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LIÇÃO 7 – A QUEDA DO SER HUMANO

Comentário da lição pr. Jairo Teixeira Rodrigues.

Por DECOM ADSMC

Publicado em 15 fev 2020

INTRODUÇÃO

– A queda de Adão jamais pode ser atribuída à vontade divina! Deus nem queria, nem precisava que Adão caísse, antes, como diz Paulo, “esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts 4.3). Nas palavras do teólogo Jacó Armínio, “a queda de Adão foi totalmente desnecessária e, por ela mesma, violou a majestade e a glória de Deus. Ele não precisava do pecado do homem para exibir sua própria glória”. Portanto, somente ao próprio homem é que pode ser atribuída a responsabilidade de seu pecado. Deus não queria que Adão pecasse; o diabo não podia fazê-lo pecar contra sua vontade; logo, Adão pecou porque assim consentiu fazer em sua mente.

– Na sequência dos estudos sobre a doutrina do homem, estudaremos hoje sobre a queda da humanidade. O salário do pecado é a morte.

I – TENTAÇÃO E QUEDA

– Na sequência dos estudos sobre a doutrina do homem, abordaremos agora, dando início a um novo bloco, à queda da humanidade, que é narrada no capítulo 3 do livro do Gênesis, que é, de longe, o mais triste e trágico capítulo da Bíblia Sagrada, pois há ali a narrativa da queda do ser humano, da entrada do pecado no mundo.

– Homem e mulher viviam em plena harmonia entre si, com Deus e com a criação terrena. A cada dia, na viração do dia, ou seja, ao entardecer, muito provavelmente às seis horas da tarde, o Senhor vinha ao encontro do primeiro casal e o homem tinha um momento de íntima comunhão com o seu Criador, sendo abençoado e ensinado pelo Senhor.

– Homem e mulher viviam em perfeita comunhão entre si, em total inocência, sendo, verdadeiramente, uma só unidade, tanto que o texto sagrado diz que estavam nus mas não se envergonhavam, não havendo qualquer desconfiança ou malícia entre eles.

– Não se sabe ao certo quanto tempo durou esta situação. Devemos lembrar que os dias da criação não são dias de vinte e quatro horas, como já vimos em lições anteriores, e que, encerrada a criação, iniciou-se o sétimo dia, mencionado em Gn.2:2-3, dia que perdura até a presente data, pois o sétimo dia da criação nada mais é que o período em que Deus cessou de criar, apenas mantendo, pelo poder de Sua Palavra, tudo quanto foi criado (Hb.1:3), manutenção que é feita em parceira com o administrador da criação terrena, que é o ser humano.

– Sendo assim, não podemos precisar quanto tempo viveu o ser humano na inocência, em plena comunhão com Deus. Não foi apenas um dia de vinte e quatro horas, como pensam alguns. Foi um período indeterminado de tempo, que pode muito bem ter durado milhares ou milhões de anos, de modo que não há qualquer possibilidade de desmentido do texto bíblico por constatações da existência de homens há milhares de homens, como tem defendido a ciência.

– O fato é que esta situação infelizmente se alterou quando o primeiro casal foi tentado e não resistiu à tentação, permitindo a entrada do pecado no mundo.

– O capítulo 3 do livro de Gênesis inicia-se apresentando uma personagem, a serpente, dizendo ser ela a mais astuta alimária do campo que o Senhor Deus tinha feito. Há muita discussão se o texto se refere literalmente à serpente enquanto animal ou se faz referência a Satanás. Respeitando as opiniões divergentes, entendemos que esta serpente aqui não se refere ao animal propriamente dito, mas, sim, ao inimigo de nossas almas, pois, em Ap.12:9 e Ap.20:2, há a perfeita identificação entre “a antiga serpente” e o diabo.

– O diabo era um querubim ungido, ou seja, um anjo que oficiava diante do trono de Deus, consoante vemos em Ez.28:14, ou seja, um anjo que havia sido separado por Deus para ter uma posição de proeminência no mundo espiritual e que teria, inclusive, sido colocado sobre a Terra, no Éden (Ez.28:13), sendo, muito provavelmente, o ser celestial encarregado do louvor a Deus (Ez.28:13,14).

– No entanto, este ser tão excelente que, como todos os anjos, era um ser moral, sabendo discernir entre o bem e o mal, sendo dotado de livre-arbítrio, usou mal deste livre-arbítrio e desejou ser maior do que Deus, rebelou-se contra o Senhor e, deste modo, foi achado em iniquidade e expulso dos céus, levando consigo um terço dos anjos, que o seguiram (Ez.28:15-18; Is.14:11-15; Ap.12:3,4).

– Tal acontecimento deu-se antes da criação do homem, na eternidade passada, havendo, quem entenda que isto tenha ocorrido no período entre Gn.1:1 e Gn.1:2, a chamada “teoria do intervalo”. Entretanto, mesmo os que assim não entendem, também situam este episódio antes da criação do homem, pois, em Gn.3:1, é dito que este ser vem ao encontro da mulher, já como uma criatura degenerada, iníqua e visando a perdição e destruição do ser humano.

– Sendo um ser angelical, ainda que caído, Satanás é um espírito e, como tal, pode assumir formas materiais (Cf. II Co.11:14), de modo que não lhe foi difícil assumir a forma de uma serpente e, assim, iniciar um diálogo com a mulher. Entendem alguns que o diabo “possuiu” o animal serpente e, desta maneira, começou a dialogar com a mulher, o que é uma interpretação possível. Ter-se-ia, assim, a primeira “sessão mediúnica” da história da humanidade. Tendo assumido a forma de serpente, tendo “possuído” a serpente, o fato é que iniciou o diálogo com a mulher.

– Usando de sua astúcia, que é a “habilidade de dissimular e usar artifícios enganadores e, com isso, obter vantagens às custas de outrem; malícia, treta, artimanha”, como diz o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o diabo inicia o diálogo com a mulher, fazendo uma indagação: “Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn.3:1 “in fine”).

– Vemos aqui, de pronto, duas grandes falhas em que o primeiro casal havia incorrido e que tornou possível a tentação. Por primeiro, homem e mulher estavam separados, não estavam juntos. Por motivos que não sabemos, Eva estava sozinha e o Senhor já havia dito que não era bom que o homem estivesse só (Gn.2:18).

– A solidão é um estado que muito facilita a ação do inimigo e coloca em risco a nossa vida espiritual. Por isso, o Senhor sempre formou, ao longo da história, o Seu povo, para que, dentro da sociabilidade, o homem pudesse vencer o pecado e o mal, mantendo uma vida de comunhão com Ele.

– Ao longo da história da humanidade, sempre houve um povo de Deus (linhagem de Sete, comunidade única pós-diluviana, Israel e Igreja), pois não é possível que, solitários, possamos servir a Deus. Daí porque a proposta dos chamados “desigrejados”, que tem crescido nestes últimos dias, é, na verdade, uma artimanha satânica, pois, sozinhos, seremos alvos certos do inimigo e, assim como Eva, haveremos de fracassar espiritualmente.

– A segunda grande falha observada neste episódio da tentação é a falta da guarda do jardim por parte do primeiro casal. Satanás conseguiu entrar no jardim e isto é demonstração de que havia ocorrido uma falha na guarda, tarefa de que estava incumbido o primeiro casal (Cf. Gn.2:15). Houve falta de vigilância, falta de cuidado por parte do primeiro casal e, deste modo, Satanás pôde entrar no jardim sorrateiramente.

– Não é por outro motivo que o Senhor Jesus, em Seu sermão escatológico, dá a chamada “ordem santa”, que é a vigilância (Mc.13:37). Devemos estar sempre vigilantes, atentos, para não permitir que o diabo possa se aproximar de nós, pois ele está ao derredor, buscando a quem possa tragar (I Pe.5:8). Ele é uma fera terrível,

destrutiva e não perde oportunidade para nos fazer fracassar espiritualmente. Não devemos ficar com medo, porquanto, se o inimigo está ao derredor, ao nosso redor está o Senhor (Sl.34:7), de modo que estamos protegidos no esconderijo do Altíssimo (Sl.91:1). No entanto, se deixarmos de ser atentos, se dermos lugar ao diabo, ele comparecerá e nos trará grande prejuízo (Ef.4:27).

– Solitária e tendo negligenciado na vigilância, o primeiro casal permitiu que Satanás adentrasse no jardim do Éden e viesse iniciar diálogo com a mulher e, usando de toda a sua astúcia, lançou uma indagação: “É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?”

– Ora, bem vemos aqui uma das artimanhas do inimigo, que é a distorção da Palavra de Deus. Não é à toa que o Senhor Jesus disse que a verdade nos liberta (Jo.8:32). Quando efetivamente conhecemos a Palavra de Deus, que é a verdade (Jo.17:17), não há como nos enroscarmos nas armadilhas de Satanás, pois não somos atingidos por suas distorções da Palavra. O diabo inicia o diálogo com a mulher distorcendo o que Deus havia dito.

– Na abertura do diálogo, aliás, temos o primeiro momento da tentação. Jamais devemos abrir diálogo com o adversário de nossas almas. Ele é muito astuto, maior do que nós, pois, embora sendo caído, continua sendo um anjo e, como tal, é maior do que nós (Sl.8:5; Hb.2:7), não sendo, pois, possível que o vençamos com nossas próprias forças. Assim como um estelionatário, que consegue, com sua “lábia”, enganar suas vítimas, inevitavelmente, se iniciarmos diálogo com o adversário, seremos, sim, vencidos. Por isso, o apóstolo Paulo nos adverte de que não podemos ignorar os ardis do inimigo (II Co.2:11).

– A mulher, sozinha e sem vigilância, abre o diálogo com o adversário e responde ao inimigo, certamente admirada por ver uma serpente falando, dizendo que lhe era permitido comer de toda árvore do jardim, mas que do fruto da árvore que estava no meio do jardim não lhe era autorizado comer nem tocar para que não houvesse morte (Gn.3:2,3).

– Aqui devemos observar que a mulher estava realmente sem vigilância, pois era sabedora de que os animais não falavam. A admiração em ver um animal falando deveria ter provocado na mulher uma atitude de desconfiança e ela deveria ter ido ao encontro de seu marido ante a inusitada situação. No entanto, a curiosidade foi maior e este é outro fator que pode nos levar ao fracasso espiritual. Devemos fugir de tudo que é estranho, de tudo que não se conforma com os parâmetros divinos, não nos aventurando em circunstâncias que nada mais são do que as “profundezas de Satanás” descritas em Ap.2:24. Há muitos servos do Senhor que estão a se perder nos dias atuais, participando de “inovações” e supostas experiências sobrenaturais que nada mais são que vias de entrada para a perdição. Tomemos cuidado, amados irmãos!

– Outrossim, é preciso aqui repudiar ensino totalmente sem respaldo bíblico, segundo o qual, antes da queda, os animais falavam. Quem isto ensina procura se basear no fato de a serpente ter falado, dizendo que isto era uma demonstração de que, antes da queda, os animais podiam se comunicar. Isto não passa de fábula, sem qualquer base escriturística. Somente o homem foi dotado do poder de linguagem racional, tanto que Deus chamou Adão para dar nome aos animais. A “fala” da serpente era algo novo e inusitado e que deveria ter despertado estranhamento por parte da mulher e não, curiosidade.

– Notamos, aqui, nesta resposta da mulher como é absolutamente indispensável termos conhecimento da Palavra de Deus para que não caiamos nas tentações que nos sobrevierem. A mulher não havia prestado atenção naquilo que Deus havia determinado. A ordem dada por Deus foi para Adão, quando Eva ainda não tinha sido criada, mas, muito provavelmente, não só Adão mas o próprio Deus haviam repetido tal ordenança à mulher, de sorte que não havia qualquer justificativa para que a mulher fosse ignorante a respeito.

– O fato é que a mulher não havia prestado atenção, dado o devido valor ao mandamento divino e temos aqui mais um fator que leva ao fracasso espiritual: a falta de conhecimento da Palavra, a falta de valorização da Palavra do Senhor.  A mulher, ao responder ao diabo, cometeu dois equívocos. O primeiro, ao identificar erroneamente a árvore cujo fruto era proibido. Disse ela que não se podia comer do fruto que estava na árvore que ficava no meio do jardim, mas isto não correspondia ao que Deus havia dito. Deus havia proibido comer da árvore da ciência do bem e do mal (Gn.2:16,17), mas a mulher havia identificado como fruto proibido o fruto da árvore da vida, pois era esta a árvore que ficava no meio do jardim (Gn.2:9).

– O segundo equívoco foi acrescentar algo que o Senhor não havia dito, qual seja, dizer que proibido tocar no fruto da árvore. O Senhor havia tão somente proibido comer do fruto (Gn.2:16,17), mas nada havia dito com relação ao toque, havendo, aqui, portanto, um indevido acréscimo à Palavra de Deus.

– O desconhecimento da Palavra faz com que sejamos presa fácil do inimigo. Satanás logo percebeu que a mulher não tinha prestado atenção ao dito do Senhor e prosseguiu sua tentação, lançando a mulher no campo da dúvida, afirmando que não haveria morte, mas, sim, uma “evolução espiritual” no dia em que se comesse do fruto da árvore, já que se seria “igual a Deus”, “sabendo o bem e o mal”.

– Temos aqui uma mentira de Satanás, algo que lhe é próprio, pois ele é o pai da mentira e quando mente apenas reflete a sua natureza (Jo.8:44). Satanás procurou despertar na mulher o mesmo sentimento que o levou à queda, ou seja, o desejo de independência em relação a Deus, a soberba, a autossuficiência (Is.14:13,14). Satanás continua levando milhares e milhares de seres humanos ao fracasso espiritual, fazendo-os crer que podem viver sem Deus, que podem ser independentes de Deus, que podem ser “iguais a Deus”.

– Esta mesma mentira satânica tem sido o cerne de tudo quanto se propaga e se difunde neste mundo sem Deus e sem salvação. Em nossos dias, não é diferente. Não faltam aqueles que dizem que Deus não existe (ateísmo); que não devemos levar Deus em conta durante nossa existência (ateísmo prático, deísmo); que afirmam sermos nós “pequenos deuses” (Nova Era); que dizem depender única e exclusivamente de nós a “evolução espiritual” (espiritismo, hinduísmo, xintoísmo); que põem o homem numa posição superior a Deus, fazendo-O mero “serviçal” (teologia da prosperidade, teologia da confissão positiva).

– A mulher, que estava solitária, que não havia vigiado, bem como que não havia prestado atenção ao mandamento divino, deixa-se deduzir pela mentira satânica e passa a não mais crer no dito do Senhor. Temos, então, aqui, a falta de fé, a falta de confiança em Deus, a incredulidade, que outra importante arma que o inimigo lança para que fracassemos espiritualmente. A incredulidade é o dardo inflamado do maligno que atinge e fere mortalmente a nossa alma, quando abrimos a guarda e deixamos de usar o “escudo da fé” (Ef.6:16).

– Totalmente vulnerável ao inimigo, a mulher acabou sendo levada pelas circunstâncias e fez nascer a concupiscência em si, o que é mais um passo no processo da tentação (Tg.1:14). Assim, diz o texto sagrado, que a mulher viu aquela árvore como boa para se comer, o que caracteriza a concupiscência da carne; viu aquela árvore como agradável aos olhos, o que caracteriza a concupiscência dos olhos e, por fim, viu aquela árvore para desejável para dar entendimento, o que caracteriza a soberba da vida.

– Estas três concupiscências — a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida — são precisamente os elementos existentes no mundo, que é dominado pelo maligno (I Jo.2:16) e que foram apreendidos pela mente da mulher, que se deixou induzir pelo inimigo de nossas almas, sendo enganada por ele (II Co.11:13; Tm.2:14). A mulher demonstrava, então, como já havia se corrompido por deixar de dar crédito à Palavra de Deus, por ter dado lugar ao diabo.

– Uma vez atraída e engodada pela própria concupiscência, permitiu que tal concupiscência concebesse e desse à luz ao pecado (Tg.1:15) e, por causa disso, pecou, tomando do fruto e dele comendo (Gn.3:6).

– Mas o efeito multiplicador do pecado logo se fez sentir. Assim que corrompida e tendo pecado, a mulher, também, se torna tentadora e leva o seu marido a também pecar, oferecendo-lhe o fruto proibido e Adão, conscientemente, também come do fruto proibido, pecando igualmente.

II- AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA HUMANA:

  • Indiscutivelmente, o pecado trouxe graves consequências ao Universo, especialmente a vida na Terra. A Bíblia faz várias declarações a respeito da universalidade do pecado (1Rs 8.46; Rm 1.18; Rm 3.10-12, 23; 6.23). 
  • Portanto, vejamos algumas consequências que o pecado trouxe ao homem depois da Queda;
  1. O pecado fez com que a terra fosse amaldiçoada(Gn 3.17.18)
  2. O pecado trouxe ao homem a punição da morte física, espiritual e eterna(Gn 3.19; Rm 5.12; 6.23; Tg 2.26)
  3. O pecado acarretou punições naturais e físicas na vida do homem. (Gn 3.16; Rm 8.20-23)
  4. O pecado deu origem a lei da morte atuante sobre a totalidade da raça humana(1Co 15.21,22; Ef 2.1,2)
  5. O pecado escravizou o homem e interrompeu a comunhão com Deus(Jo 8.34; Rm 3.23)
  6. O pecado exclui o homem do céu (Ap 22.15)

CONCLUSÃO: Com a Lição de hoje aprendemos e reafirmamos nosso compromisso com a literalidade do registro de Gênesis quanto à queda da raça humana e também nosso compromisso com a doutrina bíblica do pecado (Hamartiologia), principalmente nos aspectos da total corrupção do ser humano, trazida desde a vida intrauterina, e que somente por meio da maravilhosa graça de Deus e pelos méritos de Jesus Cristo é que pode esta corrupção ser revertida.

Por fim, cuidemos para que nossa vida seja caracterizada pela livre obediência a Deus, e jamais marcada pelo domínio do pecado, cujas consequências são terríveis. Assim podemos dizer que a expulsão do casal do jardim do Éden e a proibição de acesso à árvore da vida seja uma demonstração de misericórdia de Deus e não um juízo? O acesso à árvore da vida representaria para o homem a irreversibilidade de sua condição pecaminosa. Caso tivesse acesso à árvore da vida, o homem, agora em pecado, jamais poderia se arrepender e tornar a ter comunhão com Deus. Deus queria manter a oportunidade de arrependimento para o homem e, portanto, impediu o primeiro casal de ter novamente acesso à árvore da vida, a fim de que, no tempo que ainda tivesse de vida, pudesse confessar e deixar o pecado e alcançar a salvação pela fé na vinda da “semente da mulher” cuja vinda havia sido solenemente prometida.

– Por isso, o Senhor destaca querubins, os anjos do mesmo “status” do adversário, que estavam diante da glória de Deus, para esta função, bem assim uma “espada inflamada” que andava ao redor. Estes dois elementos demonstraram a separação havida entre Deus e o homem por causa do pecado e a impossibilidade de o homem, por si só, ter acesso ao Senhor e à comunhão eterna com Ele.

– Não é à toa que, quando o Senhor manda Moisés construir o tabernáculo, manda que a arca, que simbolizava a presença de Deus, fosse separada por um véu e não fosse sequer contemplada pelos israelitas, arca que possuía em sua tampa a imagem de dois querubins, que cobriam toda a arca, a lembrar esta proibição de acesso à árvore da vida, a mostrar que a lei não conseguira retirar o pecado do mundo.

– A espada inflamada também nos faz lembrar da Palavra de Deus que também há de julgar e condenar todos os que não crerem na “semente da mulher” no dia do juízo final (Cf. Jo.12:48).

 


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