício da graça, da justificação; e o estado de culpa, tanto dos gentios quanto dos judeus, e do benefício primeiro, a sua generalidade, logo a sua necessidade….” (Efésios – Capítulo 2 – Lição 1 – Ef.2:1-3. Cit. Ef.2:1-10, n. 9).

Paulo diz que fomos vivificados, porque estávamos mortos em nossas ofensas e pecados. Esta afirmação costuma ser utilizada pelos defensores da predestinação incondicional para afirmar que, por causa dessa “morte” espiritual, não teríamos condição alguma de alcançar salvação se não fosse pela graça divina, ou seja, somente quem estaria predestinado à salvação poderia receber vida e, deste modo, alcançar a salvação.

Há diferença entre “ofensas” e “pecados”? Tomás de Aquino entende que “ofensas” dizem respeito aos pecados por omissão, enquanto que “pecados” se referem aos pecados por comissão. O pastor Elienai Cabral tem outro entendimento. Diz o consultor teológico da CPAD: “…’Ofensas” fala de ultraje, agravo, afronta que o homem praticou quando desobedeceu a Deus. Melhor tradução é como está na Versão Atualizada, delitos’, porque transmite a ideia de algo punível e criminoso. A palavra ‘pecados” logo a seguir na expressão indica um quadro funesto do estado permanente do homem pecador. Não se trata apenas de pecados individuais praticados, mas do pecado entranhado na nossa natureza humana (Rm 3:23; 5:12)…” (Efésios – a igreja nas regiões celestiais. Lições bíblicas, 4o trimestre de 1999 – aluno – p.18).

Não é isso, entretanto, que o apóstolo Paulo está a nos dizer. Não resta dúvida de que, ao pecarmos, morremos espiritualmente. Quem o afirma é o próprio Deus que, já no Éden, disse ao homem que se ele Lhe desobedecesse, certamente morreria (Gn 2:16,17).

Esta morte nada mais é que a separação de Deus. Morte, nas Escrituras, significa separação e foi exatamente isto que ocorreu no dia da queda. O texto sagrado diz-nos que o primeiro casal, ao notar a chegada de Deus ao jardim do Éden, escondeu-se d’Ele, pois não havia mais comunhão entre Deus e o primeiro casal por causa do pecado que havia sido cometido (Gn 3:8).

Apesar de estarem já mortos espiritualmente, o primeiro casal foi chamado por Deus, que não só trocou um diálogo com eles, como ainda lhes deu a conhecer a promessa da redenção, como também os juízos que sofreriam por causa da prática do pecado (Gn 3:9-19).

A morte espiritual, portanto, não representou, em absoluto, uma impossibilidade de comunicação entre Deus e os homens, ainda que tal comunicação tenha sido para aplicação de castigo. Mas, e isto é importantíssimo, o Senhor revelou ao homem em pecado que haveria uma salvação pela semente da mulher, promessa que foi muito bem compreendida pelo primeiro casal, tanto que Eva se alegou sobremodo quando teve o seu filho Caim, achando ser este aquele que fora prometido no dia da queda (Gn 4:1).

Desta maneira, dizer que, por causa da morte espiritual, não é possível ao homem, se não houver uma intervenção divina, ouvir a voz de Deus e ter conhecimento do plano de salvação, é pensamento sem respaldo bíblico e que é desmentido cabalmente nos eventos subsequentes à queda.

Quando alcançamos a consciência, inevitavelmente escolhemos o mal em vez do bem, em virtude de nossa natureza pecaminosa. Só o Senhor Jesus, gerado por obra e graça do Espírito Santo, escolheu o bem ao chegar à chamada “idade da razão” (Is.7:15,16). Isto, porém, não significa que, uma vez pecando e sendo separados de Deus, pois o pecado gera a morte (Tg.1:15; Rm.6:23), estaremos sem condição alguma de ouvir a voz de Deus ou de poder receber a mensagem da salvação.

O apologista cristão Dave Hunt (1926-2013) bem afirmou que “ser morto em seus delitos e pecados” jamais pode significar “incapaz de sequer o primeiro movimento em direção a Deus” e, com muita proficiência, diz: “…Onde a Bíblia diz ‘incapaz de sequer o primeiro movimento em direção a Deus’? A Bíblia não diz! Somos informados com a mesma clareza de que os cristãos estão ‘mortos para o pecado” (Romanos 6:2, 7, 11 etc.). Isso significa que eles são, portanto, ‘incapazes do primeiro movimento em direção ao pecado’? Certamente não. …” (Que amor é este?: a falsa representação de Deus no calvinismo. Trad. de Cloves Rocha dos Santos e Walson Sales da Silva, p.215).

O pastor Luiz Henrique de Almeida Silva, pioneiro das videoaulas da EBD na internet, bem analisou a questão ao mostrar que há um interesse de Deus em que o homem seja salvo e, portanto, que tenha acesso à mensagem da salvação. Disse ele em uma mensagem encaminhada por WhatsApp em 10 de fevereiro de 2019: “O erro de algumas religiões por aí é não crer na atuação de convencimento do ESPÍRITO SANTO. Outro erro é crer no outro extremo da depravação total pensar que só existem pessoas más e que não sabem a diferença entre o bem e o mal, contrariando o que DEUS disse após o homem comer do fruto da árvore do Conhecimento do bem e do mal. A pessoa realmente pode ser boa, como Cornélio e Lídia, e desejar conhecer a salvação, depois disto realmente entra o convencimento do ESPÍRITO SANTO e a pessoa ouvindo a pregação do EVANGELHO se converte. (Ef 1:13; Gn 3:22; At 10:1; 16:14. O homem é perfeitamente capaz de escolher e sabe que tem que fazer uma escolha. Deus só entra em ação após está escolha. A fé vem pelo ouvir – Só ouve a palavra quem quer ouvir. DEUS não obriga ninguém a ouvir.

Então, só vai ouvir quem está já interessado em DEUS. Primeiro o homem se interessa por DEUS por livre e espontânea vontade, depois o ESPÍRITO SANTO entra em ação no seu convencimento do pecado, da justiça e do juízo; e depois DEUS vai providenciar uma oportunidade para que esta pessoa ouça o e evangelho. Ainda que está pessoa esteja no meio da Amazônia, DEUS enviará um missionário lá para pregar o evangelho para que ele possa ser salvo.”

Na situação de morte espiritual, o homem acaba sendo dominado pelo pecado, é seu escravo, como o Senhor bem disse para Caim (Gn 4:7) e o Senhor Jesus também afirmou em um debate com os judeus (Jo 8:34). A situação do homem no pecado é terrível, não tem como ele se libertar, por si só, desta situação (Rm 7:7-24).

Por isso, o apóstolo afirma que, antes de sermos salvos, andamos segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que opera nos filhos da desobediência (Ef 2:2).

O mundo nada mais é que o sistema comandado por Satanás, sistema este que se encontra no maligno (I Jo 5:19) e, por conseguinte, em total oposição à Palavra de Deus. Tudo o que existe no mundo é contrário a Deus, daí porque João ter dito que quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele (I Jo 2:15).

OBS: “…Vejamos o que é o mundo. O mundo aqui não é sinônimo da natureza criada por Deus. O mundo é o sistema que pressiona cada pessoa para se conformar aos s seus valores (Rm 12.2). O apóstolo João é enfático ao dizer que quem ama o mundo não pode amar a Deus (I Jo 2.15-17). Tiago declara com a mesma ênfase que quem é amigo do mundo é inimigo de Deus (Tg 4.4). Sempre que os homens são desumanizados — pela opressão política, econômica, moral e social, vemos a ação do mundo. Trata-se de uma escravidão cultural. As pessoas são escravas desse sistema do mesmo modo que os súditos eram arrastados pelos generais romanos por grossas correntes amarradas no pescoço depois de uma conquista…” (LOPES, Hernandes Dias. Efésios – Igreja, a noiva gloriosa de Cristo, p.50).

Por isso mesmo, o Senhor Jesus chama o diabo de “príncipe deste mundo” (Jo.12:31; 14:30 e 16:11) e Paulo, de “deus deste século” (II Co.4:4). É ele quem tem o “império da morte” (Hb.2:14). Não se trata, como alguns equivocadamente interpretam, de domínio sobre o mundo físico, sobre o planeta. Não, não e não! O diabo tem domínio sobre o sistema que se criou com a sua rebelião e que foi estendido com a entrada do pecado na humanidade. Todavia, este mundo tem seus dias contados, é passageiro e passará, assim como a sua concupiscência (I Jo.2:17).

OBS: O pai da Igreja, João Crisóstomo (347-407), comentando esta passagem da carta aos efésios, afirma: “…Por que então chamar o diabo de príncipe deste século? Porque quase toda a natureza humana se entregou a ele, e todos o servem livre e voluntariamente. Cristo, que promete inúmeros bens, não recebe atenção. O diabo não promete nada disso, empurra-nos para o inferno e todos cedem a ele. Seu império é sobre este século, ele tem mais súditos que Deus e muito mais dóceis, exceto um pequeno número, pelo efeito de nosso relaxamento…”

Quem não é salvo, anda segundo o curso deste mundo, ou seja, está sempre se afastando cada vez mais de Deus, indo na “correnteza do pecado, da desobediência, da incredulidade e da soberba”. É o que Paulo denomina em Rm 8:1, de “andar segundo a carne”, ou seja, viver segundo a natureza pecaminosa que existe em cada ser humano.

OBS: “…’Curso’, aqui, é seguimento do caminho mau.(…). Seguir ‘o curso deste mundo’ é conduzir-se conforme o pensamento mundano que predomina nos que vivem no pecado. Ainda hoje o que induz muita gente no pecado é o pensamento da época (Cl 3:7,8)…” (CABRAL, Elienai. op.cit., p.18).

O ser humano, adquirindo a consciência, inevitavelmente peca e passa a viver pecando (I Rs 8:46; II Cr 6:36), porque sua natureza é pecaminosa, é nascido ele de uma semente corruptível, já que formado em iniquidade e concebido em pecado (Sl 51:5).

Tomás de Aquino aqui identifica duas causas para a prática do pecado: o mundo e o diabo. O homem sem salvação ou anda segundo o curso deste mundo, ou seja, ama o mundo e faz o que agrada ao mundo, mundo que, como dissemos, está no maligno ou, então, deixa-se dirigir diretamente pelo diabo e pelos demônios, andando “segundo o príncipe das potestades do ar”. O grande teólogo da Idade Média, a propósito, ao comentar esta passagem, faz questão de mostrar que o diabo e seus anjos estão nos ares na atualidade, como, aliás, o apóstolo repetirá em Ef 6:12.

O ser humano, por causa de sua natureza pecaminosa, que podemos denominar de natureza adâmica, pois todos somos imagem e semelhança de Adão (Gn.5:3), torna-se um filho da desobediência, pois é um filho do diabo, já que vive a pecar, a transgredir os mandamentos e preceitos estabelecidos por Deus (I Jo 3:8-10). Não foi por outro motivo que o Senhor disse que somos maus, embora possamos fazer coisas boas (Mt 7:11).

Não podemos, pois, ter qualquer ilusão quanto à índole e ao íntimo de cada ser humano e o apóstolo quer deixar isto patente, pois seu objetivo era mostrar a todos os seus leitores e ouvintes que a salvação não decorria de qualquer bondade ou virtude que tivessem os salvos. O apóstolo queria evitar, a todo custo, que, entre os cristãos, surgisse o mesmo sentimento de superioridade que havia grassado entre os judeus e levado ao farisaísmo, farisaísmo, aliás, que Paulo conhecia muito bem, visto que, antes de sua conversão, fora um ferrenho e fanático fariseu (At 26:5).

– Nos dias difíceis em que vivemos, não são poucos os que se deixam levar por filosofias e doutrinas que buscam encontrar no homem uma bondade inata, uma pureza de propósitos, o que têm gerado um sem- número de problemas e dificuldades não só no que toca à evangelização e ao desenvolvimento de uma vida conforme as Escrituras Sagradas, mas na própria vida secular. A crença na bondade natural do homem, que se encontra na raiz de pensamentos como os do filósofo Jean Jacques Rousseau (1712-1778), tiveram grande influência na elaboração de projetos e planos educacionais e de tratamento do crime, gerando um dos principais fatores que têm contribuído grandemente para a anarquia, indisciplina e impunidade que hoje reinam entre os homens.

– O homem sem salvação está debaixo do domínio da carne, de suas paixões e o resultado disto é que jamais pode agradar a Deus (Rm.8:7,8) e a consequência disto, afirma o apóstolo dos gentios, outra não é senão transformar o homem em “filho da ira”, ou seja, alguém que está sujeito a sofrer a ira divina, ou seja, tornar-se um candidato à morte eterna, à condenação eterna, a ter o mesmo destino já traçado para o diabo e seus anjos, a saber: o lançamento no lago de fogo e enxofre, o tormento eterno, o fogo eterno (Mt.25:41,46; Ap.20:10,15).

– Como diz o pai da igreja, João Crisóstomo, o homem sem salvação não tem “pensamento espiritual algum”: “…Nós irritamos a Deus, ele [o apóstolo, observação nossa] diz, nós O irritamos; em outras palavras, estávamos com ira e nada mais. Pois, como o filho de um homem é um homem por natureza, nós também somos; nós éramos filhos da ira como os outros. Ou seja: ninguém era livre, todos nos comportamos de maneira a merecer ira.”(end.cit., n.401) (texto em francês traduzido pelo Google com alterações nossas).

– A ira divina nada mais é que a justa retribuição pelo pecado, pela desobediência, pela transgressão (Rm.1:18). Deus é soberano, ordenou ao homem que Lhe obedecesse (Gn.2:16), mas deu ao homem a liberdade de escolher servi-l’O ou não (Gn.2:17; Dt.30:19; Js.24:15; Ap.22:17). Como um ser moral, entretanto, o homem terá de prestar contas da escolha que fez, pois a liberdade de escolha tem como contraface a responsabilidade (Hb.4:13; Gl.6:7).

– É evidente, porém, que, ante a natureza pecaminosa do homem, Deus intervenha para que o homem possa ter acesso à mensagem da salvação, como também venha a entende-la, de modo a ter condições de interessar-se em ser salvo e, assim, ser convencido pelo Espírito Santo do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:7-11), alcançando a salvação. Esta boa vontade divina é o que se costuma denominar de “graça preventiva”, “graça preveniente” ou “graça suficiente”, que é o favor imerecido que Deus concede a todos os homens de terem acesso à mensagem da salvação, ao Evangelho, que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm.1:16).

II – O PODER TRANSFORMADOR DA GRAÇA:

-Deus é a fonte da graça, um favor imerecido concedido ao homem, por isso que somente o Senhor tem poder de regenerar o ser humano caído dando-lhe uma nova vida em Cristo Jesus (2Co 5.17). Notemos então:

2.1 Deus a fonte da graça. A graça procede soberanamente de Deus, isto porque o favor lhe pertence e vem dEle, como sua fonte originária (1Co 15.10; Tt 2.11; 1Pd 5.10). A graça de Deus brilhou sobre os que estavam nas trevas e na sombra da morte (Mt 4.2; Lc 1.79; At 27.20; Tt 3.4). “A graça divina é, então, Deus mesmo renunciando ao exercício do justo castigo por sua livre e soberana decisão” (ALMEIDA, 1996, p. 28).

2.2 A salvação é pela graça. O Homem pelos próprios méritos não pode obter jamais o perdão de seus pecados e por conseguinte a salvação. Somente Deus tem esse poder de perdoar (Is 1.18; 43.25; 55.7; Mq 7.18-19; Mc 2.10). Por isso, que no ato da salvação a iniciativa primeira é sempre a Deus: “Por que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho…” (Jo 3.16). Disto resulta a Graça, um favor imerecido ao pecador (Rm 3.24; 11.6; Ef 2.5.7-8). O apóstolo Paulo argumenta aos romanos que a salvação é concedida sem o homem merecer (Rm 4.4,5). Na epístola aos efésios o Apóstolo declara: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef.2.8). Não há nada que o homem faça para o tornar digno de ser salvo, pois a graça aniquila qualquer obra que visa receber a salvação por mérito (Ef 2.9). Porém, mesmo assim, o homem não estar isento de responsabilidade perante Deus, pois a graça pode ser resistida pelo pecador (Mt 23.37; At 7.51; 13.46; 17,4; 18.5,6; Hb 3.7,8; 4.7).

2.3 A regeneração é um ato da graça. A regeneração é um dos aspectos da salvação (Tt 3.5) e consiste em ser “um ato divino que concede ao pecador que se arrepende e que crê uma vida nova e mais elevada, mediante a união pessoal com Cristo” (PEARLMAN, 2009, p. 242). E por ser um ato divino, se constitui em um ato resultante da graça de Deus. A regeneração é o milagre que se dá na vida de quem aceita a Cristo, tornando-o participante da vida e natureza divina (1Pd 1.3,23; 2Pd 1.4; 1Jo 3.9; 5.18). Através da regeneração, conhecida também como conversão e novo nascimento, o homem passa a desfrutar de uma nova realidade espiritual” (ANDRADE, 2006, p. 317). Dessa forma, somente Deus pode gerar uma nova vida espiritual no homem; porém, a fé (Mc 16.16; Jo 3.16; Jo 5.14; At 16.31; Rm 1.16; 10.9) e o arrependimento (Mt 3.2; Mc 1.15; Lc 24.47; At 2.38; 3.19; 17.30) são elementos essenciais e que precedem, vem antes, do novo nascimento, e não o contrário.

Conclusão: O meu passado ficou para traz, Cristo me libertou e me reconciliou com Ele e no presente estou assentado nas alturas, desfrutando de sua incomparável riqueza, e para que ali adiante num futuro bem perto todos possam desfrutar do mesmo presente que tenho recebido de Deus pela minha decisão de ter Ele como o meu Deus e meu Senhor.

Se você deseja esta nova vida, esta é a trajetória de quem decide viver nesta nova vida, uma vida de superação do que lá atrás resultou em morte, mas que no presente pela decisão em Cristo é vida.


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