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Lição 7 – Paulo, o Plantador de Igrejas

Comentário Pr. Jairo Teixeira Rodrigues.

Publicado em 13 nov 2021

1 Coríntios 3:6-9

INTRODUÇÃO

A Igreja de Cristo tem a sua dimensão visível na igreja local. Para se estabelecer uma igreja local é preciso que haja pessoas disponíveis, e que tiveram uma experiência com Cristo, para plantar igrejas. Nesse sentido, a lição desta semana tem como propósito motivar a igreja local, especificamente pessoas vocacionadas, a plantar novas igrejas. O Movimento Pentecostal cresceu porque houve crentes dispostos que ouviram a voz do Espírito Santo para abrir suas casas como um ponto de pregação ou desbravar o interior do Brasil.

Para atingir a esse propósito, o tópico primeiro mostra que o apóstolo Paulo foi um desbravador do Evangelho sob uma gloriosa obrigação de pregar o Evangelho de Cristo. Não há dúvidas de que o apóstolo foi o grande desbravador do Evangelho no mundo gentílico. Ele plantou igrejas em lugares que pessoas nunca haviam tido contato com o nome de Jesus. Essa disposição era vista pelo apóstolo como uma gloriosa obrigação a ser cumprida. E ele a cumpriu com alegria.

I – PAULO O DESBRAVADOR COM UMA GLORIOSA OBRIGAÇÃO  -Em suas cartas, Paulo declara que foi chamado pelo Senhor para ser “apóstolo dos gentios” (Rm 11.13; 1Tm 2.7; 2Tm 1.11) e destacou-se como um missionário transcultural (At 9.15; 13.1-3; 22.21; 26.16,17). Atravessou mares, cruzou desertos, enfrentou açoites e prisões para plantar igrejas na Europa e na Ásia. Tornou-se o maior evangelista e o maior plantador de igrejas do cristianismo. Pastoreou igrejas e desbravou campos inalcançados, abrindo novas fronteiras para a implantação do Reino de Deus na terra. Como plantador de igrejas, foi preso em Damasco (At 9.24,25; 2Co 11.32,33), rejeitado e perseguido em Jerusalém (At 21.27-32; 24.1-9), esquecido em Tarso (At 9.26), apedrejado em Listra (At 14.19), preso em Filipos (At 16.11,12,19-24), escorraçado de Tessalônica e Beréia (At 17.10-13), e chamado de tagarela em Atenas (At 17.16-18). Em Antioquia da Psídia, foi banido da cidade (At 13.50) e em Icônio fugiu a tempo para não ser apedrejado (At 14.6). Enfrentou oposição em Éfeso (At 19.1,21-29); foi preso em Jerusalém; acusado em Cesaréia; picado por uma víbora em Malta (At 28.1-6), e finalmente foi preso em Roma (At 28.30). Os sofrimentos e humilhações foram incontáveis ao longo do seu ministério apostólico: “Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo” (2Tm 2.3).

-Após a sua conversão, ele tornou-se um pregador do Evangelho. Seu maior desejo era levar as Boas Novas de salvação à toda criatura. Por isso, jamais se envergonhou do evangelho (Rm 1.16); e, onde chegava, procurava sempre uma ocasião para falar de Cristo, quer fosse nas sinagogas (At 13.5; 14.1), nas casas (At 20.20) e de cidade em cidade (At 14.6,7; 15.35). Nem mesmo a prisão era impedimento para ele pregar (Fp 1.12,13; 2Tm 2.9).

-O desejo de pregar o Evangelho era tão grande na vida de Paulo, que ele chegava a ter um sentimento de dívida para com os homens. Ele diz: “Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (Rm 1.14). Este “sentimento de dívida” não era restrito apenas aos que estavam perto, mas também para com aqueles que estavam mais distantes. Por isso, desejava viajar para outras cidades (Rm 1.15).

-Para o apóstolo Paulo, pregar o Evangelho não era uma tarefa qualquer. Era uma obrigação: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1Co 9.16). A Grande Comissão não é um pedido, é uma ordem (Mt 28.18-20; Mc 16.15).

1.5 Paulo estava disposto a sofrer por amor a Cristo e ao Evangelho. Quando Paulo se despediu dos presbíteros em Éfeso, ele disse que estava pronto para cumprir a sua missão (At 20.22-24). Em outra ocasião, um profeta por nome Ágabo tomou a sua cinta, e ligando os seus próprios pés e mãos, entregou-lhe uma mensagem, mas ele não desistiu (At 21.11-13).

II – ANTIOQUIA, UMA IGREJA MISSIONÁRIA

-Vemos Antioquia como um lugar estratégico para o crescimento da Igreja Primitiva. Tratava-se de uma igreja missionária. Dela, muitas outras igrejas foram geradas no Reino de Deus. Isso lembra muito o crescimento das igrejas pentecostais no Brasil. A partir de uma igreja numa determinada localidade, Belém do Pará, milhares de igrejas foram gestadas no país. Uma igreja referência cumpre uma função estratégica para plantar novas igrejas. Ela desempenha esse papel formando, capacitando e enviando novos obreiros.

-Vemos as características de um plantador de igreja. Uma dessas primeiras características está na motivação do plantador. No ministério de Paulo vemos que essa motivação se deu a partir de sua experiência gloriosa com Cristo. Essa experiência faz com que o plantador de igrejas tenha um senso de urgência no mundo a respeito da evangelização. Além, claro, de esse plantador ser experimentado nos obstáculos da caminhada e perseverar na plantação de igrejas segundo as Escrituras.

III- CARACTERÍSTICAS DE UM PLANTADOR DE IGREJAS

-O amor de Cristo tornou-se a força motivadora de toda a ação evangelizadora e missionária paulina. De fato, como os homens poderiam ter o amor de Cristo sem alguém que o anunciasse ou testemunhasse? (cf Rm 10, 13-15).

Anunciar o Evangelho é uma ordem e uma necessidade interior, existencial, que exige a dedicação de toda a vida. Na primeira carta aos Tessalonicenses, a carta que Paulo escreveu por primeiro, ele afirma “Queríamos tanto bem a vocês, que estávamos prontos a dar-lhes não somente o Evangelho de Deus, mas até a nossa própria vida” (1Ts 2, 8). Depois de sua “conversão”, Paulo atravessa parte da Ásia Menor (atual Turquia), da Síria e da Arábia (atual Jordânia), até Jerusalém, antes de se dirigir para a Europa, indo até a Grécia e, enfim, a Roma.

Por causa de Cristo, Paulo torna-se missionário, renuncia à carreira, padece perseguições e dificuldades até o martírio. “Sou um crucificado por Cristo. Eu vivo. Mas não mais eu: Cristo é que vive em mim” (Gl 2, 19-20). “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; pelo contrário, é uma necessidade que me foi imposta. Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!” (1Cor 9, 16). Paulo se torna apaixonado por Cristo: “Quem nos poderá separar do amor de Cristo?” (Rm 8, 35-39). Apóstolo por vocação (cf Rm 1, 1-15), Paulo é, antes de tudo, o servo da Palavra. Sua preocupação primária não é batizar (1Cor 1, 10), mas fundar comunidades animadas pelos vários ministérios missionários. Sua metodologia missionária se adapta aos diferentes ouvintes: aos judeus apresenta Jesus como o herdeiro das promessas feitas a Israel; sua pregação aos gregos concentra-se na apresentação do Deus único e da iminente volta de Cristo na Parusia.

A exemplo do Mestre, Paulo se torna um crucificado por amor, que oferece a vida, um servidor: servo de Deus (2Cor 6, 4); servo de Jesus Cristo (Rm 1, 1); servo do Evangelho (Ef 3, 7); servo da Igreja (Cl 1, 25); servo de todos (1Cor 9, 19).

Conclusão:

Esta lição nos ensina que é preciso ter experiência com Cristo. Quem tem essa experiência verdadeira tem tudo para buscar a vocação missionária. É preciso também ser compromissado com a Palavra de Deus, a Bíblia. Ela é o esteio de regra de fé e prática da igreja local. Um plantador de igrejas é um legítimo apóstolo da igreja atual. Que Deus levante homens e mulheres comprometidos com a sua Obra para implantar igrejas ganhando almas para seu reino.


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