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Lição 6 – PAULO NO PODER DO ESPÍRITO

Comentário Pr. Jairo Teixeira Rodrigues

Publicado em 06 nov 2021

Atos 19:6

Introdução:

PAULO PREGAVA A CRISTO NO PODER DO ESPÍRITO SANTO. Paulo era movido pelo poder do ESPÍRITO SANTO. O caminho da pregação e do ensino passa sempre pela inspiração e demonstração de poder do ESPÍRITO SANTO. Paulo em suas duas viagens missionárias foi guiado e capacitado pelo ESPÍRITO SANTO.

Primeiro se é mergulhado no corpo de CRISTO, no momento da conversão (o ESPÍRITO SANTO vem morar dentro do crente), depois se é “dominado” controlado pelo ESPÍRITO SANTO no batismo com o ESPÍRITO SANTO. Paulo nos aclara o ensino sobre a plenitude do ESPÍRITO ao ensinar que ser cheio quer dizer dirigido, guiado, controlado pelo ESPÍRITO SANTO.

I – PREGANDO NO PODER DO ESPÍRITO:

A FONTE DO ENSINO DE PAULO SOBRE O ESPÍRITO SANTO AOS EFÉSIOS são as Escrituras do AT, o Pentecostes e seu próprio ensino acerca do ESPÍRITO SANTO na carta lhes endereçada (At 19.1-6).

Paulo em Éfeso – Atos 19:1-7 – Comentário Bíblico – Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT – Com acréscimos e correções do Pr. Henrique

Éfeso era uma cidade de grande destaque na Ásia, famosa por abrigar um templo dedicado a deusa Diana que acreditavam ter sua imagem descido de Júpiter, uma das maravilhas do mundo: Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo […] chegou a Éfeso para pregar o evangelho (v. 1). Enquanto Apolo estava regando Corinto, Paulo estava plantando em Éfeso. O apóstolo não ficou com ciúmes do ministro Apolo por ele entrar em seu campo e estar edificando sobre seus fundamentos. Pelo contrário, exultou com essa notícia e prosseguiu com a maior alegria e satisfação em seu novo campo de trabalho que fora preparado para ele em Éfeso, porque soube a capacidade ministerial neotestamentária de Apolo, que agora estava em Corinto e prosseguia com a boa obra naquela cidade. Embora houvesse aqueles que fizeram de Apolo chefe de um partido contra Paulo (1 Co 1.12), este não guardava ressentimento contra aquele, nem de qualquer modo repugnava o afeto que as pessoas tinham por ele. Tendo passado pela província da Galácia e da Frígia, depois de ter passado por todas as regiões superiores, Ponto e Bitínia, que se situavam no norte, por fim o apóstolo chegou a Éfeso, onde havia deixado Áqüila e Priscila, e lá se reuniu a eles. Logo que chegou, ele encontrou alguns discípulos que professavam a fé em CRISTO como o verdadeiro Messias, mas que ainda estavam como que no primeiro ano da escola de CRISTO, sob o ensino do seu professor-assistente, João Batista. Estes eram, ao todo, uns doze varões (v. 7), que tinham quase o mesmo entendimento espiritual que Apolo possuía quando chegou a Éfeso (pois ele conhecia somente o batismo de João, Atos 18.25).

II – COMO PAULO MINISTROU O BATISMO COM O ESPIRITO SANTO:

1. Paulo orou solenemente para que DEUS desse a esses discípulos o batismo com o ESPÍRITO SANTO. É o que significa a expressão impondo-lhes Paulo as mãos (v. 6), um gesto que os patriarcas usavam para abençoar e sobretudo para transmitir a grande custódia da promessa, como em Gênesis 48.14. Sendo o ESPÍRITO a grande promessa do Novo Testamento, os apóstolos o transmitiam pela imposição de mãos: “O Senhor te abençoe com aquela bênção, a bênção das bênçãos” (Is 44.3). (e tomarás o azeite da unção e o derramarás sobre a sua cabeça; assim, o ungirás. Êxodo 29:7; Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o ESPÍRITO SANTO. Atos 8:17; e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. Atos 6:6; Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. Atos 13:3

2. DEUS concedeu a bênção pela qual Paulo orou: Veio sobre eles o ESPÍRITO SANTO (v. 6) de maneira inesperada e poderosa, e eles falavam línguas e profetizavam como falaram os apóstolos e os primeiros convertidos gentios (Atos 10.44). Este fato servia de introdução do evangelho em Éfeso e incutia na mente das pessoas a expectativa de grandes coisas que viriam. Alguns estudiosos pensam que o propósito era qualificar estes doze homens para a obra do ministério e que esses doze foram os anciãos de Éfeso, a quem Paulo entregou o cuidado e governo daquela igreja. Eles receberam o ESPÍRITO de profecia para que pudessem transmitir os mistérios do Reino de DEUS. Que mudança maravilhosa ocorreu de repente nestes homens! Ainda há pouco eles nem mesmo tinham ouvido que houvesse o ESPÍRITO SANTO; mas agora estão cheios do ESPÍRITO SANTO.

At 1.5 “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO, não muito depois destes dias.”

Uma das doutrinas principais das Escrituras é o batismo no ESPÍRITO SANTO. A respeito do batismo no ESPÍRITO SANTO, a Palavra de DEUS ensina o seguinte:

O batismo no ESPÍRITO é para todos que professam sua fé em CRISTO; que nasceram de novo, e, assim, receberam o ESPÍRITO SANTO para neles habitar. Um dos alvos principais de CRISTO na sua missão terrena foi batizar seu povo no ESPÍRITO (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.33). Ele ordenou aos discípulos não começarem a testemunhar até que fossem batizados no ESPÍRITO SANTO e revestidos do poder do alto (Lc 24.49; At 1.4.5.8).

O batismo no ESPÍRITO SANTO é uma obra distinta e à parte da regeneração, também por Ele efetuada. Assim como a obra santificadora do ESPÍRITO é distinta e completiva em relação à obra regeneradora do mesmo ESPÍRITO, assim também o batismo no ESPÍRITO complementa a obra regeneradora e santificadora do ESPÍRITO. No mesmo dia em que JESUS ressuscitou, Ele assoprou sobre seus discípulos e disse: “Recebei o ESPÍRITO SANTO” (Jo 20.22).

III. O IMPERATIVO DO ENCHIMENTO DO ESPÍRITO SANTO:

• A forma exata do verbo “Plerouste”é sugestiva por várias razões.

1. Está no modo imperativo:

• “Enchei-vos” não é uma proposta alternativa, uma opção, mas um mandamento de Deus.

– Ser cheio do Espírito é obrigatório, não opcional.

– Não ser cheio do Espírito Santo, é desobediência.

2. Está na forma plural: ”enchei-vos”

• Esta ordem está endereçada à totalidade da comunidade cristã.

– Ninguém dentre nós deve ficar bêbado; todos nós porém, devemos encher-nos do Espírito Santo.

– A plenitude do Espírito Santo não é um privilégio elitista, mas sim uma possibilidade para todo o povo de Deus.

– A promessa do derramamento do Espírito rompe as barreiras social, da idade e do sexo(Jl 2:28,29).

3. Está na voz passiva

• O sentido é: “Deixai o Espírito encher-vos”. (ARA)

– Ninguém pode encher-se a si mesmo do Espírito.

– Nenhum homem pode soprar sobre o outro para que ele receba a plenitude do Espírito.

• O sentido não é o quanto mais nós temos do Espírito, como se o Espírito fosse um líquido enchendo um vasilhame.

– Mas o quanto mais o Espírito tem de nós.

– O quanto ele controla a nossa vida.

– Ser cheio é não entristecê-lo, nem apagá-lo, mas submeter-se à sua autoridade, influência e poder.

4. Está no tempo presente contínuo:

• No grego há dois tipos de imperativo:

1) Um aoristo – que descreve uma ação única.

-Exemplo: (João 2:7 )Jesus disse: “Enchei dágua as talhas”.

– O imperativo é aoristo, visto que as talhas deviam ser enchidas uma só vez.

2) Um presente contínuo – descreve uma ação contínua.

-Exemplo: (Efésios 5:18 )

– Quando Paulo nos diz: “Enchei-vos do Espírito” é imperativo presente, o que subentende que devemos continuar ficando cheios.

• A plenitude do Espírito não é uma experiência de uma vez para sempre, que nunca podemos perder, mas sim, um privilégio que deve ser continuamente renovado pela submissão à vontade de Deus.

– Fomos selados de uma vez por todas, mas temos a necessidade do enchimento diariamente.

CONCLUSÃO

• Você é um crente cheio do Espírito Santo?

• Os sinais da plenitude do Espírito têm sido vistos em sua vida?

• Você tem adorado a Deus, relacionado com seus irmãos, agradecido a Deus e se sujeitando uns aos outros e feito a obra de Deus com poder?

• Ilustração: Quando Jesus me batizou eu falei, cantei, da mesma forma, senti agora, quando Jesus me curou cantando…

– Você precisa experimentar os benefícios de uma vida cheia do Espírito Santo!


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