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Lição 9 – O Reinado de Joás

Comentário Pr. Jairo Teixeira Rodrigues

Publicado em 27 ago 2021

“Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e bom entendimento aos olhos de DEUS e dos homens.” (Pv 3.3,4)

– Para ter uma vida de constante comunhão com DEUS é necessário abandonar todo tipo de idolatria, e confiar em DEUS inteiramente.

– Enquanto Joás seguiu os passos do sumo-sacerdote Joiada, fez o que era reto diante do Senhor. Eliminou o baalismo, renovou a Aliança e restaurou o culto a Yahweh, reparou o Templo etc.

Todavia, depois da morte do homem de DEUS, Joás se deixou seduzir pelos príncipes do povo, e mergulhou na impiedade, injustiça e idolatria. O castigo divino foi implacável! Seu reino foi invadido pela Síria, seus próprios servos voltaram-se contra ele e o mataram. Veja o perigo de não se ter um caráter firme e depender da boa ou má influência dos outros. Quando pecamos e  não se arrependemos, nos afastamos de DEUS, tomamos decisões ruins e perdemos tudo o que conquistamos.

I – O LIVRAMENTO DE JOÁS

1- ATALIA – Seu pai, Acabe, foi o sétimo rei do reino do norte de Israel; sua mãe, Jezabel, a mulher fenícia de Acabe. Seu marido foi Jeorão, o quinto rei de Judá que, evidentemente sob a influência de sua mulher, matou seus seis irmãos e restaurou a adoração a Baal que seu pai Josafá havia suprimido. O casamento parece ter ocorrido por um desejo político de trazer Judá para o controle de Israel. Aparentemente até mesmo a não-adesão ao sistema cronológico de Israel foi adotada por Judá nesta época. Após a morte de Jeorão em 841 a.C., os árabes mataram todos os seus filhos exceto Acazias, que se tornou rei sob a direção de Atalia. Atalia encarregou-se de que seu filho promovesse o baalismo e cooperou totalmente com Jorão, rei de Israel. Mas Acazias foi morto juntamente com Jorão naquele mesmo ano por Jeú, um dos generais de Jorão, quando uma expedição conjunta contra os siros fracassou. Tirando vantagem do fato de que nenhum dos filhos de Acazias tinha idade suficiente para assumir o trono, Atalia usurpou o poder e passou a exterminar a casa real de Judá. No entanto, o menino Joás foi salvo pela irmã de Acazias, Jeoseba. Desconhecido de Atalia, Joás foi escondido no Templo por seis anos por Jeoseba e seu marido Joiada, o sacerdote (2 Rs 11.1-3; 2 Cr 22.10-12). Atalia promoveu um reinado de terror contra todos os seus adversários, e instalou o baalismo como a religião de Judá. Ela fez do sumo sacerdote Matã o seu sacerdote pessoal no culto a Baal. Em um tempo oportuno, Joiada publicamente proclamou Joás como o novo rei de Judá no pátio do Templo com o apoio da guarda do Templo. Quando Atalia ouviu a celebração que se seguiu à cerimônia de coroação, correu para a área do Templo exclamando: “Traição! Traição!” Mas ninguém apareceu em seu auxílio. Então ela foi capturada e morta perto da Porta dos Cavalos do palácio (2 Rs 11.12-20; 2 Cr 23.11-15). Seu reinado data de 841-835 a.C.G. H. L.

Atalia(s) = “aflita(o) do Senhor” n. pr. m. a filha de Acabe e Jezabel e esposa do rei Jorão, de Judá; assassina de todos os membros da família real de Judá, com excessão de um menino de tenra idade chamado Joás que foi escondido por sua tia e colocado no trono pelo sacerdote Joiada, aos sete anos, o próprio Joiada liderou a revolta para conduzir Joás ao trono, depondo e mandando matar Atalia.

2-JOÁS – Dicionário Bíblico Wycliffe – Dois diferentes nomes hebraicos aparecem como Joás. O primeiro, yo’ash, significa “dado por Jeová” e é uma forma abreviada de Jeoás (q.v.). Pelo menos seis pessoas trazem esse nome hebraico no AT. O outro nome hebraico é yo‘ask, que significa “Jeová ajudou” ou “Jeová sustenta”. Um nome com a mesma ortografia também aparece nos fragmentos de cerâmica de Samaria. Um filho de Acazias, rei de Judá, e sua esposa Zíbia (2 Rs 11.2; 12.1; 2 Cr 24.1); também chamado de Jeoás. Nasceu durante um período de excessivo derramamento de sangue real em Judá. Seu avô Jeorão havia mandado matar seis de seus irmãos (2 Cr 21.2-4), enquanto seus outros filhos foram mortos pelos árabes. Apenas Acazias ficou vivo, e reinou durante um ano (2 Cr21.16ss.; 22.1ss.). Quando Acazias foi assassinado por Jeú, do Reino do Norte (2 Rs 9.27ss.), a rainha mãe, Atalia, aproveitou a oportunidade para usurpar o trono mandando matar todos os filhos de Acazias. Entretanto, o infante herdeiro Joás foi salvo por sua tia Jeoseba, esposa do sumo sacerdote Joiada. Essa criança foi escondida durante seis anos no Templo, até ser estabelecida uma boa resistência à cruel rainha. No sétimo ano (835 a.C.), Joiada organizou uma conspiração com súditos leais à família de Davi que, com bastante sucesso, proclamaram Joás como rei e condenaram Atalia à morte (2 Rs 11.1-16; 2 Cr 22.10-23.15). Sob a liderança de Joiada, o reino de Joás foi bom e seguiu princípios de fidelidade ao Senhor. A adoração a Baal foi destruída, o Templo foi reparado e o retorno a Jeová difundido entre o povo. Com a morte de Joiada, que era um homem de DEUS, Joás mudou radicalmente. Influenciado pelos príncipes mundanos, ele se esqueceu do Senhor e se voltou à idolatria e à adoração aos aserins. Chegou a mandar apedrejar até à morte, no pátio do Templo, o seu primo Zacarias, filho de seu salvador Joiada, porque ele o havia censurado. Mas o castigo de DEUS caiu sobre ele rapidamente. Os sírios, sob a liderança de Hazael, invadiram suas terras, tomaram Gate, e somente foram convencidos a não destruir Jerusalém em troca do imenso tesouro do Templo (2 Rs 12.17-18). Mais tarde, Hazael entrou em Jerusalém, massacrou os príncipes e feriu gravemente o rei Joás (2 Cr 24.23,24). Seus próprios servos conspiraram contra Joás e o assassinaram. Em um derradeiro gesto de desprezo, recusaram-se a enterrá-lo junto aos reis (2 Cr 24.23-25).

Y ̂ehow’ash – (Strong Português) –  Joás = “dado pelo Senhor” filho do rei Acazias e o oitavo rei de Judá.

3- JOIADA – O sumo sacerdote durante a época em que Atalia usurpou o trono de Judá. Ele a removeu Atalia do trono e estabeleceu o jovem rei Joás (2 Rs 11.4-21). Joiada fez uma aliança entre o Senhor e o rei de Judá (2 Rs 11.17), o que levou a algumas reformas religiosas e o capacitou a servir como conselheiro do rei. A esposa de Joiada era filha do rei Jorão e irmã do rei Acazias. Assim, o sacerdote era tio do jovem rei a quem ajudou. Joiada viveu até os 130 anos, e foi homenageado por seu serviço à nação através de seu sepultamento entre os reis de Judá na antiga cidade de Davi (2 Cr 24.15,16). Sem a valiosa influência de um homem temente e obediente ao Senhor, Joás rapidamente inclinou-se para a idolatria, e matou o filho de Joiada (2Cr 24.1,17-22), por isso foi morto e Judá atacada e destruída por exércitos inimigos.

-Depois dos patriarcas somente um homem viveu mais de 120 anos -E envelheceu Joiada e morreu farto de dias; era da idade de cento e trinta anos quando morreu. 2 Crônicas 24:15

יהוידע Y ̂ehowyada Ì – (Strong Português)- Joiada = “Javé sabe”. O sumo sacerdote na época em que Atalia usurpou o trono de Judá; escondeu Joás, o filho do rei, por seis anos e depois o recolocou no trono de Judá Assim, o rei Joás não se lembrou da beneficência que Joiada, pai de Zacarias, lhe fizera; porém matou-lhe o filho, o qual, morrendo, disse: O Senhor o verá e o requererá. 2 Crônicas 24:22.

-DEUS tinha assegurado a Davi a continuidade de sua família, o que é chamado de preparar uma lâmpada para o seu ungido. E isso só pode aparecer como uma grande coisa, agora que lemos sobre o completo extermínio de tantas famílias reais, uma depois da outra. Agora aqui nós temos a lâmpada prometida a Davi quase extinta e ainda milagrosamente preservada. Ela foi quase extinta pela bárbara maldade de Atalia, a rainha-mãe, que, quando ficou sabendo que seu filho Acazias fora morto por Jeú, levantou-se e destruiu toda a descendência real (v. 1), todos os que ela sabia serem aparentados à coroa. Seu marido Jeorão tinha matado a todos os seus irmãos, os filhos de Josafá (2 Cr 21.4). Os árabes tinham matado a todos os filhos de Jeorão exceto Acazias (2 Cr 22.1). Jeú tinha matado a todos os seus filhos (2 Cr 22.8) e ao próprio Acazias. Com certeza o sangue real nunca fora derramado tão profusamente. Feliz o homem de nascimento inferior, que vive fora do alcance da cobiça e da emulação! Mas, como se tudo isso fosse um assunto de pouca importância, Atalia destruiu a todos os que restaram da descendência real. Era estranho que alguém do sexo frágil pudesse ser tão bárbara, que alguém que tinha sido, ela mesma, filha de um rei, a esposa de um rei e a mãe de um rei, pudesse ser tão bárbara para com uma família real, e uma família na qual ela mesma fora enxertada. Mas ela o fez:

1. Motivada por um espírito de ambição. Ela desejava o governo e pensou que não poderia alcançá-lo de nenhuma outra forma. Para que ninguém reinasse com ela, ela assassinou até as crianças e lactentes para que não reinassem depois dela. Por temer um concorrente, não se deveria reservar ninguém para seu sucessor.

2. Motivada por um espírito de vingança e ódio contra DEUS. A casa de Acabe sendo completamente destruída e o filho de Atalia, Acazias, entre o resto, porque ele era aparentado da casa de Acabe, ela decidiu, por assim dizer, como retaliação, destruir a casa de Davi e cortar a sua linhagem, em desafio à promessa de DEUS de perpetuá-la — uma tentativa tola e infrutífera, pois quem pode anular o que DEUS propôs? As avós têm sido imaginadas como sendo mais amigáveis para com seus netos do que eram consigo mesmas. Mas a mãe de Acazias é a mais selvagem assassina dos próprios filhos de Acazias, e na infância deles também, quando ela foi obrigada, acima de qualquer outro, a alimentá-los e cuidar deles. Bem podia ela se chamar Atalia a ímpia (2 Cr 24.7), a filha da própria Jezabel. Mas, com isso, DEUS foi justo e visitou a iniquidade de Jorão e de Acazias, aqueles ramos degenerados da casa de Davi, sobre os filhos deles. Ela foi milagrosamente preservada pelo cuidado piedoso de uma das filhas de Jorão (que era esposa de Joiada, o sacerdote), que roubou um dos filhos do rei, de nome Joás, e o escondeu (vv.2,3). Esse foi um tição tirado do fogo. Não temos informação do número dos que foram mortos, mas, parece, estando essa criança nos braços da ama, não se perdeu, não foi procurada posteriormente, ou pelo menos não foi encontrada. A pessoa que o salvou era sua própria tia, a filha do ímpio Jeorão. Pois DEUS levanta protetores para aqueles a quem Ele quer proteger. O lugar da segurança dele foi a Casa do Senhor, uma das câmaras pertencentes ao templo, um lugar onde Atalia raramente causava problemas. Sua tia, por trazê-lo ali, o colocou sob a proteção especial de DEUS, e assim o escondeu pela fé, como Moisés fora escondido. Agora as palavras de Davi se se cumpriam para alguém da sua semente (Sl 27.5): No oculto do seu tabernáculo me esconderá. Com bom motivo esse Joás, quando cresceu, se prontificou a reformar a casa do Senhor, pois ela tinha sido um refúgio para ele. Agora estava a promessa feita a Davi limitada a uma só pessoa, mas mesmo assim ela não falhou. Assim, ao filho de Davi, DEUS, de acordo com a sua promessa, assegurará uma semente espiritual, que, embora às vezes reduzida a um pequeno número, diminuída e aparentemente perdida, será perpetuada até o fim dos tempos, às vezes escondida e não percebida, mas escondida no pavilhão de DEUS e ilesa. Foi uma providência especial que Jeorão, embora um rei, um rei ímpio, casasse sua filha com Joiada, um sacerdote, e um sacerdote piedoso. Alguns talvez pensassem que fosse uma depreciação casar uma filha com um clérigo, mas isso se mostrou um casamento feliz e a salvação da família real da ruína. Pois a influência que Joiada tinha no templo deu a ela uma oportunidade de preservar a criança, e a influência dela na família real deu a ele a oportunidade de colocá-lo no trono. Veja a sabedoria e o cuidado da Providência e como ela prepara para aquilo que planeja. E veja que bênçãos aqueles que casam seus filhos com pessoas que são sábias e boas armazenam no estoque para suas famílias.

O relato geral que aqui é dado de Joás é:

1. Que ele reinou quarenta anos. Como ele começou o seu reinado quando era muito jovem, podia, na ordem natural das coisas, ter continuado muito mais, pois ele foi morto quando tinha apenas quarenta e sete anos (v. 1).

2. Que ele fez aquilo que era reto enquanto Joiada viveu para instruí-lo (v. 2). Muitos jovens têm atingido uma posição elevada muito cedo — têm tido riquezas, poder e liberdade, antes de saberem como usá-los — e isso tem trazido más conseqüências para eles. Mas contra esse perigo Joás estava bem guardado ao ter um guia tão bom como era Joiada, tão sábio, experiente e fiel a ele, e ao ter tanta sabedoria a ponto de se deixar guiar e instruir mesmo depois de crescido. Note: É um grande favor para os jovens, e principalmente para os jovens príncipes, e todos os jovens de influência, estarem sob boa direção, e terem ao seu redor aqueles que os instruem a fazer o que for reto aos olhos do Senhor. E então eles agem sabiamente e bem para si mesmos quando estiverem dispostos a serem aconselhados e dirigidos por tais pessoas. O rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe, mas um menino entregue a tal instrução pode trazer honra e conforto para si mesmo.

3. Que os altos se não tiraram (v. 3). Em todo o país eles tinham altares para sacrifício e incenso, apenas em honra ao DEUS de Israel, mas em competição com, e pelo menos em implícito desprezo pelo, seu altar em Jerusalém. Talvez esses altares particulares tivessem sido mais usados nos maus reinados posteriores do que nos antigos, porque não era seguro subir a Jerusalém, nem era realizado o serviço do templo como devia ter sido. E pode ser que Joiada fosse conivente com eles porque algumas pessoas bem intencionadas estivessem satisfeitas com eles quando não podiam ter algo melhor, e ele esperava que a reforma do templo, e o fato de colocar as coisas em ordem ali, afastasse as pessoas gradualmente de seus lugares altos e que eles decaíssem por si mesmos. Ou talvez nem o rei nem o sacerdote tivessem zelo suficiente para levarem a sua reforma tão longe, nem coragem e força suficientes para combaterem um costume tão inveterado. 2 Reis 12:4-5- Joás Foi Bastante Diligente na Reforma do Templo – Comentário Bíblico -Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT

Aqui nós temos um relato da reforma do templo no reinado de Joás.

Parece que fazia muito tempo que o templo não passava por uma reforma. Embora Salomão o construísse muito resistente, com os melhores materiais e da melhor forma, mesmo assim ele decaiu com o tempo, e havia fendas nele (v. 5), nos telhados, ou nas paredes, no chão, no teto, nos revestimentos de madeira, ou nas janelas, ou nas divisões dos pátios. Até os próprios templos se desgastam com o uso. Mas o templo celestial jamais envelhecerá. Mas não foram apenas os dentes do tempo que fizeram essas fendas, os filhos de Atalia tinham arruinado a Casa de DEUS(2 Cr 24.7), e, por causa da inimizade com o culto do templo, tinham danificado seus edifícios, e os sacerdotes não tinham tomado o cuidado de consertar as brechas a tempo, de maneira que ficaram pior. Indignos foram aqueles agricultores que tiveram essa vinha valiosa alugada para eles sob termos tão fáceis e que não puderam manter o lagar de maneira devida e em um estado que se pudesse arrendar, (Mt 21.33). Com razão, seu grande Senhor os processou por esse desperdício permissivo.

O próprio rei foi (como parece) o primeiro e o mais solícito homem que cuidou da reforma do templo. Nós não lemos que os sacerdotes reclamaram dela ou que o próprio Joiada esteve ativo nela, mas o rei foi zeloso no negócio:

1. Porque ele era rei, e DEUS espera e exige daqueles que têm o poder que o usem para a manutenção e suporte da religião, o socorro de injustiças e a restauração da deterioração, para o estímulo e o emprego de ministros para fazerem a sua parte e o povo a sua.

2. Porque o templo tinha sido seu berçário e seu santuário, quando ele era uma criança, em cuja grata lembrança ele agora parecia zeloso pela honra dessa Casa. Aqueles que têm experimentado o conforto e o benefício de assembléias religiosas farão da vergonha delas o seu fardo (Zc 3.18), a manutenção delas a sua preocupação e a prosperidade delas a sua principal alegria.

Foi ordenado aos sacerdotes que coletassem dinheiro para esses reparos, e que cuidassem para que a obra fosse feita. O rei tinha de se preocupar com os negócios de seu reino, e não podia inspecionar os trabalhos pessoalmente, mas empregou os sacerdotes para que administrassem isso, as pessoas mais adequadas, e as mais apropriadas, pensaria alguém, para se envolverem com o projeto.

1. Ele lhes deu ordens para a coleta do dinheiro das coisas dedicadas. Eles não deviam parar até que ele fosse depositado, ao contrário, eles deviam pedir por ele onde sabiam que fosse conveniente, em seus respectivos distritos, como dinheiro de resgate (por virtude da lei, Êxodo 30.12), ou como dinheiro de avaliação (por virtude da lei, Levítico 27.2,3), ou como uma oferta voluntária (v. 4). Isso eles deviam juntar, cada homem de seu conhecido, e se supõe que não houvesse homem que não tivesse conhecimento com um ou outro dos sacerdotes. Note: Nós devemos aproveitar a oportunidade que DEUS nos dá de estimular aqueles com quem temos alguma familiaridade para aquilo que é bom.

II – AS CONSEQUENCIAS DA  APOSTASIA DE JOÁS

A melhor palavra que define apostasia vem do grego, “apo”, que significa: “fora” e, “histemi”, “colocar-se”. De modo que apostasia significa: “afastamento” ou “o abandono premeditado e consciente da fé cristã”. No Antigo Testamento não foram poucas as apostasias cometidas por Israel. Só em Juízes, há sete desvios da verdadeira fé em Deus. Para os profetas, apostasia constituía-se num adultério espiritual. Se a congregação hebreia era a esposa de Jeová, deveria guardar-lhe fielmente os preceitos, e jamais curvar-se diante dos ídolos. (ANDRADE, 2006 p. 56). Joiada morreu com uma idade avançada 130 anos. Era tão querido pelo povo que foi sepultado junto aos reis (2Cr 24.15,16). Porém, quando Joiada saiu de cena, o rei Joás mostrou seu verdadeiro caráter e abandonou sua fé. Sua apostasia não foi culpa de Joiada, pois o sumo sacerdote havia cumprido fielmente a tarefa de ensinar as Escrituras ao rei. Vejamos então como se deu o declínio moral de Joás:

• Sua fé era superficial; (2Cr 24.17a), “depois da morte de Joiada, ele não conseguiu sozinho servir a Deus”;

• Seu desejo era de agradar aos líderes da terra, “os príncipes de Judá” (2Cr 24.17);

• Tornou-se tolerante nas questões religiosas (2Cr 24.18) renunciando aos princípios divinos que lhe fora confiado;

• Não deu ouvidos a voz de Deus através da palavra nem dos profetas (2Cr. 24.19);

• Sua cegueira espiritual era tão grande que matou o sacerdote Zacarias filho Joiada que o repreendeu, tornando-se um homem ingrato com a família do homem de Deus que o protegeu (2Cr 24.20,21);

• Morreu tragicamente em sua cama depois de uma conspiração (2Cr 24.25). Um triste fim para quem começou tão bem.

CONCLUSÃO:  Nessa lição aprendemos que não é importante apenas começar bem mas terminar bem. Joás foi levantado por Deus, fez um grande trabalho nos seus primeiros anos, depois deixou se levar por conselhos carnais, fora da vontade de Deus, de homens gananciosos, que só pensavam no trono, em dinheiro, e aí, terminou de forma desastrosa. Que Deus tenha misericórdia de nós que nunca venhamos a sofrer influencia por parte de alguém sem visão de Deus, capaz até de matar, para conseguir seus intentos malignos. Esses mais tarde, com certeza sofreram terríveis consequências e colheram a semente que semearam (Gl 6:7).


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