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LIÇÃO Nº 10 – SÓ O EVANGELHO MUDA A CULTURA

Comentário da lição com o Pr. Jairo Teixeira Rodrigues

DECOM | ADSMC

Publicado em 07 mar 2020

INTRODUÇÃO

Através das culturas grega, hebraica e grega, por exemplo, podemos entender o quanto estas culturas influenciaram em nossos dias e graças a Deus e ao desenvolvimento delas hoje estamos na era da informática.

A herança cultural deixada pelos Gregos foi muita rica e influenciou a civilização Ocidental, Suas concepções de beleza, retratadas na obras de esculturas, ‘ pintura e arquitetura, foram tidas como clássicos, por seu equilíbrio e harmonia. Também sua produção teatral, filosófica e científica foi fecunda e marcou as linhas dos pensamentos, até a idade moderna.

A evolução espiritual dos hebreus foi marcada por avanços e recuos, segundo diversas tendências, muitas vezes contraditórias. Mas ligadas à diversa experiência de sua História.

A concepção monoteísta foi, então, assumida pelo povo hebreu como uma possessão preciosa e, por sua vez o manteve vivo ao fornecer-lhe o orgulho de ser um povo escolhido. O judeu tem influenciado em quase todo o universo com a religião.

Os egípcios contribuíram bastante para que muitas pessoas não morressem de fome, as terras do Egito eram férteis e produziam muito, colheitas cresciam e serviam de alimento para toda a sociedade. Eles nos deixaram como herança: a matemática, medicina e a astronomia.

I – O QUE É A CULTURA

1. Definição de cultura.

O que é Cultura:

Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.

Cada país tem a sua própria cultura, que é influenciada por vários fatores. A cultura brasileira é conhecida internacionalmente pela boa disposição e alegria, e isso se reflete também na música, no caso do samba, que também faz parte da cultura brasileira.

No caso da cultura portuguesa, o fado é o patrimônio musical mais famoso, que reflete uma característica do povo português: o saudosismo.

Cultura na língua latina, entre os romanos, tinha o sentido de agricultura, que se referia ao cultivo da terra para a produção, e ainda hoje é conservado desta forma quando é referida a cultura da soja, a cultura do arroz, etc.

Cultura também é definida em ciências sociais como um conjunto de ideias, comportamentos, símbolos e práticas sociais, aprendidos de geração em geração através da vida em sociedade.

Seria a herança social da humanidade ou ainda, de forma específica, uma determinada variante da herança social.

A principal característica da cultura é o mecanismo adaptativo, que consiste na capacidade que os indivíduos têm de responder ao meio de acordo com mudança de hábitos, mais até que possivelmente uma evolução biológica.

A cultura é também um mecanismo cumulativo porque as modificações trazidas por uma geração passam à geração seguinte, onde vai se transformando, perdendo e incorporando outros aspetos procurando assim melhorar a vivência das novas gerações.

A Bíblia relata que o ser humano foi atingindo pelo pecado original. Por isso, suas ações carregam essa herança negativa. Por causa do pecado, o homem está inclinado ao mal. Entretanto, a Palavra de DEUS mostra que o ser humano é “imagem de DEUS”. Ainda que a consequência do pecado fosse trágica, ele não perdeu essa imagem. Assim, é possível ver homem produzir coisas boas. Nesse sentido, podemos afirmar que a cultura que o ser humano produz traz consigo a herança do pecado, mas também a herança da imagem divina, por isso, há aspectos positivos e negativos na cultura humana. O Evangelho propõe restaurar o ser humano todo e, assim, como consequência, fazer com que ele produza cultura que glorifique a DEUS em todos os aspectos humanos. Toda cultura pode ser transformada pelo Evangelho de CRISTO. cultura do povo de DEUS.

“Como me foi este mistério manifestado pela revelação (…) podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo, O qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas; A saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho” (Efésios 3:3-7).

Quando os gentios começaram a engrossar a fileira dos que criam no Senhor Jesus, os apóstolos judeus desconfiaram, e por isso enviaram representantes da Igreja para saberem o que de fato estava acontecendo (At.8:14). Tais representantes confirmaram que muitos gentios estavam aderindo à fé no Cristo judeu, nascido de uma virgem judia, que havia morrido pelos pecados da humanidade, sido sepultado e ressuscitado para a salvação de todo aquele que nele crê – primeiro do judeu e também do grego (Rm.1:16). Os primeiros a crerem, além dos prosélitos gentios de Atos 2, foram os samaritanos, por meio da pregação de Filipe (At.8:5-13), que cumpria a ordem de Jesus de ser sua: “…testemunha tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (At.1:8). O mesmo Filipe evangelizou o ministro das finanças da Etiópia (At.8:26-40), o que resultou no batismo do etíope, cumprindo a ordenança do Senhor Jesus, conforme encontramos em Mateus 28:19: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

II – O EVANGELHO TRANSFORMA A CULTURA

JESUS nasceu num contexto cultural.

HÁBITOS E COSTUMES; HIGIENE PESSOAL; DIVERSÕES – A Vida Diária Nos Tempos de Jesus – Henri Daniel Rops – Vida Nova

A vida diária — Higiene pessoal — Relações sócias — Os demônios e as estreias — Lazer e diversões — A prostituição.

A VIDA DIÁRIA

Muito pode ser dito ainda sobre a vida de uma comunidade humana mesmo depois de sua estrutura geográfica e histórica ter sido definida e suas instituições sociais básicas descritas, juntamente com seu tipo de habitação, vestuário« alimento; mesmo quando seus métodos de comunicação, sua linguagem e escrita, e suas atividades intelectuais e espirituais tiverem sido tratados. A fim de descrever a vida da sociedade de uma certa época em sua existência diária, seria necessário destacar todos aqueles pequenos e inúmeros detalhes e costumes, aquelas formas usuais de comportamento, atitude mental, gostos, necessidades, expressões comuns e superstições que se combinam para formar a atmosfera de um período, e que em sua maioria são tão pouco notados, tão praticamente automáticos, que ninguém se preocupa em registrá-los. Todavia, são justamente essas coisas que fazem o clima da época e que distinguem um período de outro, mesmo quando estes são bastante aproximados, pois esses pequenos hábitos e costumes mudam com extraordinária rapidez. Mesmo agora que possuímos uma quantidade enorme de equipamentos para prender o momento que passa — jornais, cinema, gravadores — é difícil transmitir exatamente o que torna a década de sessenta diferente daquela dos anos cinqüenta. Este é o pó impalpável da história, o pó irridescente que as asas de um borboleta deixam em nossos dedos.

Para a Israel da época de Cristo a tarefa é muito mais difícil. Nossa fonte principal deveria ser o Novo Testamento, pois o Velho se interrompe mais do que trezentos anos antes. Mas, não é preciso dizer que os evangelistas e apóstolos não tinham como alvo fornecer-nos informações sobre este assunto. Não obstante, uma alusão ocasional e breve destaca algum hábito característico da época: o beijo de Judas, por exemplo, e o modo como uma mulher desconhecida saudou Jesus, nos informam a respeito de certas maneiras de falar e cumprimentar; mas esses fragmentos de informação exata são raros. É possível, porém, sempre recorrer aos inesgotáveis tratados do Talmude. Em seu desejo de aplicar os preceitos da religião em todos os casos possíveis, os rabinos fixaram especificamente inúmeros pequenos detalhes da vida diária. Embora muitos dos tratados tivessem sido compostos pouco antes ou pouco depois dos dias de Cristo, eles tomaram sua forma final e foram reunidos em coleção cerca de 100 ou 150 anos depois dEle. E apesar de nesse período a História não estar sujeita àquela imensa aceleração de que fala Daniel Halévy, no ano 150 A.C. muitos acontecimentos terríveis haviam colocado o Povo Escolhido em condições por completo diferentes daquelas em que tinham vivido durante os anos 25 e 30. Além disso, grande parte do Talmude foi compilada na Babilônia, isto é,num ambiente cultural nada semelhante ao da Palestina. Pode-se perfeitamente usar os tratados talmúdicos para resolver questões relativas a leis e instituições, e mesmo para certas atitudes de mente e práticas governadas pela religião até certo ponto, pois, em Israel, a grande força da tradição relativa a esses assuntos impedia qualquer mudança rápida. Mas, pode o mesmo ser dito quanto a modas e costumes transitórios? 0 tratado Shabbath, por exemplo, estabelece o que não pode ser feito no dia de descanso com as mais extraordinárias minúcias, e nos diz que não era proibido à mulher sair de casa usando peruca, mas esse tratado foi feito na Babilônia, provavelmente cerca do ano 35 A.C. Será que ele alude então a um costume das mulheres bem vestidas da Babilônia, ou isto era comum entre as de Jerusalém cem anos antes? Historicamente, não pode ser provado por intermédio dele que as palestinas usassem perucas ou coques falsos na época de Cristo.

Os cristãos são chamados filhos da luz, mesmo quando buscamos introduzir luz num mundo de trevas lúgubres e fomentar os resultados da luz. Paulo era adepto de achar aberturas para o Evangelho na cultura popular de sua época. Sua estratégia comunicativa de ser ‘tudo para todos’ foi posta em prática no Areópago, onde uma obsessão grega, a adoração a um deus desconhecido, tornou-se oportunidade notável. Citando os poetas gregos e referindo-se a peças teatrais, corridas e lutas de boxe gregas. Paulo tomou a cultura ateniense como ponto de partida para introduzir a luz do Evangelho. Em vez de separar-se da cultura deles ou de consumi-la sem criticá-la, Paulo a explorou e encontrou meios de adaptá-la aos seus próprios propósitos. Deste modo, ele redimiu e transformou a cultura popular de seu tempo” (PALMER, Michael (Ed.). Panorama do Pensamento Cristão. Rio de Janeiro: editora CPAD, p.407).

III- O EVANGELHO INFLUENCIANDO A CULTURA HUMANA

1-A igreja e a pregação do Evangelho. Uma das principais atribuições da igreja é a de influenciar a cultura e a sociedade onde ela está inserida (Mt 5.13-16; Mc 9.49; Lc 14.34-35; Mc 4.21; Lc 8.16; 1Pd 2.12). E como ela pode fazer isto? Priorizando os princípios da Palavra de Deus, independente do modelo cultural da sociedade. Na prática, significa combater o pecado, mesmo que este seja visto como uma questão cultural. É ensinar sobre a fidelidade conjugal (Hb 13.4), mesmo quando a infidelidade já se tornou comum; combater a mentira e o engano (Ef 4.25; Rm 12.17), ainda que sejam vistas como coisas normais ou naturais; pregar contra o paganismo e a idolatria (Rm 2.22; 1Jo 5.21), mesmo quando ela é vista como mera religiosidade, etc. Recebemos do Senhor Jesus uma responsabilidade para produzir uma cultura debaixo do Senhorio de Cristo (2 Co 10.4,5), ou seja, promover a cosmovisão cristã em um mundo pluralista (Rm 12.1,2), onde as culturas estão afetadas em suas estruturas e práticas do pecado, necessitando assim, que a Igreja exerça sua função profética (1Pd 2.9,10), mostrando o caminho que Deus planejou para vivermos como seres humanos, julgando nossas vidas por essas normas.

2- O evangelho na cidade de Éfeso. Esta era a capital da província romana da Ásia. A cultura era extremamente influenciada pelo paganismo e hedonismo (busca desenfrenada pelo prazer) ali estava o foco de adoração da deusa da fertilidade, Ártemis ou Diana (At 19.27) que possuía um templo (At 19.28) que foi considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. Historiadores calculam que a população da cidade de Éfeso no primeiro século era cerca de 250 a 500 mil habitantes. Paulo na unção do Espírito Santo (At 19.11,12), começou a pregar nesta cidade e o impacto do evangelismo foi tão grande que agitou a cidade, provocando muitas conversões até mesmo de pessoas ligadas ao ocultismo (At 19.18); de modo que Lucas relata: “assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia” (At 19.19). Durante o tempo que ali passou, Deus operou poderosamente através do apóstolo (At 19.11), em Éfeso houve várias conversões (At 19.18,19), batismo no Espírito Santo (At 19.6,7), curas divinas e expulsão de demônios (At 19.12), e a propagação do evangelho (At 19.10,20,26), resultando no temor a Deus e a glorificação do nome do Senhor Jesus (At 19.17).

3-O apóstolo Paulo escrevendo aos coríntios deixou muito claro que a cultura não está acima das Escrituras (1Co 10.12,23,31). Tudo o que o crente fizer deve objetivar a glória de Deus, pois para isto é que fomos criados (Ef 1.12). A Bíblia adverte-nos: “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas […]” (Cl 2.8). Um dos maiores desafios da igreja nestes últimos dias é lutar contra os enganos e os ardis do Inimigo na nossa cultura. Os costumes e cultura nunca têm o peso de doutrina, porém, a doutrina bíblica é que gera os bons costumes nas culturas (Dt 7.6). Paulo ensinou que há coisas que em si mesmas não são pecado, mas são moldadoras, dominadoras, controladoras e por isso, devem ser evitadas: “Nem todas as coisas me convêm” (1Co 6.12a), por este motivo a recomendação bíblica: “Não me deixarei dominar por nenhuma” (1Co 6.12b). Há coisas que em si mesmas não são pecado, mas são embaraçosas (Hb 12.1). Há coisas que em si mesmas não são pecado, mas dão a aparência de pecado (1Ts 5.2). Nossos usos e costumes não devem provocar escândalos (1Pd 3.3-5).

CONCLUSÃO: Hoje, cabe a nós formular (e responder) algumas perguntas para nossa geração de cristãos: – Quais são os aspectos da nossa cultura que precisam ser confrontados? – Quais são os aspectos da nossa vida que já cederam a esta cultura anticristã e que precisamos mudar urgentemente?

Viver a contracultura do evangelho de Jesus mergulhados numa cultura que se afasta cada vez mais do padrão cristão é um grande desafio, mas nunca foi diferente. O autor de Hebreus fala de “homens dos quais o mundo não era digno” (Hb 11:38), porque optaram por viver o evangelho até as últimas consequências, com a certeza de que algo muito superior tinham ao seu alcance.

“Irmãos, sede meus imitadores, e atentai para aqueles que andam conforme o exemplo que tendes em nós; porque muitos há, dos quais repetidas vezes vos disse, e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo; cujo fim é a perdição; cujo deus é o ventre; e cuja glória assenta no que é vergonhoso; os quais só cuidam das coisas terrenas. Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas.” (Filipenses 3:17-21). Que Deus nos ajude.


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